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Os últimos dias de Heath Ledger

A família e os amigos do ator autraliano lembram como foram os seus últimos dias.

Sara Santos

Carlo Allegri

Passados nove anos da morte prematura de Heath Ledger, aos 28 anos, vítima de uma overdose, a Spike TV está prestes a lançar um documentário sobre a sua vida intitulado 'I Am Heath Ledger'.

A família e alguns amigos decidiram abrir o coração pela primeira vez em relação ao desaparecimento do talentoso galã de Hollywood e contar algumas histórias inéditas.

Durante as últimas semanas de vida, Heath, cuja interpretação do Joker no filme 'Batman: O Cavaleiro das Trevas' lhe valeu louvores da crítica, lidava com a separação recente da atriz Michelle Williams, 36, com quem teve uma filha, Matilda, agora com 11 anos. Ao mesmo tempo, estava ocupado com as gravações do filme 'The Imaginarium of Doctor Parnassus' e lutava contra uma pneumonia forte e insónias. Estava "exausto, emocional e fisicamente".

"Ele tinha saudades da namorada, da família e da filha - queria vê-la, abraçá-la e brincar com ela", contou à 'PEOPLE' Gerry Grennell, amigo de Ledger. "Estava desesperadamente infeliz".

Heath Ledger e Michelle Williams em 2006

Heath Ledger e Michelle Williams em 2006

Frazer Harrison

O documentário, com lançamento previsto para finais de maio, levanta o véu sobre a vida pessoal do ator, com imagens exclusivas gravadas pelo próprio e entrevistas com a família. A irmã, Kate Ledger, contou que Heath estaria a fazer uma montagem para a filha.

"As pessoas podem contar-lhe coisas sobre o pai, mas se ela tiver a oportunidade de ver os seus movimentos e expressões, é quase como se tivesse sido ele a filmar o documentário e a juntar tudo para ela", explicou à 'PEOPLE. "Eu continuo a sentir-me muito ligada a ele através da Matilda. Quando ainda era vivo, ela era muito parecida com ele, e nós costumávamos dizer:' A Matilda é o Heath com tranças'. Agora, tudo o que ela faz, a forma de andar de skate, por exemplo, faz-me lembrar do meu irmão. Durante os primeiros cinco anos, sempre que a via, não continha as lágrimas, mas agora posso ser feliz e sentir a energia dele através da minha sobrinha", desabafou.

O produtor executivo do documentário, Matt Amato, também era um dos amigos mais chegados do ator e descreve-o como sendo um ótimo pai.

"Ele sabia o que fazer com a bebé de forma super natural", contou. "Eu perguntava: 'Como é que consegues estar tão relaxado com isto'? E ele dizia: 'Eu simplesmente olho para ela [Matilda], tento colocar-me no seu lugar e perceber o que ela precisa'. Espero que ela se lembre da forma como ele a tratava e de ficar tão entusiasmada quando o via. O que eles viveram foi maravilhoso", contou o produtor.

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