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Príncipe Harry fez dois anos de terapia após a morte de Diana

"A minha forma de lidar com o assunto era enterrar a cabeça na areia e recusar-me a pensar na minha mãe".

Cláudia Turpin

Eamonn M. McCormack

A Família Real britânica continua os seus esforços para consciencializar a população sobre a saúde mental.

Depois de o Príncipe William e Lady Gaga participarem numa videochamada esclarecedora, o Príncipe Harry falou abertamente sobre como perder a mãe, a Princesa Diana, em 1997 numa "plataforma pública" afetou a sua vida e, consequentemente, a sua saúde mental.

"Posso dizer que perder a minha mãe aos 12 anos e, como consequência, reprimir todas as minhas emoções nos últimos 20 anos tem tido um efeito bastante sério não só na minha vida pessoal mas também no meu trabalho", disse no podcast 'Mad World'. "A minha forma de lidar com o assunto era enterrar a cabeça na areia e recusar-me a pensar na minha mãe porque pensava: 'como é que isso vai ajudar?'"

ALLAN LEWIS

Depois de muito ignorar aquilo que não considerava ser um problema, Harry passou por dois anos de "caos total" quando chegou à casa dos 20. Finalmente, com o apoio do irmão mais velho, aos 28 anos procurou ajuda profissional. Além disso, começou a praticar pugilismo como mecanismo para lidar com os sentimentos reprimidos.

Agora, o príncipe diz que está "numa boa fase".

"Devido ao processo pelo qual passei nos últimos dois ou três anos, tenho levado o meu trabalho a sério, tal como a minha vida privada e dou tudo de mim às coisas que realmente fazem uma diferença", explicou. "Independentemente de quem sejas, a conversa tem que ser o princípio".

Para darem início à conversa, Harry e os Duques de Cambridge criaram a fundação Heads Together, cuja missão é pôr fim aos tabus e ao estigma associados à saúde mental.