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Analgésicos opioides encontrados na casa de Prince

O cantor foi encontrado morto a 21 de abril de 2016.

Francisco Perez

Kevin Winter

Na altura da sua morte, Prince tinha em sua posse "uma quantidade considerável" de analgésicos opioides para os quais não tinha receita.

Documentos judiciais relacionados com a investigação à overdose acidental que vitimou o cantor, que vieram recentemente a público, levantam o véu sobre os métodos a que este recorria para esconder o seu vício em analgésicos opioides.

Segundo o 'The New York Times', os investigadores encontraram medicamentos escondidos em frascos de vitaminas ou de aspirinas. Além disso, apreenderam 20 comprimidos brancos rotulados como 'Watson 853', uma mistura de paracetamol e hidrocodona, num frasco de Aleve, um fármaco usado para tratar dores e inflamações. Mais tarde, descobriram que na verdade este último conjunto continha fentanil, a droga apontada como a responsável pela morte do cantor.

Os relatórios não resolvem o mistério de como Prince conseguiu acesso ao fentanil mas, de acordo com a publicação, parece que é esse o rumo que a investigação vai tomar.

Algumas das receitas estavam em nome de Kirk Johnson, amigo e funcionário de longa data do artista, que viria a encontrar o seu corpo no dia 21 de abril de 2016, num elevador de Paisley Park.

Em várias ocasiões Johnson, que tinha acesso ilimitado à famosa propriedade, disse às autoridades que tinha conhecimento limitado da dependência de drogas de Prince. No dia anterior à sua morte, alega que foi buscar três receitas prescritas pelo Dr. Michael T. Schulenberg de medicamentos usados para tratar a ansiedade.

"Foi a primeira vez que ele fez algo deste género para o Prince", pode ler-se nos documentos judiciais.

Ainda ninguém foi acusado da morte do artista.