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Da Kizomba ao Afropop. Djodje: "Eu nasci no meio da música"

Djodje está de volta com um novo single intitulado 'A Fila Anda', que conta com a participação de Jimmy P e já é considerado um dos hinos deste verão. A propósito deste último lançamento, estivemos à conversa com o artista cabo-verdiano sobre os mais de 15 anos de carreira, as suas influências e o novo álbum que aí vem.

Cláudia Turpin

Djodje é um dos mais aclamados artistas do Afropop da atualidade. Com 29 anos, tem a própria editora discográfica, a Broda Music, soma mais de 100 milhões de visualizações no YouTube e já atuou por todo o mundo, bem como em alguns dos maiores palcos nacionais, como é o caso do Coliseu dos Recreios, que esgotou 15 dias antes da data.

No currículo tem três álbuns a solo, 'Sempre TC' (2006), 'Check-In' (2010) e 'Feedback' (2013), e os fãs aguardam ansiosamente o lançamento do quarto, que deverá chegar às lojas em setembro. Além do rapper Jimmy P., o álbum conta ainda com outras colaborações inéditas, sendo que uma delas é com a fadista Cuca Roseta.

Num momento de descanso entre espetáculos, a ACTIVA esteve à conversa com cantor e músico de vários instrumentos sobre o seu percurso recheado de grandes êxitos. Confira, no vídeo.

Reprodução/Instagram

Cinco perguntas a Djodje

'A Fila Anda' já conta com mais de seis milhões de visualizações no YouTube. Esperavas este sucesso?

"Não esperava, mas queria que acontecesse. O videoclipe chegou a quatro milhões de visualizações em menos de um mês, portanto superou realmente as nossas expectativas. Continuem a partilhar com amigos e familiares porque queremos chegar aos sete, oito milhões; o mais longe possível [risos]."

Quais são as principais diferenças entre cantar na tua língua materna, o crioulo de Cabo Verde, e em português?

"Sinto-me à vontade a cantar nas duas línguas. Cantar em crioulo ainda é mais natural para mim, mas estou cada vez mais habituado a fazê-lo em português. Aliás, é algo que remonta ao início da minha carreira com os TC. Muita gente não sabe disto, mas, até determinada altura, as nossas músicas eram todas em português. Só depois é que começámos a cantar em crioulo.
Agora também estou a explorar mais o inglês. Não me sinto tão confortável, mas penso que temos de aceitar novos desafios."

Como descreves o teu gosto musical?

"Sou muito eclético e gosto de tudo um pouco, desde R&B e Hip Hop, a Kizomba, Pop e Gospel. Também gosto muito de música brasileira. O Djavan é uma das minhas referências. Neste momento, ando a ouvir um novo artista de Pagode chamado Ferrugem - quem não conhece, vá ouvir porque ele é excelente."

Como é que cultivas a relação de grande proximidade que tens com os teus fãs nas redes sociais?

"Tento estar o mais próximo possível dos meus fãs nas redes sociais, partilhando a minha vida profissional e um pouco da minha vida privada, e procuro perceber quais são as opiniões e críticas deles. Faço questão publicar tudo pessoalmente. Na minha opinião, os fãs sentem quando não é o artista a fazê-lo - eles sentem que a comunicação é diferente. Quando tenho tempo, também tento ler e responder a alguns comentários e mensagens, para que eles saibam que eu vi."

Com tanto sucesso, o que é que ainda está por realizar?

"Muita coisa! Há muito trabalho pela frente. Não gosto de condicionar-me, portanto a ideia é continuar a trabalhar e ir estabelecendo objetivos à medida que vou avançando."

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