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A casa das tulipas

Tal como as pessoas, há casas das quais gostamos de imediato, e outras há de que aprendemos a gostar. Parece-nos ser o caso deste apartamento em Antuérpia

Johanna Thomycroft

Andreas von Einsiedel

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A primeira provade exotismo que encontramos ao entrar neste prédio, num bairro de Antuérpia, éa cortina pintada à mão que esconde a escada de acesso à porta do apartamento.Tal é a textura e tão intensas são as cores que é impossível não desejartocá-la – e à tulipa gigante, que de tão real parece ter vida, ao invés deretratada num pedaço de pano.

Ao entrarmos, seolharmos para a esquerda desde logo avistamos mais tulipas; uma flor gigante‘assenta’ sobre a parede de cor creme; quadros de tulipas alinham-se em gruposde três, na parede cinza da sala ao lado; e sobre a mesa de refeições pende olustre Bulbe, peça curiosa, composta por garrafas de vidro onde se alojam...maisflores. Tulipas rosa e brancas adornam ainda as paredes da escada, e a suítereservada aos hóspedes é um tributo à cor e, claro, à tulipa.

Ronald van derHilst, o autor destes desenhos, incluindo o do lustre, é um amante da pintura,escultura e design de jardins. É ainda, à semelhança da maioria dos holandeses,um apaixonado e estudioso daquela flor: “Gosto do seu lado haute-couture, das suas cores e formas”, explica, enquanto nosconduz ao estúdio e showroom, no pisoinferior, onde todos os outonos ele tem à venda uma coleção de bolbos detulipas exóticas e onde podemos encontrar a coleção de quadros e fotografias queas retratam, obras de sua autoria.

No piso superior,torna-se evidente que esta casa é, na verdade, composta por duas – algumas dasparedes foram deitadas abaixo para unir os apartamentos do lado esquerdo edireito. Marcel Vissers, o companheiro de Ronald, comprou a casa ao ladotornando a área maior. Com a passagem aberta, e com a vantagem, para ambos, dechão e paredes partilharem das mesmas características – madeira clara noprimeiro caso e pinturas datadas de 1850 no segundo –, o resultado saldou-sepositivo em todos os aspetos. Um pouco por todo o lado, mobiliário de época,mais de 200 peças em vidro Murano, agrupadas por cores, e pinturas murais queremetem para os ambientes do século XIX resumem o estilo da casa. Mesmo acozinha, simples e com o lustre enorme, lembra os cenários de Vermeer. Váriosrecipientes servem, ainda, para alojar tulipas, gladíolos ou dálias. Umahomenagem à cor, à natureza, à paixão pelo belo e simples.

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