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Entrevista a Isabel Pires de Lima: “Não sou de modas, prefiro o intemporal, o clássico e os revivalismos“

A decoração não era a sua ambição mas a vida encarregou-se de lhe trilhar este caminho ligado às artes. Afinal, a criatividade sempre foi uma constante no seu quotidiano…

Mafalda Galamas/O Meu Pé Direito

 Tirou o curso no IADE, passou por diversos ateliers e hoje é decoradora, em regime liberal. A passagem pela televisão e o blogue Lets Design fazem dela um rosto familiar entre os apreciadores de decoração. Num tom informal Isabel Pires de Lima revela-nos o que não pode faltar numa casa, como seria a sua residência de sonho e quais os espaços, em Portugal e no estrangeiro, que todos deveríamos de conhecer. No final, espreite ainda alguns dos melhores projetos da decoradora... Vai perder esta conversa?

Temos à porta uma nova estação… o que vai ser tendência neste outono-inverno 2014/2015?

Assim como cada tipo de corpo deve vestir ou não determinada roupa, cada casa deve ser enquadrada no seu contexto, país e personalidade de quem a habita. Não sou de modas, prefiro o intemporal, o clássico e os revivalismos.

O que é sempre um bom investimento em decoração?

Um bom sofá, de preferência feito à medida e com tecidos resistentes, uma cama grande com um colchão de qualidade (afinal passamos ¼ da nossa vida a dormir) e peças de arte que atravessem gerações e contem uma história. Pode ser um móvel antigo D. João V, uma escultura em cerâmica, etc…

Para si, o que define o olhar de um decorador?

A rapidez em detetar falhas e defeitos com o objetivo de os melhorar e aperfeiçoar.

Quais as características que um (bom) decorador deve possuir?

Deve ser compreensivo, respeitador, prático, funcional e dispor de um estilo próprio.

Em termos profissionais, qual o seu estilo?

Sei do que gosto e do que não gosto, o que fica bem, o que, coordenado resulta num estilo próprio. Tento sempre ser fiel a mim própria e isso talvez defina o meu estilo.

Qual o denominador comum em todos os seus projetos?

O conceito é a base de qualquer projeto, nada começa sem uma ideia, uma história ou uma peça icónica. Mas posso enumerar uma particularidade que esta sempre presente, o sentido de humor!

É difícil ser decorador(a) em Portugal?

Penso que em Portugal, principalmente neste momento, é difícil exercer qualquer tipo de profissão. É preciso muita resiliência, pensamento positivo, força de vontade para trabalhar e disciplina. Temos que ser nós a criar oportunidades de trabalho e correr atrás delas.

Qual é o maior desafio que um decorador enfrenta?

Tentar agradar a gregos e a troianos. Combinar os gostos e desejos de toda a família na minha visão com o que penso estar correto.

Muitos conhecem-na por participar no Querido Mudei a Casa. De que forma o programa foi determinante para a visibilidade do seu trabalho?

Algumas pessoas já conheciam o meu trabalho através do meu blog, criado em 2006. Mas com o Querido tive um reconhecimento maior, mais pessoas interessadas no meu trabalho e por consequência, mais projetos.

O que lhe dá mais prazer: decorar uma casa, um hotel, um restaurante…?

O meu maior prazer é ver a satisfação dos clientes, melhorar a qualidade de vida das pessoas, tornando os espaços funcionais e esteticamente agradáveis, que passem uma mensagem e sejam disfrutados ao máximo.

Onde vai buscar inspiração?

Inspiro-me nas viagens, na natureza, nas cidades, nos restaurantes e hotéis onde já estive, na minha coleção de livros de decoração, design e lifestyle, e na moda. Aconselho sempre os livros da Assoline, para todas as idades, estilos de vida e gostos. Estou em pesquisa constante, tenho sempre um sketchbook na minha carteira e isso ajuda-me muito a concretizar as minhas ideias.

O que não pode faltar numa casa?

O conforto, sobretudo, e depois os pormenores como flores, livros, velas, essências, peças de arte ou artesanato. Tudo de modo a tornar os espaços vividos e alegres.

Vive em Lisboa. Como é a sua casa?

Sou uma apaixonada pela luz desta cidade. A minha casa é um mix de peças, estilos, cores, texturas e formas. A base é neutra – cinza - mas os pormenores são muito garridos e talvez um pouco extravagantes. Alguns apontamentos de clássico, principalmente em algum mobiliário de época, predominando o estilo vintage versus contemporâneo nos tecidos, acessórios e iluminação.

LEIA O RESTO DA ENTREVISTA AQUI!

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