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Conheça um dos Yogis mais influentes do mundo

O mestre Patrick Beach criou três aulas diferentes de Yoga para os ginásios Virgin - Calm, Align e Strength - e falou com a Activa para nos explicar as mudanças que o Yoga pode trazer à nossa vida.

Patrick beach é um dos mais influentes yogis do mundo, e tem contribuído para divulgar a ideia de que o yoga é para toda a gente e que não é preciso ter a flexibilidade de uma bailarina para conseguir fazer uma aula.

Acaba de criar para os ginásios Virgin um esquema ‘tripartido’ em que há três variantes: Calm, Align e Strength (disponíveis a partir de Março) para quem tem diferentes objectivos.

Fizemos uma aula com o ‘mestre’ em Madrid, e falámos com ele para perceber que mudanças pode o Yoga trazer à nossa vida.

- Leva o Yoga à vida de muita gente, mas como é que o Yoga chegou à sua vida?

Nasci em Portland, nos Estados Unidos, e jogava muito basquetebol mas cheguei a uma altura em que me sentia muito hirto, muito mal comigo mesmo. Nessa altura nem sabia que a flexibilidade se treinava, e estava tão dorido que nem me conseguia sentar no chão. A minha mãe troçava muito de mim, e como praticava ioga, começou a ensinar-me algumas posições mais simples. Senti que aquilo era muito calmo, muito relaxante, não havia stresse de forma nenhuma, ao contrário do basquete onde era tudo muito rápido.

- Começou então a treinar Yoga?

Sim, comecei a estudar livros de ioga e posições mais complicadas, a desafiar-me a mim mesmo, achei aquilo fantástico. Conseguia sentir o meu corpo a mudar, e a minha mente também. Mas isso foi uma coisa de que só me apercebi mais tarde: percebi que tinha desenvolvido um tipo de atenção mais… mais atento. Como se fosse um sentido extra. Apercebia-me das coisas com mais nitidez, andava mais desperto. E comecei a olhar para a minha vida com mais cuidado, a distinguir padrões, a perceber que não estava feliz, a perguntar-me se era mesmo aquilo que queria para a minha vida.

Algumas das minhas amizades mudaram, as minhas rotinas mudaram, e eu percebi que havia uma mudança que não era apenas física. E comecei a perseguir novas aventuras: comecei a viajar muito, a perceber como viviam as pessoas de outras culturas, comecei a ensinar yoga pelo mundo inteiro.

- A sua mensagem é que o Yoga é para toda a gente…

Sim. O Yoga era na altura uma prática de nicho mas está cada vez mais a tornar-se ‘mainstream’. E as pessoas ainda têm um bocado de medo porque acham que o yoga não é para elas, é demasiado difícil, é demasiado complicado. Mas há milhares de formas diferentes de praticar yoga. E o yoga não é um desporto, pelo menos para mim, porque apesar de ser muito intenso fisicamente, não existe competição. O yoga é o contrário da competição, é uma prática de ‘mindfulness’. Há alturas em que é bom sermos competitivos, ou há coisas que nos corroem por dentro. Mas eu noto que fiquei cada vez menos competitivo.

- Como é que funciona este esquema de 3 aulas no Virgin?

Organizei um esquema baseado em três classes diferentes que apela a três objectivos diferentes, e qualquer pessoa sem limitações graves pode fazer qualquer uma delas. Também podemos escolher ao longo da semana, baseado na forma como nos sentimos e como nos corre a vida, se queremos fazer uma aula que nos acalme, que nos endireite ou que nos dê força. Não quero que faça uma pose só porque fica bem na fotografia, mas para a ajudar a conhecer o corpo e para desenvolver as suas capacidades.

- Os homens praticam Yoga de forma diferente das mulheres?

Sim. Os homens geralmente preferem exercícios de força e as mulheres exercícios de flexibilidade, porque o seu corpo é feito para ter filhos, mas todos podem praticar conjuntamente. Às vezes as pessoas experimentam uma aula, não é o estilo de exercício que preferem, olham para as outras a fazerem tudo muito direitinho, e desistem. Mas aqui têm muito por onde experimentar, por onde adaptar o Yoga à sua vida, para se tornarem mais felizes e mais compreensivos para consigo e para com os outros.

- O Yoga é especialmente importante agora, que vivemos num mundo onde as consequências do stresse são cada vez mais óbvias e dramáticas?

Claro que sim. Vivemos num mundo que anda cada vez mais rápido, que nos arrasta nessa rapidez, e onde não interessa que meditemos as coisas, que paremos para pensar, que tenhamos consciência de nós próprios. Portanto deixamo-nos arrastar quase como robots, quando não nascemos para robots, e a certa altura aquilo que nós somos começa a afastar-se da vida que temos. Queremos viver em conforto, o que é legítimo, mas por vezes o preço é demasiado alto. Não podemos perder a sanidade por causa de um emprego, por causa de uma pessoa, e o Yoga ajuda-nos a confiar, a observar, a parar para pensar. Pergunte a si própria, é essa a vida que quer? E se não é, comece lentamente a mudar os seus padrões.

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