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'Vidas suspensas': "será possível verem que está ali uma pessoa inocente?"

Quando a vida muda de forma brusca depois dos sessenta.

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Armanda Lopes casou aos 16 anos. “Fiquei logo encantada. O meu marido era uma joia. Era e é”, diz, voz embargada. Armanda teve três filhos, casa própria, passeios a Fátima em família e férias na praia. Agora, vive longe do marido. Quarenta anos depois, a pessoa com quem construiu a sua vida e da qual confessa nunca ter estado afastada ‘desapareceu’. As visitas são uma vez por mês e os telefonemas, diários, não minimizam a saudade.

“E difícil entrar, mas mais difícil é sair”, confessa sobre as visitas à prisão. “Sentir os portões a fecharem-se é terrível.”

Luís Lopes, 71 anos, está preso, em Pinheiro da Cruz, acusado do homicídio de um amigo de há mais de 30 anos, alegadamente por causa de uma divida que não chega aos cinco mil euros. Condenado a 15 anos e meio, cumpriu cinco, a mais de duzentos quilómetros de distância. A família por falta de dinheiro só lá consegue ir uma vez por mês.

Aos 81 anos, Luís irá terminar a sua pena. Mas este não é um caso isolado Existem mais de 300 reclusos com idade superior a 65 anos nas prisões portuguesas, um número que tem vindo a crescer: entre 2011 e 2016 houve um aumento de mais de 62%.

Uma história com muitas lacunas, que pode conhecer no terceiro episódio do programa ‘Vidas Suspensas”, da autoria da jornalista Sofia Pinto Coelho, esta segunda-feira, dia 10 de abril, na SIC.

Este programa é seguido de um debate em direto na sic.pt

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