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Que sonhos para as nossas filhas?

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Que sonhos para as nossas filhas?

Estas mães têm a missão mais difícil de todas. Em diferentes fases da maternidade estão a preparar o futuro e a formar as mulheres da próxima geração.

Styling Rita Vilhena Fotos João Lemos

Mãe é sinónimo de amor, de dedicação, de força, de perdão, de sabedoria e de responsabilidade. Se as crianças são o futuro, cabe às mães (e pais!) a missão de as preparar, de ajudar na construção de carácter, de orientar os seus valores.

Tatiana Chehab tem uma filha adolescente com 15 anos e diz que a sua essência já está criada: “Hoje olho para a Charlie e sei a pessoa que ela será no futuro”, conta-nos.

No caso de Fernanda Velez, autora do ‘Blog da Carlota’, os dias são passados a aprender mais sobre as filhas, Carminho e Carlota, a descobrir a personalidade de cada uma delas e a tentar passar-lhe os melhores exemplos. Ana Gomes foi mãe há seis meses da pequena Vitória. Tem muitos medos, como qualquer mãe, mas também está muito certa dos valores que lhe quer transmitir e das experiências que lhe quer contar.

Inês Patrocínio ainda está grávida, de seis meses, mas mesmo antes de Alice nascer já pensa sobre a educação que lhe quer dar e até mesmo sobre o carácter que gostava que tivesse.

Em diferentes fases da maternidade, todas estas mulheres têm algo em comum: carregam um mundo de sonhos para as suas filhas. Estivemos à conversa para saber que expectativas têm e as grandes lições que querem passar às mulheres do futuro.

INÊS PATROCíNIO, 25 anos, especialista em Direito Internacional, GRÁVIDA DE ALICE

“O nome já está escolhido há muito, era o nome da minha bisavó. Cresci numa família grande, somos seis irmãs e sempre fomos educadas através dos exemplos. Tenho uma relação de muita confiança com a minha família e quero que a Alice também tenha essa base. No futuro, gostava que ela fosse uma mulher com espírito crítico, curiosa e que saiba pensar pela própria cabeça.
É algo que eu valorizo muito.
Quero que a Alice não tente agradar a tudo e todos, que tenha confiança nela própria e que saiba dizer ‘não’ quando é preciso. Para além disso, gostava que, tal como eu, tenha um contacto próximo com os animais e que saiba respeitá-los. Que cresça a dar valor à natureza, o que é cada vez mais difícil nas grandes cidades. Eu e o meu marido adotámos um cão antes de saber que estava grávida e há muitas pessoas que nos dizem que será complicado quando a Alice nascer. Eu não penso assim, o nosso cão faz parte da família e queremos que todos se adaptem e encontrem o equilíbrio.”

ANA GOMES, 29 anos, autora do blog ‘A melhor amiga da Barbie’, e VITÓRIA, 6 meses

“Quando soube que ia ter uma menina fiquei assustada. A vida é muito mais fácil para os rapazes, a todos os níveis. Enquanto mulher sinto que existe sempre uma pressão extra. Temos que estar sempre bem, não podemos ir de qualquer forma para o trabalho, temos que colocar óleo no cabelo, uma série de rotinas. Os homens só precisam de tomar banho, vestir e sair de casa. Gostava que a Vitória vivesse numa sociedade livre, em que a beleza natural fosse bem aceite. Quero acreditar que daqui a uns anos
será mais importante estarmos bem connosco próprias do que estar bem para os outros.
Em relação à educação, quero seguir o exemplo dos meus pais, que me ensinaram a tratar todas as pessoas bem, independentemente do cargo ou do estrato social. Gostava também de lhe passar que falhar é algo normal. Houve uma altura da minha vida em que tinha imensos ataques de pânico e ansiedade. Essa barreira encontrei-a dentro de mim e não quero que ela passe pelo mesmo. Na vida podemos falhar, o importante é ter vontade e força para continuar a tentar. Temos que ser seguras e ir em frente. Tudo se resolve!”

FERNANDA FERREIRA VELEZ, 36 anos, autora do ‘Blog da Carlota’, e a filha CARMINHO, 3 anos

“Acima de tudo quero que a Carlota [6 anos] e a Carminho sejam felizes e que tenham os valores certos. Que sejam mulheres positivas, resilientes e que saibam dizer ‘não’ quando for preciso. Aprendi isso por experiência própria e quero que elas sejam conscientes das suas ideias e que não se deixem levar pelos outros. Quero que as minhas filhas sejam mulheres independentes, porque não há nada melhor do que sermos donas do nosso nariz. Temos que ter os nossos próprios sonhos, saber lutar por eles e concretizá-los. É isto que nos dá felicidade. Claro que precisamos de afetos, seja da família, do marido ou dos filhos, mas temos de ser capazes de ser independentes tanto a nível emocional como financeiro. Preocupo-me com a questão do emprego, porque o mundo está em constante mudança. Mas também acredito que as novas tecnologias abrem muitas portas e quem tem talento consegue chegar longe.
Hoje é mais fácil alguém mostrar-se ao mundo!”

TATIANA CHEHAB, 36 anos, fundadora da agência de comunicação High End Communication, e a filha CHARLOTTE, 15 anos

“O mais importante na vida é o amor e as relação que vamos criando. Tive a sorte de ter uma base familiar muito forte, um núcleo que me deixou ser sempre eu própria. Talvez por isso a Charlie também seja muito ligada à família. Quando ela nasceu eu tinha apenas 21 anos e não tive muito tempo para pensar naquilo que queria. Ela cresceu e construímos uma relação muito próxima e justa. Conversamos muito porque acredito que os ressentimentos surgem por falta de compreensão. Sempre lhe transmiti que se tem a oportunidade de ter uma boa educação, deve aproveitá-la ao máximo. Quanto mais conhecimento tiver, mais escolhas pode fazer. Acima de tudo quero que aprenda a trabalhar e a lutar pelo que quer. Quero dar-lhe liberdade de escolha. Mas que tudo o que ela faça, faça da melhor forma possível. Quero que ela chegue ao ponto mais alto das suas capacidades e não se contente por meio gás!”

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