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Cinco perguntas a Carlyle Nuera

Uma Barbie portuguesa, com certeza. Pela primeira vez em Portugal a propósito da 5.ª Convenção Nacional de Colecionadores da boneca, o Designer Sénior da Barbie Collection esteve à conversa com a ACTIVA e apresentou uma criação muito especial inspirada no nosso país.

Cláudia Turpin

D.R.

Como é trabalhar com a boneca mais famosa do mundo?
É surreal, mas também sinto que tenho muita responsabilidade porque a Barbie é uma das marcas mais reconhecidas no mundo e os seus consumidores são crianças, ou seja, pessoas impressionáveis, vulneráveis e que estão a criar ideias sobre elas mesmas e o mundo através de brinquedos. Portanto sinto o peso de criar Barbies que façam os mais novos sentirem-se representados e vistos.
A Barbie é a musa perfeita para um designer?
A meu ver, o que a Barbie tem de mais especial é o facto de poder ser qualquer coisa: uma princesa, estrela pop, engenheira robótica, Presidente, etc.. Isso, por si só, faz dela inspiradora. Acima de tudo, ela tem o poder de tocar os corações e as emoções das pessoas.
Diria que estamos a falar de muito mais que uma boneca?
Sem dúvida! A Barbie sempre foi um espelho da sociedade e, nos últimos anos, a marca fez mudanças fantásticas. Agora, reflete a inclusão, por exemplo, a nível de carreiras, tendo profissões em que as mulheres estão sub-representadas, especialmente nas áreas STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics); e a diversidade étnica e de corpos, com bonecas de todas as alturas, formas, tons de pele, traços faciais e texturas de cabelo. As pessoas queriam mesmo que a Barbie evoluísse neste sentido e representasse a cultura, tal como ela é neste momento, e nós demos ouvidos.
Como surgiu a ideia de criar a boneca Maria Amália?
Todas as convenções de bonecas têm um cariz solidário e, normalmente, doam as receitas para uma instituição infantil local. Nesse sentido, a organização pede aos artistas que doem bonecas inéditas para o leilão beneficente*. Como vinha a Portugal, decidi criar uma Barbie única, inspirada nas noivas de Viana, com um traje tradicional caracterizado pelos tecidos texturizados, com vermelhos, padrões florais e bordados. É uma abordagem moderna a um traje tradicional.

D.R.

Entusiasmado por conhecer os fãs portugueses?
Sim! Já tive a oportunidade de conhecer alguns na convenção em Madrid e, para mim, é surreal que alguém admire o meu trabalho a ponto de me convidar para vir dos Estados Unidos até Portugal. Não teria estas oportunidades noutro trabalho, portanto a Barbie é a minha miúda. Devo-lhe muito (risos).
*Após a realização desta entrevista, a boneca Maria Amália foi leiloada no eBay e vendida por 1599€. O montante reverteu a favor da Aldeias SOS.

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