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Saúde e Beleza

Novo estudo sugere que comer massas pode ajudar a perder peso

Afinal, parece que o esparguete e companhia não são os vilões que imaginávamos.

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Lilechka75

As massas alimentícias, como o esparguete e o macarrão, são muitas vezes considerados os piores inimigos de uma alimentação saudável, especialmente para quem quer emagrecer. No entanto, talvez não seja bem assim.

De acordo com investigadores do hospital de St. Michael’s em Toronto, Canadá, a especialidade da cozinha italiana pode estar associada à perda de peso.

O novo estudo, partilhado na última terça-feira (3) na publicação científica British Medical Journal, investigou a influência destes ingredientes culinários no aumento de peso ao monitorizar quase 2500 participantes, que comeram massas em vez de outros tipos de hidratos de carbono durante 12 semanas. Os indivíduos ingeriram uma média de 3,3 porções por semana, cada uma com cerca de 70g (meia chávena).

Depois, os investigadores analisaram o peso, IMC (índice de massa corporal), gordura corporal e circunferência abdominal dos participantes, e descobriram que estes perderam em média cerca de meio quilo.

Apesar de a diferença não ser significativa, sublinhamos que os especialistas procuravam uma correlação entre o consumo de massas e o aumento de peso, e, em vez disso, a maioria dos participantes perdeu peso. Isto porque grande parte dos tipos de massa tem um índice glicémico (IG) mais baixo que outros alimentos ricos em amido, conclui o estudo.

"Os resultados são importantes, tendo em conta as mensagens negativas com as quais o público tem sido inundado em relação a hidratos de carbono. Mensagens essas que parecem influenciar as suas escolhas alimentares, como evidenciado nas reduções recentes do consumo de hidratos de carbono, especialmente massas", escreveram os autores.

Os investigadores acrescentaram ainda que as massas podem fazer parte de uma dieta saudável quando ingeridas nas quantidades certas - neste caso, o parâmetro foi apenas meia chávena, três vezes por semana - e sem aditivos calóricos como, por exemplo, molhos. Resumindo: o controlo de porções é um fator chave.

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