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Saúde e Beleza

Consulta do viajante: uma etapa indispensável de qualquer viagem

Qualquer viagem engloba muito mais que fazer uma mala ou escolher um roteiro, a promoção da saúde em viagem é tao importante, quanto a escolha do hotel ou a pesquisa em relação ao local que se vai visitar.

Céline Machado/enfermeira

demaerre

Incluir a Consulta do Viajante na sua agenda antes de viajar deve passar a ser uma rotina tão normal e ajustada, como a escolha da roupa conforme o destino ou a escolha da lembrança a trazer no regresso. A saúde é o nosso bem precioso todos os dias, incluído quando estamos de férias.

A Consulta do Viajante deve ser realizada no período pré-viagem, destina-se ao aconselhamento de forma abrangente (da pré-viagem até à pós-viagem), devendo ser realizada idealmente, com antecedência de 8 a 4 semanas. Com esta antecedência o tempo dá para tudo, orientar toda a medicação e vacinação necessária, iniciar a toma de profilaxia de malária quando é necessário e ver os efeitos secundários que podem surgir, acautelar toda a medicação de viagem que possa ser necessário levar consigo.

As mensagens de educação de saúde do viajante relativamente a prevenção da picada de mosquitos, higiene pessoal, alimentação cuidada, comportamento sexual e uso de drogas servem como base essencial para grande parte dos destinos internacionais. No entanto, estes devem ser tidos em conta de forma eficaz e constantemente.

A avaliação das condições de saúde e doença do viajante antes da viagem são cruciais na consulta do viajante, tendo especial atenção em grávidas, crianças, idosos, portadores de doenças crónicas ou imunossuprimidos e outras situações mais específicas.

Este tipo de consulta deve acompanhar todos os viajantes no pré, durante e pós viagem, todos os momentos são importantes para acompanhar a sua saúde nestes momentos e manter-se alerta para qualquer alteração.

Apesar da importância desta consulta a sua adesão não é tao frequente ou numerosa como deveria, as pessoas não têm por hábito associar os seus períodos de lazer a possíveis alterações de saúde ou de situações agudas.

Existem a nível nacional no Serviço Nacional Saúde, um elevado número de locais onde as consultas do viajante/centros de vacinação internacional (29 em Portugal continental e 10 nas regiões autónomas da Madeira e Açores), estão em funcionamento num total de 39. A lista com os contatos e horários fica aqui disponível a nível do SNS https://www.sns.gov.pt/sns-saude-mais/saude-em-viagem/.

O valor da consulta no SNS passa pelo pagamento da taxa moderadora, na generalidade 5€, que inclui a consulta do médico idealmente especialista em medicina tropical/infeciologia/medicina interna e um centro de vacinação gratuita para as vacinas cobertas pelo Plano Nacional de Vacinação. Se as vacinas forem extras a este plano, ou seja, vacinas internacionais devem ser pagas e muitas vezes compradas pelos viajantes na farmácia e depois são administradas nos centros vacinação internacional sem qualquer custo.

Existe também Consulta do Viajante em Telemedicina feita via internet por videoconferência, por profissionais médicos com formação certificada na área, com um custo de 25€ por consulta individual de forma pré-paga. Não existe observação física no local ao viajante, as receitas são dispensadas por email e em caso de necessidade de vacinação o viajante terá sempre de se dirigir ao centro internacional de vacinação. Existe a possibilidade de as consultas poderem ser marcadas de forma urgente para viagens com data de partida inferior a 7 dias, até 72 horas de antecedência face à viagem. Mais informações no site: https://www.consultadoviajante.com/.

Cada viajante tem uma viagem, uma consulta, uma avaliação, uma prescrição. Cada um de nós tem o seu passado de viagens, de vacinação internacional e de alterações de saúde durante e pós a viagem, assim os cuidados indicados, tomas de medicação profilática ou de medicação para levar consigo são individuais, estão relacionadas com o seu perfil de viajante e com o seu estado de saúde atual.

Não compare e siga as indicações do seu Médico e Enfermeiro.

A responsabilidade pela saúde no estrangeiro incide sobre uma só pessoa, o viajante, ou seja, de si próprio.

Boa viagem.

Céline Machado é enfermeira há 12, licenciada pela Universidade Católica Portuguesa, Mestre em Saúde Tropical.

"Com este percurso, posso juntar a minha paixão por viagens à minha filosofia profissional na promoção da saúde e dar "empowerment" ao viajante para manter saúde em viagem"