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10 obstáculos que a afastam do amor

Se anda a lamentar-se por continuar sem namorado, saiba o que pode estar entre si e o seu príncipe. Pronto, entre si e alguém que a faça feliz.

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A Expectativa | “Temos expectativas desfasadas”, nota Margarida Vieitez, mediadora familiar e autora de livros como ‘O melhor da Vida Começa aos 40’, bem como da página de Facebook ‘Love Doctors’: “Queremos o companheiro ideal, ‘o grande amor da nossa vida’, e já não procuramos o Príncipe Encantado, procuramos o Super-Homem: tem de ser giro, inteligente, com bom nível socioeconómico. Que nos faça feliz, nos dê atenção, que nos seduza, que nos conquiste, e quando alguma destas coisas não acontece, ficamos desiludidas.”

O ‘Tipo’ | Quantas vezes não disse já ‘ai ele não é nada o meu tipo’. “Somos muito mais seletivas agora”, concorda Margarida Vieitez. E não é bom sermos exigentes? “Só é bom se nos fizer bem. Mas se, por causa disso, estamos sistematicamente sozinhas, estaremos a viver bem a nossa vida? Não somos feitos para viver sozinhos. Há pessoas que nem sequer se aproximam porque as características físicas não correspondem àquilo que elas definiram como critério. É óbvio que é importante existir atração. Mas há pessoas que rejeitam à partida, porque a imagem delas não corresponde àquilo que querem. Os homens fazem muito isto, por isso é que há tantas mulheres sozinhas.”

A Vaidade | Ah, portanto, escolhemos uma pessoa por vaidade? “Às vezes. Os homens querem uma mulher para exibir, parece que a namorada é o bilhete de identidade deles. Mas as mulheres fazem isto quanto ao sucesso profissional dos homens. Se não tiverem uma boa posição financeira, elas também os rejeitam. Ou seja, estamos a ter critérios de escolha de parceiros como temos critérios de escolha de um carro. E estamos a ficar cada vez mais sozinhos, apesar das inúmeras possibilidades abertas pelas redes de encontros, que promovem também estas características”, nota a especialista.

A Experiência | A vida marca-nos, deixa-nos medos e receios de voltarmos a ser magoadas. Por isso, as pessoas muitas vezes preferem recuar a ter a hipótese de se magoar novamente.

O Trabalho | É normal que, em tempo de crise, a carreira se torne cada vez mais na grande prioridade da vida, e também num enorme sugadouro de tempo e de energia. Conciliar isto com filhos e uma relação, é muito complicado, especialmente para as mulheres. “É preciso tempo para investir na busca de um novo amor. É preciso tempo, vontade e paciência para voltar a sair com amigos, para ir a um ginásio, para frequentar cursos, para conhecer pessoas novas, para se divertir, e quando é que as mulheres têm tempo para elas?”, diz Margarida Vieitez.

A Paz | Mas é bom estar em paz, ou não? Claro que é bom: se é aquilo que quer. Mas se quer um novo amor, a rotina não a ajuda. Estar confortável, ter uma boa vida, uma casa bonita, DVDs para ver à noite, tudo isso é fantástico, mas a verdade é que vai ter de sair do sofá se quer que qualquer coisa aconteça na sua vida fora da televisão. “As pessoas querem encontrar um novo amor, mas depois não fazem nada para que isso aconteça. Se ficar em casa todos os fins de semana sentada no sofá a ver séries, é pouco provável que lhe caia o homem da sua vida no colo”, explica Margarida. Bem, pode-lhe aparecer alguém no Facebook, mas mais dia menos dia vai ter de sair com ele, ou a coisa transforma-se numa daquelas relações totós que não andam para a frente nem para trás.

O Facebook | Não entendam mal: hoje em dia as redes sociais são a melhor e a mais prática forma de conhecer alguém. O que é importante é saber usá-las: se está ali para fazer amiguinhos novos e ter alguém com quem dar uns dedos de conversa à noite e mais nada, ótimo. Se procura mais qualquer coisa, evite os fundos falsos. “Há muita gente que passa horas a conversar com imensa gente, mas depois a relação não evolui para nada e não passa dali mesmo”, nota Margarida Vieitez. Quer dizer: é preciso que as mulheres aprendam a distinguir os homens que não querem compromissos, e que não insistam em batalhas perdidas. Se está num site de encontros, perceba que lhe vão aparecer pessoas muitíssimo diferentes. “É um risco, mas conheço vários casais sólidos e felicíssimos que se conheceram pelas redes sociais.”

O Sexo | Não o sexo em si, mas o facto de se ser homem ou mulher. Continua mais fácil para um homem refazer a sua vida amorosa depois do divórcio do que para uma mulher, principalmente por causa dos filhos, que ficam quase sempre a cargo das mulheres. E também porque os homens continuam a preferir mulheres mais novas.

A Carência | “Há mulheres tão carentes que afugentam os homens, sem se aperceberem. Não há nada que assuste mais um homem do que uma mulher muito ansiosa por encontrar um novo amor, porque eles percebem isso e afastam-se, e elas acabam por atrair homens também eles desesperados”, nota Margarida. Conselho: tenham calma, que o amor acaba por acontecer. Enfim, ou não, mas de outra maneira pode acontecer qualquer coisa que não tem nada a ver com amor.

A Descrença | As pessoas já partem derrotadas e a achar que nunca vão ser felizes. “Têm muita dificuldade em acreditar que o amor possa acontecer de novo, o que as leva muitas vezes a baixar os braços”, explica Margarida. “Isso são medos, que, trabalhados e percebidos, são ultrapassáveis. O que deve ter em mente: não existem pessoas perfeitas nem relações perfeitas: tente encarar o outro como um ser imperfeito e tentar perceber se consegue aceitá-lo na sua imperfeição ou não. Isso é o fundamental.”


ONDE ENCONTRAR O AMOR
Procure: nos ginásios, nos cursos, em aulas de dança, em casa de amigos. Mas tenha em atenção que pode levar tempo, e não se deixe abater se a coisa não funcionar ou se encontrar mais tipos parvos do que homens que são ‘o seu tipo’. Contacte os amigos que também estão sozinhos, juntem-se para jantar ou ouvir música, partilhem amizades. É um processo que leva tempo, mas hoje em dia há cada vez mais divórcios e cada vez mais gente disponível. Pode frequentar a Internet, mas tendo cuidados básicos e percebendo que tipo de pessoas são aquelas que lhe aparecem.

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