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Pessoas com fraca atividade sexual têm algo surpreendente em comum

De acordo com um novo estudo.

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Todos sabemos que muitas pessoas que sofreram de abusos sexuais em crianças acabam por desenvolver algum tipo de aversão ou obstáculo na vida sexual adulta. Agora, surge um novo estudo que sugere que não são só os abusos sexuais a menores a afetar a vida íntima destes enquanto adultos, mas sim qualquer tipo de trauma que tenham sofrido em crianças.

Foi o Journal of Sex & Marital Therapy a divulgar os resultados de um inquérito a 410 pessoas que se encontravam a receber terapia sexual na altura. As questões envolveram tópicos como as suas vidas íntimas, stress psicológico ou mesmo a sua infância. E as conclusões foram bastante interessantes.

Pessoas que tinham vivido algum tipo de trauma em crianças revelavam-se menos satisfeitas com as respetivas vidas sexuais do que os que não tinham traumas de infância. E estes incluiam desde negligência parental a exposição a algum tipo de comportamento agressivo ou abusivo emocionalmente entre os pais, sofrer de bullying ou mesmo ser colocado de parte pelos amigos.

E uma outra conclusão do inquérito foi que todos os que tinham vivido traumas sofriam de maiores níveis de stress emocional, desde preocupação excessiva a ansiedade, e menor capacidade de atenção plena, de estar presente no momento. E isto, claro, reflete-se na perceção da vida sexual - se não conseguimos estar "presentes", dificilmente conseguiremos ter prazer.

A terapeuta sexual Holly Richmond explicou à Health: "A maioria das pessoas sabe das reações de lutar ou fugir, mas a resposta mais comum nas crianças é, na verdade, congelar. Dificilmente uma criança irá 'lutar' contra um adulto. E, no caso de fugirem, quão rápido irão correr? Ao congelarem, significa que, simplesmente, estão ali paradas até tudo acabar".

E, para a terapeuta, este tipo de reação pode voltar a ser sentida na vida adulta, após algum "gatilho" nos fazer lembrar de algo. Mesmo em alguma situação supostamente prazerosa, como o ato sexual. "Nunca sabemos qual será o gatilho", afirma Richmond. O pior é que este é um processo do subconsiente, pelo que a maioria das pessoas não entende que está a reagir de certa forma - daí ser importantíssimo ganhar consciência das nossas respostas, mesmo que não-verbais.

"Tenho clientes que olham em volta e dizem, em voz alta, 'Estou seguro. Agora estou seguro'. Houve uma altura na sua infância em que não estavam seguros, mas o meu mantra é 'Isso foi antes. Isto é agora'. Sabemos onde aquilo está - no passado. Isto é agora. Olhem à vossa volta. Estão seguros? Quase 100% das vezes a resposta é sim", conclui.

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