Porque é bom ter 40 anos?

Sabemos que entrar nos ‘entas’ não agrada a muitas mulheres. Acham-se mais velhas, menos atraentes, mais atreitas a doenças. É certo que nem tudo é um mar de rosas, mas que tirar partido do que realmente é bom nessa idade. As mulheres começam a sentir-se mais serenas e donas de uma maior sabedoria. A energia da juventude está quase intacta, sem as indecisões e as angústias de quem está a começar uma carreira, um casamento ou uma família.

Os homens não se sentem menos atraídos, muito pelo contrário pois o charme feminino está no seu auge, tornando os jogos de sedução muito mais emocionantes. Com os filhos mais crescidos, algumas mulheres de 40 anos podem (finalmente!) ocuparem-se de si mesmas, voltando aos pequenos rituais de beleza para os quais nunca tinha tempo, como cremes, ginástica e banhos deimersão.

Outras só entrando nesta fase da vida têm coragem para virar a mesa e deixarem para trás situações familiares complicadas que pareciam ir durar para sempre.

É uma idade de ouro em que existe um longo percurso para trás mas também todo um leque de oportunidades pela frente. Existe mais carisma, maior auto-confiança e os julgamentos da sociedade deixam de ser importantes.

Perguntámos a algumas mulheres porque é que é bom ter 40 anos. As respostas falam por si.

“Tenho alguns quilos a mais mas isso já não é importante. Cheguei à conclusão que o que conta verdadeiramente na vida não passa por aí. Faço tudo o que fazia aos 30 anos, mas melhor porque agora tenho a vantagem da experiência. Faço ainda muitas das coisas que talvez já não faça aos 50 e tal, quando as maleitas físicas chegarem.”

Fernanda Oliveira, 43 anos, esteticista

“Sinto-me mais confiante. Sou separada, mas não estou desesperada para arranjar um homem e isso é muito atractivo para o sexo oposto. Em termos de carreira cheguei onde queria e sinto-me realizada”.

Maria de Lurdes Hasse, 45 anos, advogada

“Há um acréscimo de charme. Sinto-me mais segura e isso reflecte-se, há uma aura de bem-estar que me faz mais bonita. Também já aprendi a valorizar-me porque sei perfeitamente o que me fica bem ou mal, por isso uso a roupa que quero, independentemente de ser moda ou não… Comparo a mulher de 40 anos a um pêssego que está maduro mas muito longe de estar podre…”

Isabel Garcia, 43 anos, publicitária

“Tenho maior disponibilidade para trabalhar porque o meu filho já está criado. Também posso sair sempre que me apetece. Estou novamente mais virada para mim, com tempo para fazer ginástica e pôr cremes.”

Joana Correia, 46 anos, professora primária

“Os quarenta são uma continuação dos 30, sendo que as coisas chatas dos 30 já lá vão e as partes más dos 50 ainda não chegaram. Os 30 anos são muito exigentes, com o início da carreira e os filhos pequenos, aos 40 já podemos saborear alguma calma.”

Maria Lúcia Morais, 45 anos, professora

“Os meus 40 são os mais bonitos do mundo porque agora sei fazer as minhas escolhas mesmo que o medo se meta ao barulho. Avanço sem receio de me magoar, respeito apenas a minha cabeça e não cedo às frustrações nem às conversas moralistas dos vizinhos do lado. A cabeça muda sem darmos por isso. Definitivamente ficamos diferentes aos 40 anos.”

Cláudia Dias Pinto, 40 anos, enfermeira

“Os meus filhos admiram a calma e a precisão com que lhes explico tudo, mesmo o que nunca aprendi. Dizem-me: ‘és a mamã mais linda do mundo’. Surpreendo-me quando olham para mim e dizem: ‘as rugas fazem-te bonita’. Só é pena que as pernas já não corram da mesma maneira e os braços me doam quando o esforço é maior”.

Ana Pereira, 40 anos, arquitecta

“Vivia subjugada pelo medo do que os outros podiam pensar de mim. Os anos foram passando e, também graças ao companheiro com quem estou actualmente, passei a ser mais auto-confiante. Hoje vivo a minha vida sem me preocupar (tanto) com os comentários alheios”.

Mª Helena Amaral, 48 anos, empregada do comércio

” Sempre tive uma relação muito conflituosa com o meu marido. Os 40 anos trouxeram-me a percepção de que não queria passar o resto da minha vida a discutir e a coragem para me separar”.

Eliane Monteiro, 45 anos, auxiliar de educação

“Nunca me senti tão bem. As minhas capacidades físicas e mentais estão em excelente estado de funcionamento, vivo mais em paz comigo própria e menos angustiada como futuro.”

Berta Moreira, 47 anos, empresária

“Quando tinha 37 anos, e contra a vontade da minha família que achava que eu era muito velha para estudar, matriculei-me na universidade. Consegui acabar o curso de Direito e acabei por ser promovida na empresa onde trabalho. Foi difícil mas valeu a pena. Aos 40 anos, sou finalmente doutora.”

Vera Cruz, 45 anos, funcionária pública

“Tireia carta de condução com 41 anos. Desde então a minha independência aumentou muitíssimo. Saio com as minhas amigas, vou para fora, não preciso de estar à espera de boleias. Estava farta de andar de transportes públicos e táxis.”

Olívia Marques, 45 anos, jornalista

“Sou mais tolerante, adquiri a sabedoria de vida que me permite “adivinhar” os outros e antecipar situações menos agradáveis. Diria que vivo um novo estado de consciência e de julgamento,que me permite “ver mais claro” do que há 10 anos. Só tenho medo do que vou pensar (e sentir) quando o meu corpo fizer excessivo contraste com a minha juventude de espírito.”

Mª Alice Félix, 48 anos, funcionária administrativa

“Foi preciso chegar os 40 anos para tirar um curso de computadores e começar a navegar na internet. Estou completamente actual. Só me falta fazer um curso de massagem ‘shiatsu’.

Mª do Céu Oliveira, 43 anos, professora

“Fui mãe há um ano pela primeira vez. Ter um filho era o meu grande sonho. Por essa razão nunca fui tão feliz como agora, aos 42 anos”.

Isabel Mendes, 42 anos, funcionária pública.

“Nunca cozinhei tão bem. Tenho vindo a aprofundar conhecimentos sobre culinária, comlivros e um curso que fiz, e a família e amigos andam pelo beicinho com os meus cozinhados. Aos 30 anos mal sabia fazer sopa”.

Aurora Rodrigues, 43 anos, doméstica

“Estou com melhor cara agora do que quando era mais nova. Deve ser porque levo uma vida mais descansada. Não me sinto nada velha, muito pelo contrário”.

Ilda Pulido, 49 anos, escriturária

“Aos 40 anos sentimos que podemos fazer tudo o que fazíamos com 20 mas com a sabedoria e experiência de uma vida. Achamos que temos o direito de cuidar um bocadinho mais de nós e menos dos outros. Também nos preocupamos menos com oque os outros pensam.”

Mª Piedade Amaro, 43 anos, médica

“Jánão tenho o corpo que tinha aos 30 anos, até porque parei de fazer desporto, mas isso também já não me interessa. Estou mais preocupada em ter um ar arranjado e uma certa elegância. Até porque é impossível passar por uma rapariguinha de 20 anos.”

Daniela Sousa, 41 anos, designer

“O meu casamento rejuvenesceu nos últimos anos. Eu e o meu marido passámos anos afogados no trabalho e preocupados com a educação dos filhos. Há uns anos paracá voltámos a ir passar fins de semana fora, férias a dois, descobertas gastronómicas e muito namoro. Têm sido muito bons estes meus quarenta e tal anos”.

Dulce Coelha, 49 anos, economista

“Maquilhamo-nos menos, até porque adquirimos maior auto-confiança e auto-estima e sabemos que, em excesso, a maquilhagem pode ter o efeito contrário.”

Benedita Trindade, 46 anos, secretária

“Tive quatro filhos muito seguidos e os meus 30 anos foram passados sem tempo pararespirar. Agora que o mais novo tem oito anos finalmente posso ter novamentevida própria”.

Teresa Pimentel, 41 anos, doméstica

“Tenhoum corpo como nunca tive aos 20 anos. Depois de ter os meus dois filhos fiquei mais magra do que era e comecei a fazer ginástica. Sinto-me muito bem com a minha imagem e nunca tive tantos admiradores como agora”.

Ângela Duarte, 45 anos, jornalista


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