Será que está mesmo familiarizada com a sua zona íntima?

Quer tenha demasiada vergonha para perguntar ou não saiba onde procurar informação, é possível que desconheça muitos fatos interessantes sobre a vagina. 

Conheça cinco deles, abaixo.

1. Aquilo que comemos pode afetar a vagina

Quando há um desequilíbrio no PH (medida do nível de acidez) da vagina, podem surgir infeções, mau odor, entre outros problemas. O valor de pH saudável é entre 3,8 a 4,5, ou seja, é ácido. Uma forma de manter o equilíbrio do pH vaginal entre os valores saudáveis é consumir alimentos associados com uma boa saúde íntima.

Num estudo publicado na revista científica “Archives of Gynecology and Obstetrics“, mulheres grávidas comeram mel e iogurtes, e a mistura teve efeitos semelhantes aos de medicamentos antifúngicos para o tratamento de vaginite por candidíase. Os arandos também são uma boa opção, especialmente para o tratamento de infeções urinárias. Um estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition” concluiu que o consumo diário de uma porção de 240 mL de sumo de arando, durante 24 semanas, reduzia o risco da ocorrência deste tipo de infeções em mulheres com um historial de as desenvolver.

Por fim, consumir probióticos, substâncias que contêm organismos vivos favoráveis à saúde, pode ajudar a manter os níveis de pH equilibrados e a prevenir infeções, explica o site “Healthline“. A lista de alimentos ricos em probióticos inclui iogurtes e kefir.

2. Ela limpa-se sozinha

A vaginal agrega pequenas glândula que produzem os fluidos necessários tanto para lubrificar como para limpar a área.

“A grande maioria de infeções vaginais que vejo nas consultas são auto-induzidas – geralmente, por mulheres que pensam que estão a agir bem ao lavarem a vagina com sabão e água ou, pior, com produtos de irrigação vaginal,” explica Lisa Stern, enfermeira e vice-presidente dos serviços da Planned Parenthood em Los Angeles, ao site da revista “Woman’s Day”.

Os produtos de duche, particularmente aqueles com corantes químicos e/ou fragrâncias, podem irritar a vagina e remover os lubrificantes e a flora benéficos, que são normais e naturais, acrescenta. Quando isso acontece, as bactérias anaeróbicas e os fungos proliferam e podem causar sintomas como corrimento, odor e comichão.

3. Tal como o rosto, a vagina também fica com rugas

É um facto: a aparência da região íntima pode mudar com a idade.

“Os lábios podem ficar menos volumosos à medida que os níveis de estrogénio diminuem. As camadas de gordura nos lábios diminuem, e menos colagénio pode levar a mais flacidez,” diz a ginecologista Lissa Rankin ao site da revista “Woman’s Day“. “A pele da vulva pode ficar mais escura ou mais clara, e o clitóris pode encolher. De qualquer forma, é normal,” acrescenta.

A médica acrescenta que estas mudanças, que muitas vezes estão relacionadas com a diminuição dos níveis de estrogéneo, não afetam o prazer que as mulheres podem ter.

4. Ela pode mudar após o parto

“Como ginecologista, consigo perceber quase sempre se uma mulher teve partos naturais ou não. Preciso de um espéculo maior para uma mulher que tenha tido dois filhos do que para uma que não tenha tido nenhum,” afirma a Dra. Rankin. Mas de fora não dá para perceber, a não ser que tenha ocorrido uma laceração durante o parto. Nesse caso, pode ter uma cicatriz esvanecida na área ou episiotomia.”

Se se sente desconfortável com a forma como a sua vagina alargou e mudou depois do parto, a médica tem uma recomendação: fazer exercícios de Kegel. A melhor parte é que pode fazê-los em qualquer altura e em qualquer lugar. Basta contrair os músculos que usa para começar e parar o fluxo urinário, sustendo durante alguns segundos de cada vez em séries de 10 repetições (ou mais).

5. Há formas de manter a vagina em forma

“É verdade que a vagina se mantém mais saudável quando a usamos com alguma regularidade,” afirma a Dra. Rankin. “Se se lembrar de que ela tem um propósito além da reprodução, ela provavelmente vai estar à altura da ocasião.” 

Se negligenciar a zona íntima durante muito tempo (nada de sexo ou de exercícios de Kegel, etc.), as paredes vaginais podem tornar-se frágeis. E quando a menopausa chega, pode ficar com cicatrizes e fechar um pouco, acrescenta a ginecologista. Mas o sexo não é a única resposta: o seu médico pode sugerir exercícios específicos e instrumentos que podem ajudar a manter a vagina em forma.

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