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O novo exame de sangue pretende identificar mulheres com maior risco de cancro de mama, ajudando-as a tomar medidas preventivas e a iniciar terapêuticas eficazes para a doença, com anos de avanço.

A equipa de investigadores do Imperial College London, liderada por James Flanagan, descobriu que uma em cada cinco mulheres é portadora do que chamam um ‘interruptor genético’ que duplica o seu risco de virem a desenvolver cancro de mama. Álcool, tabaco, poluição e até fatores hormonais podem ‘ligar’ este interruptor, abrindo portas ao cancro.

O exame de sangue baseia-se no despiste desse ‘interruptor’, uma alteração molecular no gene ATM, presente na composição dos glóbulos brancos, que indica o maior risco de cancro.

A equipa estudou 1380 mulheres de várias idades, 640 das quais vieram a desenvolver cancro. Os testes ao sangue foram feitos, em média, três anos antes do diagnóstico de cancro. Alguns casos chegaram mesmo aos 11 anos. Os resultados do exame de sangue mostraram-se particularmente fiáveis em mulheres com menos de 60 anos.

Os investigadores esperam que o exame de sangue esteja disponível dentro de cinco ou 10 anos.

James Flanagan diz que é ainda necessário descobrir “todos os marcadores”, de modo a poder identificar a doença sem margem para dúvidas. “Se conseguirmos identificar as mulheres com maior risco de cancro estaremos a trabalhar na prevenção e podemos reduzir a incidência da doença de forma dramática”, disse o investigador ao jornal The Telegraph.

Os investigadores acreditam que as alterações genéticas detetadas neste exame estão também associadas ao linfoma e à leucemia, o que pode estender o uso do teste à deteção de mais formas de cancro.

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