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É um bocadinho teimosa? Ligeiramente arrogante? Um tudo-nada impaciente? Não desespere: saiba vender-se, e ninguém vai dar por nada.

– Defeito 1 : Casmurrice

Pode transformar em: Perfeccionismo

Não diga: Que ninguém a atura. Deixe estar, se for mesmo verdade vão ter muito tempo para perceber isso sozinhos…

Diga: “Sou muito teimosa!”. É o defeito clássico que toda a gente responde nas entrevistas de emprego, com um sorrizinho que diz: “Ai eu não queria, mas esta minha teimosia não me deixa sair sem ter tudo acabado mesmo que seja um relatório de 456 páginas e eu tenha o bebé a gritar de fome em casa!”. De qualquer maneira, continua muito irritante: nada enerva mais do que as pessoas a quem a gente prova que 1+1 são 2 e eles continuam a insistir que são 3 só porque são demasiado inseguros para darem a mão à palmatória e andarem para a frente.

– Defeito 2: Peso a mais

Pode transformar em: Sensualidade

Não diga: “Ai tenho que fazer dieta antes de Agosto, já não aguento estas banhas, já não entro nem nos XLs desta vida, qualquer dia concorro ao casting para baleias do remake do ‘Libertem Willy'”.

Diga: “Sou mesmo sexy. Os homens gostam é de curvas”. Se não apontarmos os nossos defeitos a dedo, os outros não dão por nada. Antes que dêem por isso, hipnotize-os! Depressa, diga-lhes aquilo que quer que eles pensem. Nem é preciso acreditar mesmo que é a reencarnação da Marylin Monroe, o que interessa é que os outros pensem isso!

– Defeito 3: Inveja

Pode transformar em: Ambição

Não diga: “Quando vejo passar a Carlota que pesa 45 quilos e é casada com o giraço do Vasco da contabilidade e tem uma carrinha Audi Allroad metalizada e vai passar férias a Fernando de Noronha, fico mais verde que um adepto do Sporting em dia de final na bancada dos sócios.”

Diga: “Uma das minhas maiores virtudes é a ambição. Isto no bom sentido, claro. Tenho por hábito lutar por aquilo que quero na vida, saber com que objectivos trabalho, e impôr metas a mim própria.” Pode ser que se hipnotize a si própria…

– Defeito 4: Impaciência

Pode transformar em: Capacidade de decisão

Não diga: “Eu francamente, há dias em que me apetece abrir uma janela e atirar os miúdos todos por ela abaixo. Ou largá-los em casa da minha mãe e só voltar no Natal. Ou dizer-lhes: “ó meninos, fiquem sossegadinhos fechadinhos no quarto a ver o Noddy/Bob o Construtor/Ruca enquanto a mãe está aqui na sala entretida a ver o ‘Equador’.” Francamente, acho que não nasci para ser mãe.”

Diga: Tudo menos que não nasceu para ser mãe! Neste país de mães à beira-mar plantadas, tudo se admite menos que se diga que não se nasceu para ser mãe! Portanto, diga qualquer coisa do tipo: “Comigo não há cá frescuras: acho que as crianças precisam de limites (isto cai sempre bem, toda a gente agora acha imenso que as crianças coitadas precisam mesmo de limites, como os latifúndios) e também acho que sou mãe delas, não sou amiga, e não tenho de andar no chão a brincar com elas nem de lhes comprar o castelo da ‘Barbie 12 Princesas Bailarinas’ nem os chocolates todos que quiserem, acho que uma criança precisa de ser educada à moda antiga, que não tínhamos os luxos que eles têm hoje e não crescemos pior por causa disso” (isto também cai sempre bem).

– Defeito 5: Agressividade

Pode transformar em: Honestidade

Não diga: “Sou tão insensível que digo tudo na cara às pessoas, onde e quando e como estiverem, sem parar dois minutos para pensar nas consequências que isso pode ter e se me arrisco a ferir os seus sentimentos. Cheguei a esta idade sem perceber que tudo se pode dizer, depende do tom. Também cheguei a esta idade sem perceber a magia de um sorriso. Mas que estranho. Estou aqui estou a ser convidada para a 5ª série do ‘Dr. House'”.

Diga: “Sou uma pessoa directa e honesta. Comigo é tudo preto no branco, pão pão, queijo queijo. Claro que já perdi vários amigos à conta disso, mas não abdico dos meus valores” (isto é outra coisa que cai sempre bem, quando não conseguir convencer o povo das suas boas intenções desate a falar dos seus valores).

– Defeito 6: Preguiça

Pode transformar em: Atenção

Não diga: “Por mais que faça, não consigo abrir o olho antes das 11 da matina e depois só consigo começar a trabalhar lá pelas 4 da tarde, eu sei que é um defeito mas já a minha mãe andava a passo de caracol e o meu tio Bernardo dizia ‘mulher lenta, mulher atenta'”. Bem, a parte do tio Bernardo pode aproveitar, mas mais nada. Não se ponha a dizer que lhe pesam as pestanas como chumbo, não chegue ao trabalho a abrir a boca que se vê o dente do siso que por acaso não tem, não fique especada a coçar a cabeça cinco minutos antes de cumprir o que lhe peçam.

Diga: “Ontem fiquei a trabalhar naquele relatório, quando dei por mim eram 5 e meia da manhã, hoje estou que nem me aguento”. Problema: só dá para uma vez, e para quem tiver relatórios em mãos. Para preguiça em geral, vingue-se no biorritmo. Nas suas hormonas. Diga que a culpa é da sociedade capitalista que obriga todos os trabalhadores a seguir o mesmo horário quando ‘toda a gente sabe’ que há quem trabalhe melhor de manhã e quem (como é o seu caso) só atinja todos o seu esplendor lá pelas 7 da tarde. Também pode dizer que é um problema genético e que até foi ao Porto à Clínica do Sono fazer uns testes. Também pode dizer que é fibromiálgica, se conseguir dizer a palavra sem se engasgar, se bem que, como desculpa, já está um bocado vista, e as verdadeiras fibromiálgicas não têm culpa. Mas pode dizer: “É melhor devagar e bem do que depressa e mal”. Convém depois fazer mesmo bem, não é.

Defeito 7: Desinteresse

Pode transformar em: Sonho

Não diga: Mas que aborrecimento, por mais que faça não ouve nada do que lhe dizem. Entra-lhe a cem e sai-lhe a duzentos. Está no café com os amigos e francamente a vidinha deles não lhe interessa nada. Ninguém a não ser você própria lhe interessa assim muito. A sua amiga está-lhe a contar a festa de anos do sobrinho e você já está a suspirar como se tivesse o princípio de uma angina de peito e a pensar que se esqueceu de desligar o gás. Não fixa datas, nem nomes, nem caras. Não tem sequer tempo para se apaixonar.

Diga: “Vivo na lua, é uma chatice, já a minha mãe era assim mística, herdou da minha avó, é uma característica das mulheres da família. Temos qualidades especiais, acreditamos em fadas (também as vemos, mas é preciso estar na serra de Sintra entre o carvalho 23 e o carvalho 24, e haver nevoeiro), intuímos as outras pessoas, e enfim, o misticismo não se explica a quem não o possui…”

Defeito 8: Vaidade

Pode transformar em: Autoestima

Não diga: “Sei que sou irresistível. As minhas pernas são mesmo giras. O meu cabelo é luxuriante. Os meus olhos são fantásticos. O meu sorriso é de cair para o lado. Não há dia nenhum que eu não olhe para mim e não me apaixone por mim mesma. Não sei como é que o mesmo não acontece a todo o resto da Humanidade quando passa por mim.” Não diga nada disto nem no gozo. Há quem não tenha nenhum sentido de humor e atire logo: “És mesmo modesta.”

Diga: Não diga nada. Mesmo que passe pelo espelho e lhe apeteça mandar beijinhos a si própria e dizer: ‘comia-te toda, ó giraça!’ não faça comentários. Muito cuidado com a linguagem corporal: basta olhar os outros de cima, ou nem sequer os olhar, para que passe toda a filosofia do ‘ai que gira que eu sou, valha-me Deus!’ sem que seja preciso uma única palavra. Não é preciso esquecer que é gira basta encontrar alguma coisa de útil para fazer na vida e arranjar alguma coisa em que pensar que não seja se tem as banhas a aparecer por baixo da túnica.

Defeito 9: Prepotência

Pode transformar em: Liderança

Não diga. “Ó Ana Luísa (chicote), eu não te disse já quinhentas vezes que queria este relatória para ontem (chicote), an? Vocês andam todas a dormir e depois quando é preciso (chicote) alguém para levar com as culpas (chicote), cá está a mula, não é? (chicote)” Não há nada mais incomodativo, menos democrático e menos produtivo do que um chicote.

Diga: “Ana Luísa, gostei mesmo do relatório que me fizeste da outra vez, será que consegues responder a mais um desafio e entregar-me o próximo ainda mais depressa?”

Defeito 10: Estupidez

Pode transformar em: Serenidade

Não diga: “Tenho meio neurónio na cabeça, não conheço ninguém mais embotada (não, embotada não, ninguém com meio neurónio usa a palavra embotada) não conheço ninguém mais totó do que eu, deve ser da anestesia geral que me deram quando nasceu o meu Paulinho e eu quase fui desta para melhor, deve-me ter queimado algumas sinapses de neurónios (ai falar em neurónios e sinapses também não é muito estúpido, é melhor omitir explicações neuro-científicas e nem pense em resumir as teorias do António Damásio), mas de qualquer maneira é melhor não me darem coisas de muita responsabilidade”.

Diga: Não diga nada. Fique calada o máximo de tempo que conseguir. Ninguém é muito estúpido, e um bocadinho de estupidez é facilmente camuflável. Cale-se e faça um ar inteligente: basta ficar calada, sorrir e acenar de vez em quando.

 

Saber mais: A teoria da guita

Já dizia o moralista francês la Rochefoucauld que as nossas virtudes não são mais do que vícios disfarçados. Ou seja, imagine que tem um bocado de guita nas mãos: se as suas virtudes estiverem numa ponta e os seus defeitos na outra, não deixam de fazer parte da mesma guita, isto é, se examinarmos os nossos defeitos vemos que, muitas vezes, são feitos do mesmo ‘material’ das nossas melhores qualidades. Imagine que é uma pessoa impaciente, que anda sempre enervada de um lado para o outro e sem muita paciência para o mundo. Provavelmente, considera isso um defeito. Mas também provavelmente, do outro lado da ‘guita’ é uma pessoa despachada, que não perde tempo com ninharias e que tem capacidade de decisão rápida. Desafio: conseguir melhorar os seus defeitos sem alterar o equilíbrio da ‘guita’ e não mexer nas qualidades correspondentes. Vamos ver quem consegue?

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