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O bebé chorava a toda a hora

A discrição é de Ana, 29 anos, que, sem saber bem como, se viu mergulhada, após o nascimento do filho, numa espiral de emoções da qual perdeu o controlo. Até atingir o limite: “No dia em que o meu marido chegou do trabalho e me encontrou sentada no chão da sala a chorar, com o Tiago ao colo, incapaz de dizer uma palavra ou de me mexer dali, chamou o médico e obtive o diagnóstico.” Ana sofria de depressão pós-parto.

Nada é como antes… … e eis que surge a crise

Depois do parto, com o corpo ainda debilitado, chega a casa com um bebé nos braços. Mas paz e descanso são a última coisa que encontra. O seu filho tem de ser amamentado de duas em duas horas. As oito horas de sono tornam-se um sonho do passado. O choro do bebé é uma constante e descobrir os motivos torna-se, muitas vezes, um quebra-cabeças. A responsabilidade é acrescida. O seu companheiro regressa ao trabalho. A criança torna-se o centro de todas as atenções, enquanto antes era você. O ritmo diário deixa de decorrer ao sabor da sua vontade para ser inteiramente ditado pelas necessidades do bebé. As relações com o exterior, antes diárias, quase terminam. Sente-se constantemente com dúvidas sobre a sua capacidade de ser mãe. Olha-se ao espelho e os quilos a mais teimam em não desaparecer. Espanta-se que existam repercussões a nível do seu bem-estar psicológico? É nesta miríade de transformações quotidianas que, em certos casos, a depressão chega e se instala de mansinho. Geralmente, acontece por volta da sexta semana e pode persistir por meses caso não seja diagnosticada. O melhor é estar atenta aos sinais.


Falta de sono.

– Tristeza inexplicável Choro constante e sensação de angústia, como se a qualquer instante estivesse iminente uma tragédia

– Cansaço e letargia: Falta de energia e de vontade de fazer mesmo as mais pequenas tarefas domésticas; pode chegar ao ponto em que deixa de tomar banho e vestir-se convenientemente.

– Ansiedade sobre tudo… e sobre nada. O mínimo choro, um sono mais agitado do bebé e o seu coração acelera-se, a ansiedade instala-se e corre a telefonar ao pediatra, tecendo já os piores cenários na sua cabeça. Essa preocupação excessiva pode aplicar-se também à sua própria saúde. —

-Sentimentos de culpa.”Pode sentir-se culpada por achar que não amou o seu bebé à primeira vista ou porque não acha que ele é bonito ou porque não aprecia o quotidiano da maternidade. A culpa, não interessa qual seja a causa, é sempre muito depressiva”, avisam Arlene Eisenberg e Heidi Murkoff, autores do livro ‘What to Expect the First Year’.

– Ataques de pânico. Desorientação, confusão mental, a sensação de que não sabe o que fazer são um sinal de que a depressão já está num estado avançado.

– Isolamento crescente. Gradualmente, o contacto com o exterior torna-se menor. Não há desejo de estar com familiares ou com amigos, de atender telefonemas, de responde a mensagens ou a cartas. Por vezes, nem sequer abre a porta.

– Incapacidade de relaxar: O cérebro e os sinais físicos de tensão (como as dores de cabeça e musculares) são constantes. Seja de dia ou de noite, mostra-se inapta para usufruir da mais simples e elementar actividade lúdica, como assistir a um filme na televisão, ler um livro, conversar com amigos. A sua cabeça simplesmente está noutro lugar, geralmente com o bebé. É incapaz de se concentrar, parecendo mais como um copo de água a encher cada vez mais. Quando transborda, ocorrem explosões irracionais de raiva e de choro, que podem parecer incompreensíveis a quem estiver próximo.

-Pensamentos obsessivos: Podem ser sobre uma pessoa, uma situação ou uma actividade. Trata-se de um convencimento, sem base racionais, de que alguma coisa má vai acontecer. Que vai deixar cair o bebé ao chão, que ele vai chorar durante a noite e que você não vai acordar, que vai sofrer um acidente de carro quando for ao supermercado.

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