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IvanMikhaylov

O Verão chegou e avizinha-se o bom tempo e os dias passados ao sol e ao ar livre. Nesta época, uma das constantes é o protector solar. Todas as pessoas estão sensibilizadas para a necessidade de se protegerem das radiações solares ultravioleta (UVA e UVB) e das potenciais consequências graves de uma exposição solar excessiva.

As radiações UVB são as responsáveis pelas queimaduras solares, embora sejam essenciais para que o organismo produza vitamina D. As UVA são as que não se sentem, mas que envelhecem prematuramente a pele causando rugas e manchas e outros problemas.

No entanto, com o aumento da popularidade e do consumo dos protectores solares, aumentaram também as questões não só em relação aos seus variáveis níveis de eficácia, mas sobretudo em relação ao seu impacto na saúde e no meio ambiente.

A informação científica disponível aponta para o problema dos protectores solares agirem como disruptores endócrinos, de induzirem problemas reprodutivos e de desenvolvimento e de bloquearem a síntese da vitamina D, um nutriente essencial não só para manter os ossos fortes, mas também para proteger contra o cancro, depressão, diabetes, esclerose múltipla e doenças cardíacas.

Um disruptor endócrino é qualquer substância química que aumente artificialmente a produção de certas hormonas e diminua a produção de outras. Os disruptores endócrinos imitam hormonas, transformam uma hormona noutra, interferem com a sinalização hormonal, comandam células a morrer prematuramente, competem com nutrientes essenciais e acumulam-se nos órgãos endócrinos interferindo com o seu funcionamento.

Filtros Ultravioleta
As substâncias activas presentes nos protectores solares são os filtros UV. Estas substâncias são usadas principalmente com o intuito de proteger a pele contra radiações ultravioleta e dividem-se em duas classes: os filtros UV orgânicos e os filtros UV inorgânicos.

Os filtros orgânicos são também denominados filtros químicos e os inorgânicos denominados filtros físicos. Todos são substâncias químicas – a diferença está apenas no modo de actuação.

Filtros Orgânicos (ou Químicos)
Das duas classes, os filtros UV orgânicos são os que apresentam maior risco para a saúde. São comprovadamente disruptores endócrinos e, como tal, provocam alterações hormonais – sobretudo relacionadas com o estrogénio, a testosterona e a progesterona. Essas alterações podem provocar problemas reprodutivos, disfunções na tiróide, no fígado ou nos rins e podem mesmo vir a causar neoplasias.

O que colocamos na pele é frequentemente absorvido pelo organismo e como tal devemos evitar usar produtos que possam, mais tarde, resultar em danos para a saúde. Aqui fica uma lista dos principais filtros UV orgânicos a evitar, tal como vêm enunciados na lista de ingredientes:

Benzophenone-3 ou Oxibenzona ou Oxybenzone – a sua acção é idêntica à do estrogénio. Pode causar alergias e fotossensibilidade à luz solar. Potencial neurotóxico.

Octinoxate ou Octyl Methoxycinnamate – actua como se fosse uma hormona e pode causar problemas reprodutivos, comportamentais e da tiróide. Potencial neurotóxico.

Homosalate ou Homosalato – interfere no funcionamento do estrogénio, da testosterona e da progesterona.

Octisalate ou Octyl Salicylate – penetra comprovadamente a pele. Potencial neurotóxico.

Octocrylene ou Octicrileno – penetra comprovadamente a pele. Pode interferir com o desenvolvimento e metabolismo do cérebro.

Retinyl Palmitate – pode acelerar o desenvolvimento de tumores e lesões na pele, na presença de luz solar. Evite também quaisquer outros produtos para a pele com Palmitato de Retinilo (Retinyl Palmitate), vitamina A (Retinol), Acetato de Retina (Retinal Acetate), Linoleato de Retinilo (Retinyl Linoleate) e Ácido Retinóico (Retinoic Acid), quando estiver ao sol.

Outros filtros UV orgânicos a evitar são: 4-methylbenzylidene camphor, 3-benzylidene camphor, Avobenzone, Meradimate e Benzophenone-4.

Filtros Inorgânicos (ou Físicos)

Em alternativa temos os filtros inorgânicos, que actuam por reflexão das radiações solares. Até à data, existem apenas dois filtros deste tipo em uso pela indústria: o Dióxido de Titânio e o Óxido de Zinco. Ambos são preferíveis aos filtros UV orgânicos, por apresentarem consideravelmente menos riscos para a saúde. Mas ainda assim não estão livres de crítica. Estas duas substâncias faziam com que os cremes protectores ficassem mais espessos e esbranquiçados sobre a pele, o que não agradava muito aos consumidores.

O que acabou por acontecer foi que a indústria passou a usar os dois compostos – que antes não tinham tamanho que permitisse passar a barreira da pele – em forma de nanopartículas. Do ponto de vista comercial, a vantagem é que o creme fica transparente e mais fácil de espalhar sobre a pele.

Mas as nanopartículas (partículas tão pequenas que se medem em nanómetros – um nanómetro sendo um milionésimo de um milímetro) já têm a capacidade de penetrar a pele… E com isto tornam-se potencialmente perigosas pela possibilidade de entrarem na circulação e se poderem acumular nos vários tecidos do corpo, nomeadamente no sistema nervoso.

Nos sprays, existe o risco de inalação das nanopartículas de titânio ou zinco, que podem acumular-se nos alvéolos e assim entrar na circulação sanguínea.

Formas naturais de protecção solar

Se grande parte dos protectores solares comerciais podem ser danosos, de que forma nos podemos proteger do sol, sem pôr em risco a nossa saúde? Uma medida simples, para quem gosta de receitas, é fazer o seu próprio creme protector caseiro, livre de substâncias potencialmente perigosas. Existem muitas receitas disponíveis mas a mais simples consiste em misturar óleo de coco e pasta de água.

A pasta de água é o que confere ao creme o seu factor de protecção solar por causa da sua composição com óxido de zinco – com um FPS de cerca de 15, dependendo da sua concentração, e protector dos UVA e UVB. O óxido de zinco na pasta de água não é nano (não está reduzido a nano-partículas), logo, não apresenta riscos para a saúde nem para si, nem para o seu bebé ou criança. Para além disso, tem propriedades protectoras, calmantes e cicatrizantes da pele.

Receita de Protector Solar Caseiro (mais simples)

Numa tigela de vidro ou cerâmica, misturar uma medida (1⁄2 chávena de chá, por exemplo) de cada:
• Óleo de Coco
• Pasta de Água
Alternativamente, pode acrescentar umas gotas de óleo essencial não-cítrico e, de preferência, ingerível.

A viscosidade e o FPS do creme dependem da quantidade relativa dos dois ingredientes… ou seja, para que fique mais líquido basta colocar mais óleo de coco, mas quanto mais diluído menor será o factor de protecção. É preciso ter em conta que este creme não é resistente à água e que se deve voltar a aplicar depois de uma ida ao mar, piscina, etc.

Receita de Protector Solar Caseiro (menos simples)
Numa tigela de vidro ou cerâmica, misturar uma medida (1⁄2 chávena de chá, como exemplo) dos seguintes ingredientes:
• Óleo de Coco
• Manteiga de Cacau
• Óleo de Abacate
• Cera de Abelha
Deixar em banho-maria e ir mexendo até liquefazer todos os ingredientes. Deixar arrefecer à temperatura ambiente e, enquanto ainda estiver líquido, acrescentar e misturar bem a mesma medida (1⁄2 chávena de chá, neste exemplo) de:
• Óxido de Zinco (o ingrediente que mais confere o factor de protecção)
Como opção, podemos também acrescentar umas gotas de óleo essencial não-cítrico e, de preferência, ingerível.

Ambos os protectores solares caseiros se podem guardar num frasco ou outro recipiente com tampa durante todo o Verão, num local fresco quando em casa. O seu factor de protecção solar é difícil de determinar em absoluto uma vez que varia com a concentração de óxido de zinco, mas nas proporções acima será no mínimo um FPS 15.

Um Protector Solar Natural

Nem toda a gente é dada a receitas, e para quem quer um protector solar pronto a usar, a marca Di Oleo tem duas opções muito interessantes, uma para criança outra para adulto, ambas resistentes à água e livres de ingredientes tóxicos. O filtro UV na composição é o óxido de zinco não nano, ou seja, protege a pele das radiações solares UVA e UVB sem apresentar o risco de passar a barreira da pele e acumular-se ou entrar na circulação. Tem também a vantagem de ser de muito fácil aplicação e de não deixar a pele branca.

A base destes dois protectores é idêntica: azeite extra-virgem e óleo de cenoura. O protector para adulto contém óleo de rosa mosqueta e cheira a rosa mosqueta, o de crianças contém óleo de calêndula e cheira a baunilha e tangerina. Se tiver interesse em experimentar, pode beneficiar de um desconto de 10% através do uso do cupão “Activa10”.

A Importância da Roupa
Outra forma clássica de protecção solar é o uso da roupa. É bom lembrar que não era só por pudor que há algumas gerações as pessoas iam para a praia vestidas. Embora esta opção não seja muito atraente hoje em dia, é sem dúvida uma das mais eficazes principalmente para as crianças, que dificilmente ficam quietas debaixo de uma sombra por vontade própria.

Os vários tipos de tecidos oferecem diferentes graus de protecção. Os factores que mais influenciam a protecção solar são a densidade da trama, as cores e evidentemente a maior ou menor cobertura da pele. Curiosamente, muitos dos corantes têxteis absorvem UV e reduzem a exposição da pele. As cores mais vivas (tais como usadas tradicionalmente no continente africano) protegem mais do sol do que as cores pastel.

As cores escuras também tendem a absorver mais os raios UV do que as cores mais claras. Mas um tecido claro pode fornecer uma boa protecção se a trama for bem apertada e, muitas vezes, os tecidos brancos contêm compostos químicos que absorvem principalmente os UVA.


Depois do Sol
Por fim, mas não de menos importância, use um gel de Aloe Vera o mais puro possível depois de um dia de sol. Os danos à pele das radiações UV são acumulativos, como tal é necessário dar à pele um alívio depois de uma exposição solar prolongada, de modo a minimizar possíveis lesões. O Aloe oferece muitas vantagens no cuidado da pele: é calmante, regenera, hidrata e previne manchas escuras, entre outros benefícios.

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Tiago Chabert

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