O que é normal quando falamos de sexo?




Estabelecer padrões de normalidade quando se fala de sexo é sempre complicado até porque o que é normal para uns não é para outros. Para não se sentir uma ave rara, baseámo-nos em estatísticas e em estudos realizados por especialistas. Veja o resultado.





Fazer sexo duas vezes por semana.

Apesar de muita gente se gabar de o fazer diariamente, não é nesse sentido que apontam as estatísticas. Segundo um estudo internacional sobre sexo promovido pela Durex em 2005, os portugueses confessam ter sexo uma média de 108 vezes por ano – o que dá cerca de duas vezes por semana. Ficamos a meio da tabela, liderada pelos garanhões gregos que afirmam ir aos treinos do amor 138 vezes por ano, logo seguidos dos croatas (134). Os norte-americanos fazem-no 117 vezes por ano. Mesmo assim, estamos acima da média internacional (103 relações sexuais anuais) e muito à frente dos pobres japoneses, que se ficam por umas desoladoras 45 sessões de amor por ano.



Perder a virgindade antes dos 18 anos

O mesmo estudo concluiu que, por cá, a idade média de perder a virgindade ronda os 16 anos e nove meses, quatro meses mais cedo que a média internacional e exactamente a mesma idade dos norte-americanos e búlgaros. Preocupante é o facto dos jovens portugueses afirmarem só terem tido alguma educação sexual a partir dos 14 anos e de um terço dos participantes no estudo confessar já ter praticado sexo desprotegido.





Usar brinquedos sexuais

Não pretendem substituir o sexo com o parceiro nem a ligação emocional entre os amantes. Bem pelo contrário. Servem para tornar o sexo divertido, diferente, ousado e para "intensificar o prazer", como diz Lou Paget no livro ‘Prazer Total’. A indústria cresceu 1000% nos EUA desde o início da década de 90, porque há uma pressão cada vez maior para a manutenção das relações duradouras, e esta faz-se com o recurso à imaginação. Claro que pode ser estranho inclui-los repentinamente na relação. Um primeiro contacto pode fazer-se com uma visita às sex shops e consulta dos catálogos disponíveis em alguns sites da Internet. Convém saber, primeiro, para que servem e como se usam. Vibradores, dildos, anéis para o pénis (para intensificar a erecção), lubrificantes para facilitar a penetração, acessórios que estimulam o clítoris durante a penetração vaginal, são só algumas sugestões. Tenha o cuidado de os manter limpos, não os emprestar e de usar lubrificantes à base de água para os que são feitos de látex.





Demorar mais tempo que ele a chegar ao orgasmo…

Segundo os terapeutas sexuais Michael Riskin e Anita Baker-Riskin, enquanto um homem consegue chegar ao clímax numa média de três minutos depois do início da penetração (conseguindo controlá-lo até um máximo de sete) as mulheres demoram muito mais tempo a chegar lá. As mais rápidas conseguem atingi-lo entre os três e os sete minutos depois da penetração. Os casais gostam de ter orgasmos em simultâneo mas, apesar de românticos e muito gratificantes, eles também não são assim tão frequentes (ou importantes), diz Lou, "ou porque o homem tem um formato (de pénis) que não consegue atingir a mulher no ponto certo ou porque ela só chega ao orgasmo com a estimulação clitoriana directa, o que é muito difícil durante a penetração." Há outras maneiras de o atingir, se ele lá chegar primeiro. É preciso é que ele se alongue nos preliminares ou se disponha proporcionar-lhe prazer depois de já o ter tido.





… e não o ter sempre!

Um estudo da Universidade de Chicago concluiu que entre 22% e 28% das mulheres confessou não conseguir atingir o orgasmo durante o sexo. A sexóloga norte-americana Lou Paget diz em ‘O Grande O’: "Se estiver inserida nesta categoria, pode acreditar que não está sozinha – não existe nada de anómalo em si."





Masturbar-se, mesmo com vida sexual activa

"A maior parte das mulheres só consegue chegar ao clímax, com regularidade, por meio da estimulação do clítoris (quer manual quer oralmente)", escreve Lou. Também por isso, muitas só chegam ao clímax quando estão sozinhas. "Há uma percentagem, 70%, que confessa masturbar-se", refere ainda a autora. Não há nisso nada de anormal ou pecaminoso nisso. Até porque, se não conhecermos a mecânica do nosso prazer, como ensinamos ao companheiro o que nos faz sentir melhor? A masturbação não tem de ser um acto solitário, pode fazer-se a dois.





Não ter um longo currículo de parceiros

O estudo da Durex situa os portugueses a meio da tabela no que respeita ao número de parceiros sexuais ao longo da vida: a média é de 7. Já os australianos e os turcos gabam-se do dobro. Apesar de todos os amantes nos ensinarem qualquer coisa (nem que seja pela negativa…), a quantidade não faz o currículo de um bom amante.





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