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” Se as pessoas estiverem atentas, os sinais que uma pessoa apaixonada transmite são perceptíveis”, afirma Sónia Parreira Duque. “Podemos estar a tentar ser o mais naturais possível, mas instintivamente comportamo-nos de maneira diferente se estivermos a tentar conquistar alguém. Há sinais físicos que a própria pessoa sente, e os outros podem não se aperceber, como o coração a bater mais rápido, o friozinho no estômago, as pernas a tremer, as mãos a suar. Mas há outros que são mais visíveis, como o ruborizar”, expõe a psicóloga. E há quem o confirme: “Muitas vezes até começo a dizer disparates, além de corar”, diz a maquetista Anabela Pereira.

E muitas vezes até estamos a ver os mesmos sinais no outro, mas mais uma vez o receio de que não seja verdade leva-nos a minimizar o que está à vista de todos. “Pode ser uma defesa, aquele medo de dar o primeiro passo. Nesses casos a pessoa precisa de um reforço exterior, de pessoas amigas, para que avance, precisa de ser estimulada por outros para chegar a convidar a pessoa por quem se sente atraída para tomar um café”, explica a psicóloga. Não ver o que está diante dos olhos, pode também ser consequência da sua própria paixão. “Muitas vezes as pessoas estão tão centradas nos seus próprios sentimentos que nem se apercebem que são correspondidas. E, lá está, mais uma vez é preciso vir esse reforço de fora”, prossegue Sónia Parreira Duque.

E, apesar de não termos asas para abrir, como os pavões, na verdade também mudamos de atitude quando nos preparamos para a conquista. “Obviamente tento arranjar-me mais. É natural que assim seja, quando se tenta agradar a alguém”, afirma Anabela Pereira, 30 anos. “É natural que assim seja, pelo menos nesta fase inicial. Mas com o tempo, sobretudo se a relação já se iniciou, vamos perdendo as defesas e tendemos a agir de forma mais natural”, analisa a psicóloga.

Física ou química?

Outra questão que se coloca é a da chamada “química” da atracção sexual. No reino animal as feromonas são responsáveis por muitos acasalamentos. São estas hormonas que enlouquecem cães e gatos quando passa uma fêmea com o cio. Contudo, o ser humano já não está sensível a estes estímulos primitivos. É que com a evolução da espécie o órgão vomero-nasal terá deixado de funcionar nos humanos. De facto as mulheres libertam determinadas hormonas quando estão grávidas ou quando estão em determinada fase do ciclo menstrual que são imperceptíveis para o olfacto. No entanto, há muitas mulheres que sofrem de sindroma pré-menstrual e ficam bastante irritadiças nos dias que antecedem o período. Se calhar nessas ocasiões estão menos disponíveis e menos atraentes. Em contrapartida, durante a ovulação nota-se que as mulheres ficam mais bem-dispostas, o que também é próprio da libertação hormonal, logo é natural que seja um momento mais atractivo para o sexo oposto.

Ordem para avançar

Se estivermos realmente apaixonadas, o mais natural é que, na vertigem dos sentimentos, nos atiremos de cabeça ao objecto da paixão. No entanto, para que tudo corra pelo melhor, é conveniente manter algum sangue frio e fazer uma análise da situação, antes de agir. Para a maioria das pessoas, já é aceitável que a mulher tome a iniciativa, embora culturalmente, sejam os homens a dar o primeiro passo… Num meio pequeno, os avanços femininos ainda podem ser mal interpretados. Já num meio grande, protegida pelo anonimato, a mulher terá maior liberdade de movimentos. Numa empresa com 500 funcionários, se uma mulher convidar um colega para um café é tão banal que ninguém nota.

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