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No meio do entusiasmo, da paixonite e das palavras bonitas pode ser tentador ignorar os velhos sinais “se grasna como um pato e caminha como um pato, então é um pato“. Há, no entanto, pistas subtis que dão a entender: “filha (o), estás a meter-te numa grande alhada“. A primeira de todas é o nosso instinto, que nos diz logo que algo não bate certo no meio do cenário perfeitinho. Mas lá está, nessas circunstâncias a tendência é para mandar o instinto à tábua; mais, os alarmes do instinto têm prazo de validade. Ao fim de dois dias, mais ou menos, podem ser camuflados por factores como a química, as aparências ou as atenções de que nos vemos alvo. Começamos a baralhar os factos, a ponderar demais e para que a confusão não se instale, levando a um “para que fui meter-me nisto?” dos grandes, convém reparar em dados mais palpáveis:


1 – Mal se conhecem, conta ou pergunta dados demasiado íntimos. Não tem problemas em interrogar amigos comuns sobre coisas privadas suas, em confessar que já andou à sua procura no Google, nem acanhamento em se queixar dos dramas do anterior relacionamento, sem que ninguém lhe tenha perguntado nada disso.


2 – Prega que se apaixonou por si à primeira vista a quem quiser ouvir, e não admite que ninguém duvide. Se alguém o (a) chamar à razão, vê isso como uma prova de falta de confiança – mesmo que se tenham conhecido ontem – e não de ponderação.


3 – Quer saber tudo da sua vida e fazer parte da sua intimidade ou círculo de uma forma fulminante, mas revela a dele (a) aos poucos. Parece uma pessoa muito aberta e brincalhona, mas depois tudo são mistérios.
Ora fala de si a toda a gente com o maior orgulho, ora faz segredo em relação ao namoro – revelando-se pouco à vontade nas redes sociais, por exemplo. Esconde coisinhas a torto e a direito e nunca se sabe muito bem qual é a sua rotina, as suas “amizades” ou o que revela a terceiros. Ser discreto é uma coisa; não saber o que quer –  no mundo real, virtual, ou em qualquer contexto – isso revela instabilidade, no mínimo.   E já se sabe, caso você indague…há chatice.

4 – Não bate a bota com a perdigota: por exemplo, afirma ter gostos demasiado selectos e eruditos mas não se horroriza com o CD de música pimba que alegadamente, a tia lhe deixou no leitor do carro. Tudo nele (a) parece demasiado recente: o estilo de vestir (se há meses apresentava sinais inequívocos de parolice e agora é do mais betinho que há, acautele-se) os gostos adquiridos, a maneira de falar, as amizades, hábitos que não batem certo com as aspirações…

6 – Faz parte de “seitas” ou simpatiza com esquemas (de pirâmide, por exemplo…) e acha isso muito natural. Pior ainda, revela demasiada compreensão e tolerância por comportamentos imorais ou pouco éticos: o marido da sua amiga fugiu com outra, deixando-a de rastos? “As pessoas podem-se apaixonar“. Uma colega trabalha como acompanhante de luxo? “Bom, a vida é dela…“. Não julgar é uma virtude, mas tudo tem limites. Talvez ele (a) procure desculpar, com isso, os seus próprios pecados. Mau sinal.


7 –  A sua palavra é de elástico; não tem problemas nenhuns em dar o dito por não dito, faltar a promessas e ainda atirar-lhe com as culpas. Além disso, contradiz-se constantemente: jura aos pés juntos que serão felizes para sempre sem que ninguém lhe encomendasse o sermão, conta aos amigos que quer ser pai dos seus filhos e até já está a pensar em nomes, mas tem ataques de pânico se você lhe disser, mesmo a brincar, alguma coisa do mesmo género.


8 – Leva qualquer gracejo como ataque pessoal. 
Sofre de mood swings (ora está bem, ora está mal) tem um historial (ainda que velado) de agressividade, e tudo são bons pretextos para discussões de caixão à cova em que só ele (a) fala – ou melhor, grita –  seguidas de amuos, inversão de factos, transferência de culpa e tratamento do silêncio. Qualquer discussão parece uma tragédia e joga mind games consigo, vitimizando-se e procurando distorcer o que lhe foi dito. Drama, drama, drama. A vítima é sempre ele (a). Ocasionalmente, tem ataques de remorso exagerados, vulgo ” sou uma besta, só te faço sofrer”. A violência psicológica pode deixar uma pessoa confusa –  por isso logo que a detecte, fuja a bom fugir.

9 – Os anteriores relacionamentos dele (a) são uma boa pista: não só dizem muito sobre o seu carácter e hábitos (se todas a(o)s ex tinham mau ar, por algum motivo será…que antros terá andado a frequentar?) como os motivos do rompimento têm que se lhe diga. Se ele (a) diz que foi sempre a vítima, o (a) desgraçadinho (a), que não tem sorte nenhuma…cuidado. Há sempre duas faces da moeda. Quem quiser ouvir de si, ouça dos outros. E onde há fumo, há fogo.

10 – Não procura saber os seus gostos: impõe os dele (a), mesmo quando lhe compra presentes. Só fala em si próprio (a). E se frequentar a sua casa, põe e dispõe como se estivesse na dele (a). Uma pessoa decidida é uma coisa, uma pessoa egocêntrica e autoritária é outra. Caso você proteste, há cena: em breve, se tudo correr como esperado, o (a) parceiro (a) não se atreverá a abrir piu, para evitar discussões. Missão cumprida.

11 – Desconfia de si e pergunta-lhe o mesmo várias vezes, tentando apanhar contradições. Quem é desconfiado não é fiel, e as pessoas como são, assim julgam; talvez projecte em si as suas próprias mentiras.

12 – Faz grandes basófias e gaba-se de mundos e fundos que se verificam não corresponder à verdade, quer pelos actos, quer pelas contradições em que acaba por cair, ou pelas meias confissões que vai fazendo. 

Se detectar alguns destes sinais, passe-lhe quanto antes um atestado de “ganda maluco (a)!” e vá à sua vida. Tolerar coisas que nos fazem sentir desconfortáveis, por mais ténues que sejam ou por mais patetas que pareçam, nunca dá bom resultado. Ignorar só vai contribuir para aumentar a bola de neve, e quando der por si estará tão enredado (a) que não saberá como sair dessa. Quem avisa…

Autoria: Imperatriz Sissi

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