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Um cavalheiro pode nascer, ou pode fazer-se (Beau Brummel, anyone? Não tinha grandes origens mas tornou-se no epíteto do dandy, embora dandismo e cavalheirismo não caminhem forçosamente juntos).

Conheço senhores que por nascimento têm toda a obrigação de o ser mas se marimbam para as regras que beberam de pequeninos  por uma colher de prata;  e outros que lá chegaram pelo esforço (e grandes doses de óptima personalidade). Também conheço cavalheiros de berço que se portam como quem são e… muitos que não o sendo por nascimento nem por educação, procuram vestir essa pele. 

Mas um falso cavalheiro detecta-se rápido – por muitas atenções que tenha, por muito bem que se vista. Não é difícil imitar um cavalheiro, principalmente quando se pretende agradar com objectivos não necessariamente nobres: é só comprar flores (o que é simpático, mas não essencial) fazer o beija mão, abrir a  porta para uma senhora passar. Com algum treino e investimento também não é complicado trajar como um.
 
É no carácter, nas atitudes a longo prazo e nos pequeninos detalhes, nos pequeninos gostos, que um cavalheiro a sério se separa do resto. Um cavalheiro pode perfeitamente esquecer-se de comprar rosas (afinal, é humano) ou de abrir a porta (os cavalheiros também se distraem). Pode estar de jeans coçados e barba de dois dias mas faça o que fizer parece sempre um gentleman porque em essência, é muito bem educado: ou porque o educaram, ou porque se educou. E isso nota-se à légua pois um cavalheiro…

É selectivo: nas companhias, nas amizades, nos relacionamentos, nas pessoas que o acompanham, com quem se mostra em público e sobretudo, em relação àquelas a quem permite confiança. Mesmo que por motivos sociais ou profissionais seja obrigado a um estilo de vida high profile, o seu círculo íntimo é restrito. 

– É modesto: exigente consigo mesmo, indulgente e amável para com os outros. Não procura destacar-se, nem se faz ao elogio: o seu brilho é natural e a única admiração que lhe importa é a das pessoas dignas de admiração.

– A sua palavra vale um escrito: não foge das suas responsabilidades nem quebra de fininho os seus compromissos, como um malandro. 

– Veni, vidi, vici: quando realmente quer uma coisa, um cavalheiro não fica à espera que ela lhe caia no colo. Não faz mistérios como uma mulher, não espera ser conquistado como uma, não faz beicinho nem amua como uma criança. Um cavalheiro é, acima de tudo, um homem a sério.

 É simpático como convém a uma pessoa bem formada…mas altivo, imune à lisonja. Primeiro, porque tem mais em que pensar; depois, porque tem confiança em si mesmo e está acima dessas coisas. Um cavalheiro nunca é deslumbrado; sabe estar sem se dar ares e sem fazer um espectáculo de si mesmo.  Não chama a atenção sobre si próprio: é blasé, conhece o seu valor, logo deixa que a festa venha ter com ele em vez de ceder à gabarolice; não bajula nem quer ser bajulado.

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