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O que é isso do bio?

No meio de centenas de anúncios a bombardearem-nos diariamente com produtos biológicos, naturais, probióticos e verdes, é fácil ficar confusa. Como distinguir o que é informação credível das manobras de marketing que se aproveitam da moda do bio? E o que é que esta designação quer mesmo dizer, afinal?

“Na prática, bio nem sempre tem que ver com alimentos biológicos”, alerta a nutricionista Paula Veloso. De facto, para poder usar esse rótulo, os alimentos têm de seguir algumas regras de produção que a Deco Proteste enumera: ou seja, nada de inseminação artificial ou utilização de hormonas para regular as ovulações;

• Os animais não podem estar fechados em permanência e têm de pastar em liberdade. Só podem receber alimentação vegetal e biológica.

• Não podem ser usados organismos geneticamente modificados na produção dos alimentos.

• Não podem usar-se radiações ionizantes nem aditivos alimentares no seu processamento e conservação.

Não compre gato por lebre

Claro que este tipo de alimentos faz melhor à saúde do que os produzidos sem estes cuidados. A questão é que é preciso ter a certeza de que a designação bio corresponde mesmo ao modo de produção descrito pela Deco.

“Confiando que os rótulos veiculam uma informação honesta e que a fiscalização funciona, sempre haverá muito menor probabilidade de ingerir produtos com efeitos indesejáveis. É evidente que podemos sempre ser enganados, mas se a legislação for cumprida, a probabilidade de estarmos a comprar gato por lebre será muito pequena”, diz a nutricionista Paula Veloso. Por isso, sim, é boa ideia apostar em alimentos bio de que conheça a origem e nos quais se tenha confiança. Mas também é fundamental aprender a ler os rótulos para poder perceber, por exemplo, se os produtos contêm organismos geneticamente modificados ou aditivos.

Bebés e grávidas apostem no bio

O preço dos alimentos biológicos ainda é bastante proibitivo, como já deve ter constatado nas prateleiras do seu supermercado. O factor económico acaba por desencorajar muitos a comer bio regularmente. Mas há dois casos, pelo menos, em que o deveria fazer: se está grávida ou se tem um bebé com menos de dois anos. No primeiro caso, porque “alguns herbicidas e pesticidas podem causar malformações no feto”, no segundo, porque até aos dois anos, o cérebro das crianças ainda está em formação e os químicos “podem ser muito prejudiciais à formação, crescimento e desenvolvimento de órgãos e tecidos deste órgão fundamental”.

Bio e probióticos, qual a diferença?

Nem tudo o que luz é bio, ou seja, há produtos que dizem bio na embalagem mas que não cumprem nenhuma regra da produção biológica que mencionámos acima. Por exemplo, nos iogurtes, esta designação apenas significa que contêm probióticos, ou seja, bactérias úteis para o bom funcionamento do tubo digestivo. Só que estas podem perfeitamente ter sido obtidas a partir do leite de animais tratados com antibióticos ou hormonas… Não deixam de ser probióticos, claro, mas não serão um alimento bio. Na prática, o consumidor é induzido em erro e pensa que o rótulo verde e a designação bio correspondem a um alimento sem químicos e produzido de forma biológica. A União Europeia está a estudar formas de regular a rotulagem para tornar a informação mais clara. Até lá cabe-lhe a si estar atenta ao que consome.

O que deve ter em atenção no supermercado:

• Além da proveniência dos alimentos, o seu grau de frescura. “Quanto mais frescos e mais longe do fim do prazo de validade, melhor. E quanto mais curto for o prazo para consumo, menos conservantes deverá ter no rótulo.

• Quanto mais curto for o prazo para consumo, menos conservantes o produto deverá ter no rótulo.

• Nos primeiros anos de vida, tente dar alimentos sem glúten ao seu filho.

• Prefira alimentos sem açúcar adicionado, com poucas gorduras saturadas, ácidos gordos trans e sal.

“O teor de fibras é importante, mas estas devem provir essencialmente de produtos como os legumes ou os frutos em que fazem parte da sua constituição natural, e não de alimentos com fibras adicionadas, como leite, por exemplo.”

• Opte por alimentos pouco processados. Alguns aditivos e conservantes podem causar alergias  em crianças muito pequenas. Além disso, devido ao seu baixo peso, estas são especialmente vulneráveis aos efeitos nefastos da sua acumulação no organismo.

• Evite os produtos processados e prefira os frescos. Em regra, quanto mais processado, mais aditivos um alimento contém e menos saudável é. Por exemplo: todos os enlatados são de evitar e os produtos muito coloridos e berrantes denunciam o uso abusivo de corantes.

• Alguns alimentos testados pela Deco Proteste que revelaram alto teor de aditivos: bolas-de-berlim, sopas industriais, bebidas de cola, presunto, salsichas frescas, fiambre, algumas marcas de águas com sabores, charcutaria, molhos, delícias do mar, pastilhas elásticas, produtos de confeitaria, padaria e pastelaria fina, refeições pré-cozinhadas, sobremesas e xaropes de frutos, rebuçados.

• Evite os produtos com muitos E. Também pode procurar as designações de edulcorantes, espessantes, gelificantes e emulsionantes, todas de evitar.

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