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Os pais portugueses revelaram, num estudo, promovido por TriNa e que assinalou o Dia da Família, 15 de Maio, como é que andam a brincar com os filhos. E o alerta fica logo dado: é preciso alterar alguns hábitos familiares, nomeadamente no que respeita ao tempo de lazer e brincadeira.

As entrevistas foram realizadas a 410 pais, de norte a sul de Portugal, com filhos com idades entre os 06 e os 12 anos. As conclusões do mesmo foram feitas pela Psicóloga Clínica Cecília Galvão, especialista no desenvolvimento psicológico da Criança, tendo trabalhado o tema “brincar” nos últimos 30 anos.

O “Estudo – Hábitos de brincadeira entre pais e filhos portugueses” revela que a Televisão é o “instrumento favorito” de companhia das famílias: mais de 80% dos pais, de Norte a Sul do país, referem que no top de atividades familiares durante a semana está “verem televisão em conjunto”. No fim-de-semana os valores descem para cerca de 70%. Logo de seguida seguem-se as brincadeiras em casa com 71% durante a semana e 62% ao fim de semana. Durante a semana, cerca de 40% admite ler um livro em conjunto, jogar um jogo ou jogar um jogo de computador ou consola. Ao fim-de-semana esses valores diminuem, sendo ultrapassados por atividades como: idas ao parque infantil, andar de bicicleta, jogar à bola ao ar livre ou idas ao cinema.

Segundo Cecília Galvão, “brincar é uma atividade essencial para o desenvolvimento das crianças. É muito importante que as famílias tenham tempo para brincar e consigam escolher actividades que sejam não só divertidas, mas também permitam a aprendizagem de atitudes e comportamentos desenvolvendo as capacidades e competências das crianças. Ver televisão pode ser muito enriquecedor em matéria de informação, no entanto não deve ser o espaço preferencial de relação.”

85% dos inquiridos referem que outros familiares participam nas atividades que fazem com os seus filhos. Nessas situações, o cônjuge ocupa o principal papel (80,8%), seguido dos irmãos (48%). Quando questionados sobre o número de dias de semana em que costumam brincar mais de meia hora com os filhos, quase 40% está entre os 1 a 4 dias por semana. Apenas 38% refere dedicar mais de 30 minutos por dia, durante os 7 dias, a brincar com os seus filhos. Ou seja, durante os dias de semana, 5 em 10 inquiridos referem passar entre 2 a 4 horas com os seus filhos e 4 em cada 10 refere passar entre 30 minutos a 1 hora em atividades conjuntas. Já ao fim-de-semana, 9 em cada 10 passa mais de 4 horas com o seu filho e 4 em cada 10 passam mais de 4 horas em atividades conjuntas. Já 6 em cada 10 inquiridos consideram que passam o tempo suficiente com o seu filho e 4 em cada 10 consideram que passam pouco tempo. Nenhum dos inquiridos referiu passar tempo a mais com o seu filho.

Podemos ainda concluir que 74% diz ser difícil dizer ao seu filho que não tem tempo para brincar com ele e 75% admite mesmo que sente que o seu filho gostaria de passar mais tempo consigo. E 36% admite mesmo que por vezes o seu filho pede-lhe para brincar com ele e que inventa uma desculpa para não o fazer. Para 80% dos inquiridos a atividade profissional é o que o impede de passar mais tempo com os seus filhos.

Cecília Galvão conclui que “a perceção dos pais sobre o tempo disponível para brincar com os seus filhos durante a semana é insuficiente o que pode até não ser verdade se esse tempo for de qualidade. O que pode ser menos positivo é a qualidade das atividades lúdicas que trazem pouco benefício à relação entre pais e filhos e ao desenvolvimento das crianças.”

Quanto às rotinas diárias entre pais e filhos, 70% dos pais toma o pequeno-almoço com os seus filhos, durante os dias da semana. O almoço e o lanche andam na ordem nos 17%. O jantar, por sua vez, é feito na companhia dos filhos pela maioria (93%). Aos fins-de-semana, as refeições são quase todas em conjunto, sendo o jantar e o almoço as mais referidas (98%). O lanche da tarde é ainda uma das refeições mais partilhadas entre pais e filhos ao fim-de-semana (79%) ao contrário do que acontece durante a semana (17%).

Para Cecília Galvão, estas atividades “podem ser um bom indicador do investimento das famílias na relação próxima com os seus filhos. Assim como a prática de atividades extracurriculares indica que reconhecem a necessidade de aprender outras coisas para além da Escola, no entanto, o estudo indica que há uma vontade de investir a família e pouco tempo para o fazer o que reforça a necessidade de repensar o tempo laboral excessivo.”

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