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O orgasmo só é a valer se for em simultâneo”
Seria ideal que tudo se passasse como nos filmes e o êxtase físico correspondesse a uma espécie de total sincronização de corpos e mentes. Mas os ‘tempos’ masculino e feminino são muitas vezes diferentes. Lou Paget, autora norte-americana de livros sobre sexualidade, diz em ‘O Grande O’ (Dom Quixote) que ainda existe a crença de que os orgasmos simultâneos determinam se há ou não compatibilidade sexual entre o casal. Mas a verdadeira compatibilidade não virá mais do facto de se aperceberem que se um dos parceiros chega mais depressa ao clímax o outro continua empenhado em dar prazer a quem ainda não chegou lá? Grande parte das mulheres necessita, de facto, de mais tempo para atingir o mesmo grau de excitação sexual de um homem. Quando o parceiro ejacula e a ereção se perde, ela ainda nem começou a sentir o mais parecido com o primeiro foguete do fogo de artifício orgásmico. Mas também existem muitos casos em que é a mulher quem chega lá primeiro. Soluções? Preliminares mais demorados, sem pressas; estimulação clitoriana, sexo oral… a criatividade e a empatia são o melhor dos guias.

“Depois de uma certa idade, a vida sexual acaba”
A ideia de que a sexualidade termina quando se passa a fronteira dos 60 ou 70 anos e (pior!) que deve ser assim mesmo porque os idosos não têm direito a vida sexual, parece estar ainda bem arreigada nas mentalidades. Como se só os corpos jovens tivessem direito ao prazer. Mas até os dados dos pioneiros Masters and Johnson, que começaram o estudo científico da sexualidade humana ainda nos anos 50/60, mostraram que vários casais idosos continuavam a desfrutar de uma sexualidade saudável. O casal mais velho que a dupla de investigadores registou era formado por um homem de 93 anos e uma mulher de 88. Até porque sexo não se limita ao coito e à penetração. Outro mito ligado à idade e ao sexo é o de que as mulheres deixam de se interessar por fazer amor depois da menopausa. Podemos, sim, experimentar uma redução da lubrificação vaginal, resultado das alterações hormonais que acontecem nessa fase, mas isso não significa necessariamente a perda de desejo. Consulte o ginecologista para que lhe sejam dadas alternativas farmacêuticas ou use um bom lubrificante durante o sexo.

“Os homens estão sempre prontos para o sexo”
Os homens também precisam de preliminares amorosos para que possam sentir-se descontraídos e sexualmente excitados, lembra Lou Paget. A investigadora e sexóloga clínica portuguesa Ana Carvalheira também desconstrui ao apresentar, em janeiro de 2013, os resultados do seu estudo, que envolveu 5255 homens heterossexuais de Portugal, Croácia e Noruega. No total, 14,4% dos entrevistados através de questionários online afirmaram ter sentido falta de desejo sexual durante pelo menos dois meses do ano anterior. Admitiram que esta quebra na libido se devia a cansaço, stresse e outros problemas. Os homens entre os 30 e os 39 anos foram os que mais reconheceram a diminuição do desejo sexual (24,1%). É nesta faixa etária que muitos deles encontram desafios grandes, como a paternidade, o divórcio, o desemprego, e em que é grande a vulnerabilidade aos efeitos da crise. Curiosamente, só 10% dos homens com mais de 60 anos reconheceram falta de desejo sexual.

“O melhor orgasmo só se consegue pela estimulação certa do ponto G”
Encontrar o Ponto G feminino já chegou a ser encarado como uma expedição para encontrar o Eldorado e muitos especialistas garantiam que aquele sim, era um orgasmo épico. Muitas mulheres chegam a ficar com a ideia de que alguma coisa de errado se passava com os seus corpos porque nunca tinham sentido tal coisa, como diz Lou Paget. “Isto é magnífico para quem experimente este tipo de orgasmo. A mulher não deve ser forçada a tentar descobrir o seu Ponto G. Se quer ela quer o seu parceiro forem capazes de o descobrir, tanto melhor. Mas se não for esse o caso, existe um grande número de áreas do corpo à espera de serem exploradas.”

“Para que o sexo seja quente, tem de ser espontâneo”
Mais uma vez, filmes a mais. Nos primeiros tempos de namoro e vida a dois, fazer amor pode ser muito natural. Mas depois de anos em conjunto, com um trabalho desgastante, filhos a necessitarem de atenção constante, tarefas e mais tarefas, a espontaneidade pode ter que ser um pouco ‘programada’. E isso pode ser bem mais excitante do que julgamos à partida, como explica a psicóloga clínica Ester Perel no livro ‘Amor e Desejo na Relação Conjugal’ (Presença). “Planear pode parecer prosaico, mas na verdade implica intencionalidade, e intencionalidade implica valorização. Quando planeiam sexo, o que na verdade estão a fazer é a afirmar o vosso laço erótico.” Por isso, um dia na semana, em que os miúdos ficam na avó, não fará mal a ninguém. Os preliminares começam bem antes, com um belo banho de imersão, um jantar descontraído a dois, algum romance e a casa por vossa conta para fazerem amor onde e quantas vezes vos apetecer.

“Ele adormece sempre a seguir a fazermos amor! Está-se a marimbar para mim…”
O sono que eles sentem depois do sexo acontece porque acabam de passar por uma fase de grande acumulação de tensão muscular, para logo em seguida a libertarem de forma súbita. O corpo reage com a sensação generalizada de relaxamento… e sono.

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