A Ikea desenvolveu o maior estudo global sobre brincar – o Play Report. Nesta terceira edição do Play Report foram entrevistadas mais de 350 crianças e adultos, com idades entre os 2 e os 90 anos, em três continentes (Pequim, Berlim e Nova Jérsia). O objectivo? Saber como as crianças podem brincar mais e melhor todos os dias.

E quais foram as principais conclusões?

Bem, antes de mais, a marca atingiu a sua definição de Brincar, pressuposto base para avançar na tarefa proposta: “Brincar é envolvermo-nos de forma espontânea e descontraída numa atividade que nos anima e dá satisfação.” E reconheceu cinco motivadores universais da importância de brincar – Brincar permite reparar, conectar, libertar, explorar e expressar – e os benefícios emocionais e mentais inerentes.

1. Brincar para reparar. Numa sociedade cada vez mais global, existem cada vez mais distrações e encontrar tempo para relaxar é fundamental. Embora a necessidade de reparar possa ser respondida através de uma variedade de atividades passivas (por exemplo, descansar), brincar também tem um papel universal neste processo.
Exemplos de “Brincar para reparar”: Yoga e tai chi podem conferir bem-estar para o corpo e para a mente, enquanto uma noite de jogos familiares proporciona uma sensação de segurança, fortalecendo as relações. Brincar na rua, seja em momentos de jardinagem, seja a correr no parque ou a caminhar junto a um lago, oferece conforto e alivia o stress do dia a dia nas cidades.

2. Brincar para conectar. O trabalho proporciona uma parte da nossa realização pessoal, no entanto, muitas vezes interfere nas relações com as pessoas que nos rodeiam. Brincar cria espaço nas nossas vidas atarefadas para abrandar e aproximarmo-nos de amigos e familiares. Brincar com quem mais amamos, reforça as relações e pode tornar qualquer atividade ainda mais agradável.
Exemplos de “Brincar para conectar”: ir a um bar de karaoke, juntar-se a uma sociedade de danças de salão ou construir um castelo com crianças, são atividades divertidas que proporcionam estímulo e espaço para o desenvolvimento de relações sociais mais amplas e profundas. Os jogos “tradicionais”, como jogar às cartas ou jogos de tabuleiro, geralmente são vistos como uma forma de voltar aos tempos “mais simples” quando estávamos mais ligados e menos distraídos pela tecnologia.

3. Brincar para libertar. Por muito satisfeitos e realizados que estejamos com o nosso trabalho e outros compromissos do dia a dia, as pessoas continuam a precisar de momentos de liberdade no seu dia a dia.
Exemplos de “Brincar para libertar”: experiências imersivas como parques temáticos, tecnologia de realidade virtual ou uma ida ao teatro envolvem a nossa imaginação e permitem, por momentos, viver uma vida diferente: mais extrovertida, mais aventureira ou mais romântica. Jogos como o Sudoku e palavras cruzadas ajudam-nos a encontrar momentos de paz no meio das nossas obrigações stressantes.

4. Brincar para explorar. Brincar é muitas vezes uma ferramenta para aprender e crescer através da exploração. As pessoas sentem a necessidade de experiências fora do seu quadro de referência usual, não só como uma forma de libertação, mas principalmente como uma maneira de descobrir mais.
Exemplos de “Brincar para explorar”: Viajar e jogos de realidade virtual são atividades que permitem conhecer outros mundos, sejam eles reais ou imaginários. Brincar ao “faz de conta” ajuda a entrar em realidades desconhecidas ou a olhar com novos olhos para o nosso dia a dia.

5. Brincar para expressar: ao trabalhar e fazer malabarismos com os compromissos familiares, tendemos a negligenciar as versões mais criativas e inventivas de nós mesmos. O jogo quebra limites, permite-nos expressar um lado mais criativo, aberto e extrovertido das nossas personalidades que geralmente tendemos a reprimir.
Exemplos de “Brincar para expressar”: pintar, representar, tocar um instrumento musical – qualquer uma destas atividades promove um modo mais criativo de pensar e ser. As manifestações mais subtis de autoexpressão incluem a decoração de um cacifo, decorar as paredes do quarto ou comprar uma capa de telefone divertida e única – estes são exemplos diários de momentos de brincadeira e expressão da nossa personalidade.

Por outro lado, também foi possível identificar os inibidores chave de brincar, onde se incluem as ideias percecionadas de que brincar é uma atividade para crianças e a crença de que é socialmente incorreto adotar uma atitude divertida e é pouco encorajado pelo sistema de educação. Brincar é visto como um “luxo”, um momento que podemos ter apenas depois de cumpridas todas as nossas obrigações, em parte por não conseguirem quantificar os benefícios de brincar.

Para mais informação, visite www.IKEA.pt.

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