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D.R.

Quer acredite, pesquise no Google ou esteja em negação, os números não mentem: os Millennials fazem pouco sexo. Menos do que qualquer outra geração.

Um estudo britânico, publicado na revista científica Archives of Sexual Behaviour, conclui que as pessoas que nasceram entre 1981 e 1999 têm menos atividade sexual do que os seus pais e avós tinham com a mesma idade. Aliás, o trabalho refere que um em cada oito homens com 26 anos ainda é virgem, e que 1/3 dos homens estadunidenses com idades entre os 18 e os 29 anos não fizeram sexo de todo em 2018.

E os Millennials não estão sozinhos. As estatísticas sobre o comportamento sexual dos adolescentes da Geração Z (a coorte demográfica que se segue) indicam que cerca de 60% deles serão virgens quando completarem o ensino secundário. Uma inversão total da realidade dos seus pais (Geração X) nos anos ’90, quando a maioria dos adolescentes tinha relações sexuais pela primeira vez antes de terminar o 12º ano.

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Susan Wenzel, terapeuta sexual

D.R.

Afinal, o que se passa?

O estudo descreve os Millennials como viciados no trabalho, que vivem em ambientes urbanos com uma menor comunidade que os ajude com as tarefas diárias. Além disso, casam-se menos e têm mais responsabilidades financeiras que as gerações anteriores. Tudo isto traduz-se no facto de terem menos energia para gastar entre quatro paredes.

Além disso, aquela que em tempos foi considerada a ‘geração das curtes’ devido à popularidade das apps de encontros, afinal têm nelas um revés psicológico que os torna mais ansiosos em relação ao seu desempenho no quarto.

“Eles podem partir do princípio que os parceiros têm muita experiência sexual porque estão online, no Tinder ou em qualquer outra aplicação, portanto levam essa ansiedade relacionada com a performance para o relacionamento e, por conseguinte, não conseguem ser genuínos,” explica a terapeuta sexual Susan Wenzel ao CityNews.

Esta ansiedade aliada à oferta imensurável de pornografia gratuita resulta na tempestade perfeita para a falta de intimidade. Wenzel sublinha que os filmes para adultos são uma fantasia e que vê-los com demasiada frequência pode criar expectativas irrealistas.

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Dra. Ruth, terapeuta sexual

Rachel Murray

A solução para uma geração demasiado ocupada, stressada e sem dinheiro para encontros românticos

“Não sejam estúpidos. Certifiquem-se de que arranjam tempo para sexo,” disse a famosa terapeuta sexual Dra. Ruth, 90, ao USA Today. “É uma atividade prazerosa e grátis. Tenham relacionamentos e não caiam na categoria de pessoas que perderam a arte da conversa.”

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