O projeto chama-se OFF!CINA, e não é por acaso! Criado por Vera Machaz, trata-se de um projeto de psicologia motivacional que dá ênfase à importância de parar (fazer um OFF!), escutar e assim redescobrir o potencial dentro de cada um de nós para aplicar a felicidade e atingir objetivos pessoais.

Inquestionável é que, com a correria do dia a dia, os deadlines, o stress, há cada vez uma maior necessidade de repensar os hábitos e adotar um estilo de vida mais saudável e equilibrado, de forma a mantermos a saúde mental, física e emocional. Estar “OFF!” é a proposta deste projeto criado e desenvolvido conceptualmente pela psicóloga Vera Machaz, fruto de mais de 15 anos de experiência, entrega e resiliência.

– Antes de chegar à Off!cina, qual foi a sua formação e o seu percurso profissional?

A OFF!CINA surge como uma espécie de prémio acumulado do Bingo. Depois de fazer a Licenciatura em Comunicação Empresarial, Pós-graduação e Mestrado em Skills for Communication, Licenciatura em Psicologia e Formação de formadores, ter este projeto em mão, é juntar tudo e acrescentar-lhe a paixão que tenho desde miúda, em ver o lado positivo das coisas e contribuir para ver os outros felizes.

– Como surgiu esta ideia? Que experiências estiveram na sua origem?

A ideia surgiu numa fase em que queria muito manter a Associação que fundei com o meu Pai há alguns anos – “Ajuda-me a ajudar”, mas com uma necessidade crescente de rentabilizar o meu trabalho. Trabalho como voluntária desde os 16 anos, esta ideia surgiu em conversas com o meu marido, que sempre me incentivou a continuar a fazer aquilo que gosto, mas numa perspetiva mais empresarial.

A origem deste tipo de formações nasceu com um projeto que fiz há 9 anos “Descobre a música que há em ti”. Na altura tinha na plateia uma pessoa que trabalhava numa grande empresa e que me disse: “Vera faz isto na minha empresa”. Chamamos-lhe “Meo, descobre a música que há em ti. O que despertaste em mim podes despertar nos outros também!” A verdade é que na altura não havia ferramentas, mas falava de muitas das coisas que ainda hoje falo nas nossas formações. Trabalho com pessoas e para pessoas. E qualquer experiência pessoal ou profissional, no passado, no presente. ou no futuro, acaba por influenciar aquilo que desenvolvo. Estou diariamente atenta a qualquer oportunidade que tenha, para mais tarde partilhar com os outros, a possibilidade diária que temos de “transformar nós em laços.” Este é o slogan que escolhemos e que resume o nosso conceito numa frase.

– Porquê a escolha do nome Off!cina?

Sempre disse em tom de brincadeira que somos como os carros, e que de vez em quando temos de ir à oficina. Assim fica mais fácil tomarmos consciência do bom funcionamento de todas as “peças”, no sentido de alcançarmos os nossos objetivos, tanto a nível pessoal como profissional. A 9 Communication foi a primeira agência onde fui partilhar esta ideia e o facto de no logo estar OFF!, dá ao nosso projeto uma “marca” que ninguém esquece. Não precisei de procurar mais ninguém porque desenvolveram um trabalho espetacular que faço questão de divulgar. Começar bem, ajuda bastante.

– Há escolas, linhas de pensamento, filosofias que de certo serviram de base a este conceito. Pode falar de algumas das que inspiraram o nascimento Off!cina?

Gosto muito de ler e faço questão de me atualizar. Nos últimos meses li: “Hábitos atómicos” de James Clear, “Deep work” de Cal Newport e “Agilidade Emocional” de Susan David. Retiro das tendências e linhas de pensamentos ideias-chave que muitas vezes, são o começo de um texto ou de uma reflexão. Oiço bastantes vezes palestras sobre temas que pretendo aprofundar. O que mais me inspira são mesmo as pessoas, as suas histórias e os caminhos tão diferentes que a vida nos obriga a seguir. Desde os bairros sociais, aos turnos no IPO, ao aconselhamento de desenvolvimento pessoal, conversas com amigos e família, tudo me inspira para desenvolver o meu trabalho. A OFF!CINA nasceu de vários corações a bater ao mesmo tempo.

– Depois de surgir ideia, quais foram os passos seguintes para concretizar o projeto?

Pôr tudo o que tinha escrito em Word e num Power Point. Imaginar ferramentas que fossem capazes de fazer um paralelismo com recursos emocionais comuns a todos. Pegar nos textos e fazer essa ponte, de forma emotiva e criativa, mas ao mesmo tempo com objetividade para poder chegar às empresas. Encontrar as pessoas certas para desenvolver a marca, não fugindo àquilo que o meu Pai me ensinou: “Simplicity is beauty” e também tive “a sorte de principiante”. E também tive o brinde, de em vez de ter que procurar a(o) sócia(o) certa(o), a Rita Costa Félix que trabalhava há 20 anos em Comunicação e Publicidade, minha colega de curso e amiga de infância, vir ter comigo e disponibilizar-se para fazer parte da OFF!CINA. A seguir convidei a Teresa Caiado para uma parte essencial de Relações Públicas e ainda, temos a Ana Balsemão, Psicóloga e a fazer um estágio connosco, fundamental para nos passar as tendências de uma geração que vai ser o nosso futuro. A agência IF Comunicação é uma aposta e um investimento crucial, para me sentir apoiada e desenvolver os meus conceitos sem estar preocupada com o resto. Sinto que tenho uma equipa comigo e que as represento sempre que falo da OFF!CINA.

– Em que consiste o ‘check-up’ emocional que é proposto como primeiro passo? É feito presencialmente?

Sempre presencial. Acredito na essência e na existência, como base da nossa intervenção, individual ou em grupo. O check-up que fazemos a nível físico é tão credível, como fazê-lo com as emoções e os 5 sentidos. Verificar se está tudo a funcionar a favor da nossa saúde mental, espiritual e emocional. É garantir que o bem-estar tem “terreno” para se desenvolver no sentido de promover a nossa inteligência emocional.

– E de seguida? Há um acompanhamento individual? Dividido em sessões? Ou o trabalho é feito em grupo?

Na OFF!CINA existem Packs que podem ser consultados no nosso site. Depois de ser feito um levantamento de necessidade, junto dos Recursos Humanos, adequamos a nossa atuação àquilo que nos é pedido. Depois da formação base, fazemos acompanhamento individual, dentro ou fora das empresas, caso nos seja pedido. Também há a possibilidade de desenvolvermos vários programas distintos em visitas mensais, trimestrais ou anuais. Acreditamos, que acima de tudo, cada encontro connosco desperta nas pessoas, a possibilidade diária de explorarmos ferramentas que muitas vezes não utilizamos, porque não as conhecemos.

Os temas são variados, as ferramentas podem ser exploradas ao mesmo tempo, ou uma de cada vez. Garantimos uma flexibilidade para adequar e trabalhar os nossos conceitos, com aquilo que nos pedem. Podem existir exercícios de interação, ou não. É uma escolha feita pelos nossos clientes. Posso adiantar que fazemos uma boa viagem entre aquilo que existe nos caminhos da cabeça e do coração, sempre sentados no mesmo lugar.

– Também trabalham com empresas. Como tem sido a experiência e o feedback?

Trabalhamos com empresas, escolas, hospitais, universidades e grupos particulares. O feedback tem sido muito gratificante. Mais tarde ou mais cedo vai surgir alguém que não concorde, ou que não se identifique. Não acredito em situações perfeitas. Até à data, as pessoas agradecem e mostram-se felizes por perceber que da desordem nasce a ordem. Que os conflitos fazem parte da vida, e que acima de tudo, esta viagem de autoconhecimento pode ser o começo de uma vida completamente nova. Onde a felicidade não é permanente, mas o facto de nos tornarmos mais ágeis emocionalmente, trás o melhor de nós à flor da pele. Costumo dizer que as emoções são como os músculos, para ficarem mais fortes têm de ser trabalhadas. É isso que fazemos juntos!

– De acordo com a sua experiência, quais os principais problemas que “atormentam” as pessoas nos tempos atuais?

Há muita pressão a vários níveis. Muitas fotografias e likes, que pouco dizem sobre a realidade. Usamos filtros para as imagens, mas para as emoções isso não existe. Expectativas e comparações que reduzem as pessoas, em vez de as fazerem crescer na sua essência. Há muitos egos e exigências. Muita falta de tempo e acima de tudo muitas “pré-ocupações”. Acho que estamos numa fase muito complicada, no que se refere a termos todos o nosso “lugar ao Sol”. Há muita gente que não evolui mais do que a própria sombra. Existem obviamente exceções, mas vivemos numa altura em que dificilmente nos colocamos no lugar do outro. Se assim fosse, muitas coisas poderiam mudar.

– Podemos falar de uma ‘iliteracia’ emocional? E de que forma isso se repercute na vida das pessoas?

A tendência é para correr atrás do sucesso, dar prioridade aos números e esquecer as emoções, que se descrevem por letras… parece demasiado poético para um mundo de trabalho que quer chegar sempre mais e mais longe, mas esta paragem que a OFF!CINA propõe, dá prioridade àquilo que realmente importa: As relações com o próprio eu e entre pessoas.

Seja qual for a área ou cargo que ocupem, muitas vezes, as pessoas só não são mais felizes, porque não lhes dão a devida atenção, sendo estas o principal ativo das empresas onde trabalham. Não somos máquinas para sermos sempre a nossa melhor versão, pelo que temos que investir mais “tempo” neste “órgão” que bate com mais ou menos força, consoante a atenção que lhe damos: o nosso motor! O coração.

– Três palavras que descrevam o estado emocional mais comum das pessoas nos dias que correm?

Desiludidas, preocupadas e desmotivadas.

– Três palavras que definam o estado de equilíbrio emocional que devemos tentar alcançar?

Identidade, potencial e caminho.

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