O psicólogo clínico J. Scott Fraser reuniu algumas das características comuns a quase todos os casais problemáticos, baseando-se em vários estudos e pesquisas sobre a matéria. O resultado foi uma lista interessante e detalhada acerca de tudo aquilo que pode correr mal na relação, bem como a probabilidade de tais obstáculos serem de fácil superação ou não.

  1. Todos os problemas são ciclos viciosos.
    Vários casais enfrentam grandes dificuldades em ultrapassar certos problemas ou mesmo diferenças entre si e estes tornam-se ciclos viciosos. Por exemplo, um parceiro procura algum tipo de conexão, através de conversas, sexo, programas a dois, entre outros, e o outro prefere ter uma maior independência e tempo sozinho. Isto leva ao tal ciclo que, gradualmente, deixa uma das partes a sentir-se abandonada e a outra invalidada, exacerbando as tais diferentes necessidades.
  2. “Conta bancária emocional” negativa.
    O que várias pesquisas demonstram, como seria de esperar, uma relação feliz e duradoura é marcada por um maior número de interações positivas, em comparação com as negativas. E vice-versa: casais problemáticos têm, por norma, esta “conta bancária emocional” com um saldo bastante negativo, marcado por um número de interações positivas pouco significativo.
  3. Inícios de interação negativos.
    Ora, quando há algum tipo de desentendimento no casal, a forma como o tópico é abordado é de máxima importância. Se o assunto escala rapidamente, desde algo neutro para algo extremamente negativo, de tom eventualmente agressivo, é mau sinal. É comum que inícios difícies sejam indicadores de finais difíceis.
  4. Os quatro cavaleiros.
    Eis as características mais corrosivas: criticismo, postura defensiva, desprezo e criação de barreiras. A primeira pode vir de mãos dadas com o sarcasmo e, normalmente, envolve expressões como ‘tu nunca’, ‘tu fazes/ és sempre‘…A segunda surge como resposta à primeira, caracterizando-se pela incapacidade de responsabilização e consequente culpa do outro. A terceira é, por norma, a mais indicativa de divórcio: envolve qualquer forma de superioridade por parte de um parceiro, quer seja a gozar com o outro em público, a corrigi-lo durante uma discussão, a revirar os olhos. A quarta implica o afastamento de uma das partes de qualquer tipo de interação com o outro.
  5. Tentativas de “reparação”falhadas.
    Um grande sinal de que algo não está bem é quando o casal não consegue emendar determinado problema durante ou depois da discussão. Ou seja, quando discutem, se uma das partes tenta chamar a outra a atenção para algo que está a fazer, de modo a evitar que o conflito escale para algo mais negativo, e tal “reparo” não é bem aceite, pode indicar graves problemas a longo prazo.
  6. Problemas perpétuos.
    A capacidade de o casal distinguir um problema com solução e um que não a tenha pode determinar o sucesso da relação. O autor cita um estudo de do especialista clínico em relações John Gottman, que revelou que 69% das discussões dos casais eram sobre diferenças sem solução e que duravam há anos. Estas, normalmente, baseiam-se em vulnerabilidades, incompatibilidades entre ambos e acaba por causar dor e falta de confiança. evidenciando as características mais negativas da união.

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