Fracasso ou o sucesso são resultado das nossas acções, escolhas, dos nossos hábitos, e sobretudo, das nossas crenças, com todas com as devidas consequências que teremos de suportar. Lamentavelmente, não existe uma fórmula mágica para o sucesso, apenas aquela que criar para si próprio e para a qual agir em conformidade (todos os dias), porque tudo se baseia em planos de acção (simplificados em: meta a alcançar, tempo necessários, recursos que já possui, e aquilo que está disposto a fazer ou abdicar). Nesta estória de fracassos e sucessos, normalmente 3 coisas acontecem para não conseguir chegar à sua meta, seja ela profissional ou pessoal:

  1. acredita que não pode;
  2. que não consegue;
  3. e que não merece!

Agora pense nestas três crenças limitantes aplicadas a qualquer área da sua vida, na qual se sente insatisfeito, e adicione um conjunto de hábitos nocivos nestas crenças.Apesar de o sistema de crenças limitantes ser amplamente estudo e debatido no Coaching, é uma matéria demasiado complexa para generalizações, uma vez que todos somos uma história (e ainda bem!). Contudo, se não está a chegar onde pretende, existe algo que o impede, vale a pena analisar o porquê

As crenças limitantes baseiam-se em interpretações e pensamentos que assumimos como verdade e que nos impedem de desenvolver competências e habilidades, limitando-nos e levando-nos à resignação de que não podemos ser melhores do que aquilo que somos (um clássico do nosso dia-a-dia para dizer a verdade!). Por detrás de cada fracasso, há uma crença limitante, que originou um feedback menos positivo e dissonante com as metas a que se propôs.

Crenças limitantes podem ter origem em experiências passadas (algumas até traumáticas), modelos de educação, relacionamento, valores, concepções e ideias que lhe foram passados, e um conjunto de vivências que moldaram a sua personalidade. O Coaching ajuda os seus clientes a perceber que todos os fracassos são aprendizagem; e que para alterar hábitos e alcançar metas, o caminho certo é de ACÇÃO, criando um modelo de transição que começa com o problema/ situação que o cliente quer mudar, onde o cliente se vai comprometer com um plano de objectivos, com vista à mudança desejada, até chegar ao seu destino final.

Quando numa sessão de coaching perguntamos ao nosso cliente “O que o impede de alcançar a sua meta?”; sabemos que a resposta seguinte contém uma série de informação pré adquirida e enraizada no subconsciente, que integra um conjunto de valores e crenças que na realidade não servem à meta que se pretende alcançar (comece por fazer esta mesma pergunta a si mesmo: o que a impede?). O Coaching utiliza a técnica de PAW para ajudar os seus clientes a alcançar as suas metas, que se baseia em três importantes premissas, que levam a uma alteração de crenças:

  • Possibility (possibilidade) : É possível atingir a minha meta
  • Ability (habilidade): Sou capaz de atingir a minha meta
  • Worthiness (merecimento): Mereço alcançar a minha meta.

Estas três premissas podem ser aplicadas a qualquer área da sua vida. Relembre-se qualquer crença limitante que tenha adquirido, ela encontra-se na sua mente. É importante destacar que as maiores limitações da nossa vida (autoimpostas por nós, aquelas “grades” que criamos e nos aprisionam) são vividos nas nossas mentes, alguns nunca se transformarão em factos reais.
Ninguém (repita: ninguém) pode determinar quais os seus limites (em boa realidade, até hoje não conhecemos os limites físicos do Ser Humano na sua totalidade).
Todos temos áreas da vida em que a mudança das nossas crenças limitantes e hábitos são mais fáceis que outras, aceite isso com naturalidade.
Relativamente a alguns aspectos terá de trabalhar um pouco mais, até que consiga uma mudança efectiva, em conjunto com a aquisição de novas crenças e hábitos que estarão de harmonia com os seus objectivos e valores.
Não nos enganemos: a aquisição de um novo hábito implica a aquisição de um comportamento alternativo repetido um sem número de vezes, até se tornar predominante e ficar automatizado (mais uma vez, o caminho é de acção, de prática, de colocar os “pés ao caminho” e “mãos na massa”).
Antes de se focar na sua meta, procure dirigir a sua atenção para todas as etapas do processo, de forma, a obter um feedback positivo das acções necessárias à concretização do objectivo, para tal comece por ponderar todos os passos/etapas que serão necessários, quem necessita de estar envolvido, que meios têm ao seu dispor e dos quais ainda vai precisar; qual o tempo necessário para cada etapa; e deve, acima de tudo, comprometer-se com isso (de todas as formas possíveis).
Todos (sem excepção) estamos programados para seguir a lei do menor esforço, e mudar não é fácil, mas é possível. O sucesso que tanto quer obter é produto de hábitos diários, de pequenos esforços, e de micro etapas, que originam um feedback positivo, reflectido num conjunto de acções que levam ao resultado desejado.

Faça este pequeno exercício sobre Crenças Limitantes:

  • Anote com precisão as suas palavras em relação à sua crença limitante: identifique a origem da sua crença; encontre o motivo da mesma;
  • Seguidamente, questione-se porque quer mudar;

Relativamente à mudança de hábitos nocivos e que o impedem de alcançar uma determinada meta, pondere sobre:

  • Quais são os benefícios deste hábito? O que quer em vez disso?
  • Quando é que este hábito começou?
  • Como é que se sente sobre isso?
  • Como é que este hábito se enquadra na sua vida neste momento?

Se concluir que não consegue mudar um determinado hábito nocivo reflicta sobre estes pontos:

  • Este hábito está alinhado com os valores mais importantes para si?
  • Dispõe de todos os recursos para a mudança de hábitos?
  • Está disposto a sentir o desconforto que uma mudança acarreta? Têm coragem?

Por último, textos como este servem apenas para relembrar o leitor de uma única verdade: somos aquilo que escolhemos ser, por de trás das nossas crenças, valores, fracassos e aprendizados, existe a possibilidade de escolher, e é essa acção que irá despoletar o processo de transição, que o levará à mudança, que irá traduzir-se em acções, e à aquisição permanente de novos hábitos que estejam em harmonia com aquilo que, na realidade, deseja para si próprio. Todas as escolhas têm uma consequência, e se escolher permanecer num circuito de crenças e hábitos que não o levam a lado nenhum, simplesmente não culpe a vida e os outros, pela sua escolha!

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