Sobre relações amorosas muito podia ser dito… sobre o seu sucesso ou insucesso era possível elaborar várias teses de mestrado e doutoramento, com hipóteses diversas e criativas fórmulas que gerassem o êxito, ou fossem uma espécie de garantia vitalícia para as mesmas.

A neurociência, de forma objetiva, mostra nos dois elementos-chave para determinar o fracasso ou o sucesso de qualquer relação. Os dois indicadores decisivos relacionam-se com:

– Sentir repulsa/ nojo do parceiro/a;
– Colocar a si mesmo a seguinte pergunta: “Se soubesse tudo o que sabe hoje, voltaria a ter esta relação?” Aconselho que responda sem hesitar, tendo em consideração a primeira resposta que lhe vier à cabeça.

O primeiro ponto é rapidamente identificável e de fácil conclusão. Todos sabemos que o amor, ou nutrir um profundo sentimento por alguém, nos leva a aceitar e tolerar alguns hábitos ou comportamentos. Já a segunda questão pode levar a várias tentativas de auto-engano, de modo a mascarar uma situação de fracasso de um relacionamento.

Uma breve ajuda para os casos em que a mente responde: “Não! Não voltaria a ter esta relação/casamento/namoro”. Na realidade, esta é a resposta mais comum. Quando confrontada com esta questão, a maioria das pessoas começa por hesitar, para depois perceber que a resposta é “não” e, logo de seguida, arranjar uma espécie de argumento para se convencer de que, afinal, iria continuar num determinado tipo de envolvimento que já não a faz feliz.

Se este é o seu caso, em primeiro lugar, tenha em mente que a culpa não é sua, nem de ninguém! A pessoa que era no passado, com a informação que detinha, decidiu em determinado sentido que hoje a sua atual versão, com todos os novos dados que possuí, não decidiria. E este ponto, simplesmente, faz parte do crescimento, desenvolvimento e descoberta das pessoas que estão numa relação.

Lembre-se: a pessoa que era ontem não é a pessoa que é hoje! E ninguém pode julga-lo por isso. Afinal, a única pessoa que realmente conhecemos é a nós mesmos. Com base nesta premissa, evite julgamentos – os seus e os dos outros. Não permita que o fim de uma relação do qual abriria mão, ou que já não lhe serve, porque os sentimentos se perderam, seja adiado pela sua falta de coragem, ou pior, pelo julgamento dos outros.

Quem procura a sua melhor versão, quem procura ser feliz, quem põe os pés ao caminho para que verdadeiramente isso aconteça, vai encontrar os meios e chegar lá, mesmo que isso demore tempo. Quem decide resignar-se, não criar um plano de ação para a sua felicidade, simplesmente vai continuar a calar os ‘nãos’ da sua mente quando confrontado com as suas próprias verdades.

Não existe uma fórmula acertada no que toca a relacionamentos, mas algumas respostas estão dentro de nós, gritando silenciosamente para serem ouvidas, e não para que tentemos contra argumentar contra as nossas dolorosas verdades, prolongando situações de doloroso auto engano.

E desse lado: quantas vezes silenciou os seus nãos por falta de coragem em abandonar quem foi e começar a ser quem é?

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