Durante o confinamento, 58% dos cidadãos europeus apresentaram sintomas de distúrbios psicológicos que duraram mais de 15 dias. Esta é a principal conclusão de um estudo pelo Instituto Elma Research em seis países europeus – França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Espanha e Polónia – com o apoio da Angelini Pharma.

Os resultados, divulgados a propósito do mês em que se assinala o Dia Mundial da Saúde Mental, também apontam para picos nos países em que a COVID-19 foi mais arrasadora, nomeadamente Itália (63%), Grã-Bretanha (63%) e Espanha (69%), e para uma proporção abaixo dos 50% na Alemanha.

“A pandemia colocou desafios muito exigentes à nossa sociedade: confrontámo-nos com um vírus desconhecido que colocou em causa a nossa integridade e que nos obrigou a mudar de hábitos com uma brutal rapidez. Para além das consequências diretas do vírus na nossa saúde, o que inclui sintomas neuropsiquiátricos, cuja extensão permanece desconhecida, a pandemia atingiu de forma muito significativa a saúde mental de todos, em particular das populações mais vulneráveis. A ansiedade, o stress e as alterações do sono dominaram as respostas iniciais, contribuindo para uma adaptação à nova realidade. Contudo, algumas pessoas evidenciaram problemas clinicamente significativos que necessitam de gestão e acompanhamento adequado”

Pedro Morgado, psiquiatra e professor da Escola de Medicina da Universidade do Minho

Foram mencionados vários sintomas, tais como: insónias; dificuldade em dormir ou acordar durante a noite (com uma média europeia de 19%); falta de energia ou fraqueza (16%); tristeza ou vontade de chorar (15%); excesso de preocupações e medos; falta de interesse ou prazer ao realizar atividades (14%); ataques de pânico e ansiedade (10%).

Grande parte dos cidadãos europeus afirma ter tido pelo menos dois destes sintomas (61%);  46% afirmam ter tido estes sintomas pela primeira vez, enquanto que 39% dizem ter tido um agravamento de sintomas pré-existentes.

Como é que as pessoas lidaram com esta epidemia paralela de distúrbios psicológicos? Para a maioria, partilhando as suas preocupações com o parceiro, familiares e amigos próximos (a média europeia foi de 54%), sendo que apenas uma minoria recorreu à ajuda de um profissional: de clínica geral (18%), psicólogo (11%), psiquiatra (9%). A reduzida procura de profissionais pode justificar-se pelas medidas restritivas em vigor durante o confinamento.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu o maior investimento e o maior acesso aos cuidados de saúde mental como as prioridades para assinalar o Dia Mundial da Saúde Mental este ano.  Em Portugal, o Ministério da Saúde promoveu um webinar subordinado ao tema, “Saúde mental para Todos. Maior Investimento, Mais Acesso”, no dia 9 de outubro.

Cerca de um em cada cinco portugueses já sofreu algum tipo de perturbação mental, uma situação que se agravou com a pandemia, sendo por isso o investimento na saúde mental uma medida que se mostra cada vez mais necessária. A pandemia veio, consequentemente, alertar também para a necessidade de combater o estigma associado à doença, obrigando a uma reorganização de serviços, tendo sido abertos espaços de apoio em hospitais para apoiar os profissionais na linha da frente, frisou a Ministra da Saúde, Marta Temido.

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