Se não estiver a fazer um ‘detox’ de redes sociais, provavelmente já viu o vídeo viral de uma briga entre duas irmãs brasileiras, que causou um verdadeiro frenesim na internet. 

O momento em que Maria Eduarda fica possessa e ataca a sua irmã mais velha, Maria Antónia, porque esta apagou as velas do seu bolo de aniversário foi registado por vários convidados e correu o mundo.  As duas meninas foram catapultadas para a fama e, segundo a conta de Instagram recém-criada de ambas, entretanto, já fizeram as pazes. 

Este é o ponto de partida para uma questão que deixa muitos pais em desespero: como fazer com que os filhos parem de brigar? O Dr. Harvey Karp, um dos pediatras mais populares nos Estados Unidos, partilha dicas preciosas no livro best-seller “Happiest Toddler on the Block”.

Criar uma ligação baseada no respeito

Segundo o especialista, as crianças irritadas tendem a ser as pessoas mais emocionais num determinado espaço físico. Por isso mesmo, recomenda reconhecer os seus sentimentos ao transmitir uma mensagem. Contudo, em situações agressivas ou perigosas, como é o caso das brigas físicas, a primeira palavra deve ser sempre do adulto. “Pára! Não lhe batas! Não se bate nas pessoas”. Só quando essa tensão passar é que deve utilizar as seguintes ferramentas:

  • Lembre-se da ‘regra do fast-food’. “Quem tem mais mais fome de atenção fala primeiro”. Ou seja, quem está mais chateado fala primeiro e durante o tempo que achar necessário. A outra pessoa ecoa aquilo que lhe está a ser dito com compaixão, bondade e compreensão;
  • Seja fluente em ‘Criancês’. Fale a ‘língua nativa’ das crianças, que é composta por três coisas: frases curtas, muitas repetições e espelhar um terço das emoções em gestos e no tom de voz.

Cada ação tem uma consequência

Quando dois irmãos brigam, pode ser claro qual deles deve sofrer uma consequência. Mas, se não conseguir perceber bem quem é o principal culpado, muitas vezes, é melhor disciplinar os dois: um por instigar e o outro por participar na briga/luta. Assim, ambos vão interiorizar que têm parte da responsabilidade.

Dito isto, comece por fazer um último aviso, de modo a chamar a atenção da criança. Se ela a ignorar, faça uma cara séria e conte até três, dando-lhe assim uma oportunidade de se acalmar sem sofrer consequências mais sérias. Se a briga continuar, recorra ao “time-out“. Uma estratégia, e não um castigo, que consiste em retirar a criança do local onde está a ocorrer o episódio problemático e levá-la para outro, no qual possa ficar sentada e sem distracções. Regra geral, deve ter a duração de um minuto por cada ano de idade do petiz.

Aplicar um castigo também é uma boa opção, sendo que isto funciona particularmente bem com crianças acima dos dois anos. Desta forma, vai criar uma consequência que está diretamente ligada ao comportamento que deseja interromper. Por exemplo, se o motivo do desentendimento for uma bola, tire-lhes a bola.

Não tem de acabar com todas as brigas

Nem todos os desentendimentos requerem uma intervenção. O pediatra americano Harvey Karp afrima que as pequenas brigas ajudas as crianças a aprenderem a defender-se. Para além disso, eventualmente vai querer que os seus filhos percebam como resolver as diferenças com os outros sozinhos. Desde que se trate de uma disputa, e não de uma cena de pancadaria, deixe-as entenderem-se antes de interferir. 

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