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A gordofobia é um conceito relativamente recente, que descreve a aversão a corpos que estão acima do peso, cujo impacto é sentido na vida pessoal, no ambiente de trabalho e até mesmo no atendimento médico prestado às vítimas. 

Agora, um novo estudo publicado na revista científica “Social Psychological and Personality Science” sugere que, para além do peso, há outro fator que influencia os comportamentos gordofóbicos direcionados às mulheres: o biótipo.

Um grupo de investigadores da Arizona State University e da Oklahoma State University, nos Estados Unidos, descobriu que se duas mulheres tiverem o mesmo peso e altura, serão estigmatizadas de formas diferentes, consoante a distribuição de gordura pelo corpo: aquelas que acumulam tecido adiposo na área gluteofemoral (ancas, coxas e nádegas) sofrem menos preconceito do que aquelas que apresentam gordura na região abdominal.

Para chegar a esta conclusão, a equipa fez ilustrações com diversos tipos de corpos femininos — abaixo do peso, com o peso ‘ideal’, excesso de peso e obesidade — e mostraram-nas a homens e mulheres estadunidenses e indianos. Os desenhos que representavam pessoas acima do peso tinham duas versões diferentes, uma com gordura abdominal e outra, gluteofemoral.

As mulheres obesas foram as que sofreram mais preconceito em geral, seguidas das que tinham excesso de peso. Porém, a investigação encontrou nuances nas respostas. Os participantes tinham maior aversão às ilustrações de mulheres com excesso de peso e gordura abdominal do que a mulheres obesas com gordura localizada na área gluteofemoral. Os autores afirmam que estes resultados não só contestam as teorias de que a gordura é vista como algo exclusivamente mau, como também mostram a influência da silhueta na gordofobia.

A distribuição da gordura pelo corpo determina a biótipo e é associada a várias funções biológicas e consequências na saúde. A gordura gluteofemoral em mulheres jovens, por exemplo, pode indicar fertilidade, enquanto gordura abdominal pode estar associada a efeitos negativos, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo reforça, no entanto, que estas presunções nem sempre são corretas, e que servem como uma maneira de obter informações e avaliar quem está ao redor.

Os cientistas sublinham que é preciso analisar outros fatores que podem influenciar comportamentos gordofóbicos como, por exemplo, as mamas, a idade e a etnia das mulheres.

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