Os números não mentem: a pressão social sentida pelos pais é o maior desafio à parentalidade.

A conclusão é tirada do Índice de Parentalidade 2020, um estudo realizado pela Kantar a pedido da Nestlé, que reuniu opiniões de 8000 mães e pais em 16 países de quatro continentes para entender mais sobre a parentalidade em 2020.

O estudo partiu do pressuposto de que não há “certo” ou “errado” na educação dos filhos, razão pela qual não poderá ser encontrado no índice qualquer juízo de valor. Trata-se sim de uma investigação sobre a forma como os pais e as mães se sentem em diferentes países, os desafios que enfrentam na evolução da sua parentalidade e os pontos onde revelam necessitar de maior apoio.

Neste Índice os diversos países são classificados de acordo com a forma como os pais percecionam a “facilidade em criar os seus filhos” no seu país, elencando os principais fatores que influenciam essas perceções. No total, são onze os fatores universais encontrados para explicar as classificações do Índice. Oito deles são baseados nos dados dos inquéritos realizados aos pais e os outros três nos dados macroeconómicos externos. O peso dos fatores parentais varia de país para país e não existe um lugar perfeito para se ser pai ou mãe.

Os 11 fatores do Índice de Parentalidade são:

  • Pressão social (contribui com 22.6% para o ranking do Índex)
  • Resiliência Financeira (16.7%)
  • Apoio à vida profissional (15.6%)
  • “Bebé fácil” (10.1%)
  • Recursos de saúde e bem-estar (9.0%)
  • Ambiente de apoio (8.0%)
  • Parentalidade partilhada (5.8%)
  • Confiança parental (2.7%)
  • Duração de baixa de maternidade (3.5%)
  • PIB per capita (3.1%)
  • “Reverse Gini (medida de dispersão estatística destinada a representar o rendimento ou a distribuição de riqueza da população de uma nação) (2.8%)

Os fatores identificados pelo estudo estão presentes em todos os países, tornando-se universais para os pais. O que difere é a forma e a intensidade de como são vividos. Os três principais fatores (pressão social, Resiliência Financeira e apoio a vida familiar) explicam mais de 55% do Índice de Parentalidade. Não importa o lugar onde os pais vivam: a pressão social (interna e externa) tem o maior impacto universal, representando 22,6% da pontuação geral do Índice, o que torna este fator no maior problema que os pais enfrentam hoje em dia e correlaciona dois tipos diferentes de pressão: a pressão interna que os pais colocam sobre si mesmos e as pressões externas do mundo ao seu redor. Globalmente, 60% dos pais sofrem pressão de outras pessoas sobre a forma como criam os seus filhos.

Entre as principais conclusões está o facto da Suécia, com uma pontuação geral do Índice de 75/100, ocupar a posição mais alta como o país onde os pais sentem maior facilidade no exercício de parentalidade, o que significa que a maioria dos fatores são experienciados positivamente pelos pais na Suécia. O Chile (58/100) e a Alemanha (56/100) completam o top dos três países com melhor classificação, onde os pais enfrentam menos desafios para criarem os seus bebés.

A China é o país onde os pais enfrentam os maiores desafios (39/100), seguido do Brasil (40/100) e das Filipinas (43/100). Estes resultados não significam que o ambiente para os pais nesses países seja mais difícil que nos outros. Por exemplo, os pais na China experimentam um dos maiores índices de satisfação com a partilha das tarefas de educação.

Outras conclusões:

De todos os pais ouvidos pelo estudo, 74% dizem ter horários de trabalho flexíveis que lhes permitem cuidar dos seus filhos. Aqueles que disseram ter essa flexibilidade eram mais propensos a relatar uma maior sensação de facilidade na criação dos filhos.

Enquanto 62% concordam que os pais de hoje são mais ativos e mais envolvidos nos cuidar das crianças do que as gerações anteriores e apenas 49% revelam existir uma partilha entre parceiros nos cuidados com os filhos.

Alguns pais (32%) descobrem que, mesmo num mundo hiper-conectado, onde amigos e familiares estão a apenas um texto de distância, com um bebé nos braços, podem se sentir-se profundamente isolados.

Globalmente, 25% das entrevistadas relataram sentir “Baby Blues” ou depressão pós-parto, embora as respostas variem de acordo com o país.

Quase um terço (31%) diz que se sentiu impreparado para todas as realidades de se tornar um pai ou mãe.

Os recursos preferidos dos pais para aconselhamento de saúde e bem-estar são, em primeiro lugar, os profissionais de saúde (66%), as suas mães, a sua sogra e outros membros da família (62%) e os seus parceiros (44%).

73% dizem que tiveram acesso às informações de que precisavam para fazer as escolhas certas sobre o desenvolvimento e o bem-estar dos seus filhos.

Criar os filhos em pandemia

A pandemia COVID-19 teve pouco – mas bastante positivo – impacto sobre a forma como mães e pais se sentem em relação à sua experiência como pais. Em todos os países alvos do estudo, os pais revelaram sentir mais apoio mútuo durante a pandemia – incluindo uma maior coesão social e sentimento de pertença. Os pais revelaram também sentir menos pressão social sobre como criar os seus filhos durante o C-19. Os pais nos Estados Unidos, em Espanha e na China revelarem maiores sentimentos de resiliência financeira e menores custos com creches, provavelmente relacionados a uma redução nos gastos com creches durante o confinamento. Por outro lado, este sentimento pode também refletir que as famílias encontraram menos oportunidades para gastar dinheiro, o que pode ter ajudado na reorganização das finanças familiares durante este período.

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