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Culturalmente, a carne é vista há muito como um símbolo de domínio e virilidade. Mas será que as pessoas que consomem carne têm mesmo melhor sexo? Não de acordo com uma pesquisa recente. 

O site britânico de encontros Illicit Encounters fez um inquérito a 100 pessoas — 500 delas delas comiam carne e 500 eram vegetarianas (38% identificavam-se como vegans) — para determinar quem se diverte mais entre quatro paredes. De acordo com os resultados, 84% dos vegetarianos relataram satisfação com a vida sexual comparativamente a apenas 59% dos respondentes que consumiam produtos de origem animal (95% dos participantes vegan disseram que estavam satisfeitos).

As preferências alimentares também foram associadas à frequência das relações sexuais. Cinquenta e sete por cento dos vegetarianos disseram que tinham sexo entre três a quatro vezes por semana, enquanto 49% dos ‘comedores de carne’ afirmaram que tinham relações entre uma a duas vezes por semana.

As respostas também revelaram diferenças marcadas nas atitudes e gostos sexuais entre comedores de carne e vegetarianos, com os vegetarianos a sair por cima. Mas será que a ciência sustenta estas afirmações? Sim… e a vários níveis.

De acordo com o Departamento de Saúde do Minnesota, nos Estados Unidos, “a saúde sexual inclui dimensões emocionais, psicológicas, físicas, intelectuais e espirituais”. Hábitos que melhoram a saúde física e psicológica, por exemplo, também deveriam melhorar o sexo. Veja o que os cientistas têm a dizer sobre o assunto.

Dietas à base de plantas melhoram o humor

Um estudo de 2012 indica que “a restrição de carne, peixe e aves em omnívoros melhora o humor”. Os investigadores conduziram um ensaio clínico randomizado com 39 adultos e encontraram evidências de diferenças nas escalas de stress e estados de humor entre comedores de carne e comedores de plantas. A equipa concluiu que um ácido gordo polinsaturado chamado ácido araquidónico, presente nas gorduras animais, promove “mudanças no cérebro que podem perturbar o humor”.

Muitos alimentos vegetarianos como, por exemplo, a banana, a aveia e a couve, também contêm produtos químicos como melatonina, serotonina e triptofano, que conduzem ao sono e ao relaxamento. Por outro lado, um estudo de 2018 encontrou uma correlação entre dietas ricas em carnes processadas e a apneia do sono. De sublinhar que o sono e o relaxamento estão associados a um melhor humor, bem como a uma maior energia e resistência.

Dietas à base de plantas podem aumentar a resistência

Investigadores do Comité de Médicos pela Medicina Responsável indicaram que uma dieta vegana pode fazer muito pelo desempenho atlético, melhorando a saúde cardiovascular, reduzindo a pressão arterial e o colesterol, e promovendo a perda de peso. Embora não haja nenhuma referência direta sobre o desempenho sexual, a lista de benefícios atribuídos ao desempenho atlético também são benéficos para a saúde sexual, desempenho e confiança em geral.

Dietas à base de plantas podem proporcionar alívio a homens que sofrem de disfunção erétil

 

O urologista Aaron Spitz explica que uma das principais causas da disfunção eréctil é o fluxo sanguíneo inibido devido ao estreitamento das artérias. Como tal, sugere que uma mudança de estilo de vida, incluindo seguir uma dieta à base de vegetais e ter uma rotina de atividades físicas, pode fornecer alívio permanente.

Para provar a teoria, o médico fez uma experiência no documentário The Game Changers, na qual três atletas universitários de elite foram alimentados com carne e dietas à base de plantas em dois dias diferentes. Foi utilizado um dispositivo para monitorizar as ereções dos participantes enquanto dormiam. A dieta vegana resultou em frequência elevada, longevidade e ereções mais duras para os três desportistas.

Uma revisão de 2019 intitulada Plant-Based Diets for Cardiovascular Safety and Performance in Endurance Sports mostra que os elevados riscos cardiovasculares enfrentados por atletas de resistência, incluindo aterosclerose (placa acumulada dentro das artérias) e danos ao miocárdio (diminuição do fluxo sanguíneo para o coração) pode ser mitigado por uma dieta à base de plantas e sem laticínios, corroborando as alegações do Dr. Spitz.

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