@laurandnicolasa

Alguma se envolveu com alguém que, durante uma discussão, se recusava a assumir os próprios erros e chegava ao ponto de tentar passar-lhe as culpas? Este mecanismo de defesa comum é conhecido como deflexão e pode ser difícil de detetar no momento, mas envolve redirecionar o foco, a culpa ou a crítica para outra pessoa, na tentativa de preservar a autoimagem.

A psiquiatra Gail Saltz explica à plataforma de bem-estar mindbodygreen que as pessoas usam a deflexão como uma forma de fazer descarrilar os outros, por assim dizer, quando estão a ser criticas e sentem que têm de se defender. Regra geral, desviam as culpas para quem está a criticá-las, mas também podem transferi-las para terceiros.

“A pessoa que está a defletir pode ou não usar alguma negação em defesa do que quer que esteja a deixá-la desconfortável ou ansiosa”, diz a especialista, acrescentando que, em alguns casos, a pessoa está consciente daquilo que fez “e, muito especificamente, conscientemente, não quer ter de se defender, mudar ou lidar com conflitos”.

Exemplos Comuns:

  1. Mudar o assunto. Se o seu comportamento for questionado, o defletor redireciona a conversa para que o foco passe a ser algo que a outra pessoa fez de errado. Isto permite que ele escape de assumir responsabilidades pelos próprios atos;
  2. Projeção. Muitas vezes, a deflexão e projeção andam de mãos dadas. A projeção consiste em pegarmos algo de que não gostamos em nós, quer seja uma emoção, um comportamento ou uma qualidade, e colocá-la noutra pessoa. Por exemplo, um indivíduo acusado de infidelidade, numa tentativa de preservar a própria imagem, acusa a parceira de traição. Ao fazê-lo, está a projetar a própria culpa na companheira;
  3. Gaslighting. Uma forma de abuso psicológico, na qual o abusador mente, distorce a realidade e omite informações para fazer com que a vítima duvide da própria memória; dos próprios sentimentos e perceções, e até mesmo da sua sanidade mental.
  4. Ataques. Em alguns casos, os defletores optam por atacar verbalmente o acusador, perdendo a razão sem se preocuparem com as repercussões. O foco está em tirar a atenção deles mesmos. Um sinal evidente de um ataque defletor é a inclusão da palavra “tu”.  

A Psicologia por Detrás da Deflexão 

A psiquiatra Gail Saltz garante ao portal mindbodygreen que tudo se resume à fragilidade do ego — e umas pessoas simplesmente têm um ego mais frágil do que outras. Até mesmo as crianças conseguem perceber como defletir, numa tentativa de agradar aos outros e de se protegerem.

As razões podem ser muitas, desde uma baixa autoestima, passando por tocar em temas que são gatilhos emocionais, à ansiedade. “Do ponto de vista da psicoterapia, a deflexão é primitiva e não é particularmente saudável para uma intervenção de relacionamento por parte dessa pessoa.”

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