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A ideia é bastante romântica: dois estranhos veem-se encontram-se, dá-se uma atração instantânea e, de repente, têm a certeza de que foram feitos um para o outro. Um fenómeno conhecido como amor à primeira vista.

Mas será que é real?

Foram raras as vezes em que os cientistas estudaram empiricamente o amor à primeira vista, mas um estudo de 2017 oferece evidências que suportam a teoria. Um grupo de investigadores da Universidade de Groningen pediu a quase 400 homens e mulheres que completassem inquéritos sobre potenciais parceiros românticos imediatamente após o primeiro encontro com esses indivíduos. Isto incluía indicar se concordavam com a frase “Estou a experienciar amor à primeira vista com esta pessoa”, bem como relatar o quão fisicamente atraente ela era e em que medida sentiram paixão (atração sexual).

A recolha de dados foi dispersa em três contextos — online; no laboratório (onde foram mostradas fotos de potenciais parceiros); e pessoalmente (onde os indivíduos se viam cara a cara). Com um barómetro em tempo real do amor à primeira vista, foi isto que os cientistas descobriram:

  1. O amor à primeira vista não é só memória tendenciosa. Os participantes realmente relataram ter sentido amor à primeira vista no instante em que se encontraram com alguém. É uma forte atração inicial que, mais tarde, pode transformar-se num relacionamento. O contra-argumento convincente de que as pessoas têm memórias tendenciosas e, essencialmente, criam a ilusão de terem se apaixonado instantaneamente não é uma explicação apropriada para todos os casos de paixões fulminantes.

  2. É mais provável que sintamos amor à primeira vista com pessoas bonitas. Neste estudo, as pessoas com classificações mais altas na escala utilizada pelos investigadores para avaliar a aparência física tinham uma probabilidade nove vezes maior de despertar amores à primeira vista.

  3. Os homens relatam sentir amor à primeira vista mais do que as mulheres. Os investigadores não sabem ao certo por que motivo isto acontece, mas acreditam que deve ser alvo de estudos complementares.

  4. O amor à primeira vista tende a não ser mútuo. De acordo com uma comparação dos relatos dos participantes, este é um fenómeno tipicamente unilateral. Os investigadores suspeitam, no entanto, que a intensa experiência inicial de um parceiro pode ajudar a moldar as lembranças do outro, mudando-a para a crença de que ele ou ela também sentiu amor à primeira vista.

  5. O amor à primeira vista, tecnicamente, não é “amor”. O tipo de qualidades que refletem amor (intimidade, compromisso, paixão) não é particularmente forte nos primeiros momentos em que as pessoas dizem que se apaixonaram à primeira vista. Por isso mesmo, a intensidade dessas emoções não se compara àquela que é relatada por pessoas que estão em relações sólidas. No entanto, quem se apaixona à primeira vista parece estar mais aberto a esses sentimentos do que os indivíduos que dizem não ter sentido amor à primeira vista.

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