kristin_rodin

Quando é que começámos a acreditar que um corpo magro, com determinadas medidas, era o “ideal”? Que quanto menos comermos, mais bonitas seremos? Que a nossa maior qualidade é a nossa aparência? Nasci no limiar dos chamados millennials e posso dizer que, pelo que conheço, esta é uma realidade bastante presente nesta geração – e sobre a qual é urgente falar.

Mas onde é que tudo começa? Segundo cita a psicóloga Renee Engeln, um recente estudo publicado no jornal “Body Image” comparou os efeitos de brincar com bonecas como as Barbies e com outras, de aparência mais realista. Os resultados mostraram que bonecas muito magras alteram a perceção do corpo ideal por parte das crianças – e brincar com as outras, posteriormente, não reverteu estes efeitos negativos.

Os distúrbios alimentares e a depressão são duas das principais consequências desta perceção corporal distorcida. E isto pode começar, segundo os autores do estudo, na faixa etária dos 6 aos 11 anos, quando a imagem corporal da rapariga se desenvolve. É, portanto, essencial que, sobretudo nesta fase, as crianças tenham contacto com corpos reais e não imagens “utópicas” do que é ser-se bonito.

Mas não nos podemos focar somente nas bonecas com que brincam. Na verdade, os “estímulos” vêm de várias fontes – a televisão, as redes sociais, a imprensa, mas também as conversas a que somos expostos desde novos. Não é difícil compreender como comentários aparentemente inofensivos como “estou tão gorda” ou “quem me dera ter aquele corpo” podem contribuir para a associação da magreza ao sucesso e felicidade.

Já estamos fartos de ouvir falar no quão tóxicas as redes sociais podem ser no que toca à veiculação da “vida perfeita” – mas é imprtante que continuemos a fazê-lo. Um desenho muito geral seria alguém que vive numa grande cidade, perto da praia ou que viaja muito. Alguém que se possa considerar um ícone de estilo e que tenha as “medidas perfeitas”. Muitas vezes, alguém que também esteja numa relação.

Isto faz-me regressar ao estudo das bonecas. Agora que, cada vez mais, começam a surgir movimentos focados na importância de se ser real, de se mostrar o bom e o mau, de aceitar diferentes tipos de corpos, de não se ter medo de mostrar imperfeições – será que os danos das imagens irrealistas às quais fomos expostos durante tantos anos são reversíveis? É que se há algo que eu quero um dia ensinar aos meus filhos é que a aparência é aquilo que de menos interessante têm.

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