Espertos, simpáticos, bons conversadores e ambientalmente comprometidos. Logo de início, é uma tarefa quase impossível não gostar de Sofia Oliveira e Fábio Gomes, o casal que é a alma do Comvida. Fui conhecê-los numa manhã de dezembro e o sol, que teimava em não se esconder, tornou ainda mais simpática esta mercearia-cafetaria que abriu portas em Oeiras. E se dúvida restasse de que aquele era um espaço com personalidade, o café que Sofia trouxe para a mesa fez logo o resto do trabalho. Confesso que estava a pensar – a desejar – um expresso, que não bebera essa manhã, mas acabei surpreendida por um café de filtro, feito com grãos moídos no momento, que me fez passar de infeliz a rendida num piscar de olhos. E a conversa continuou com o cheiro do café a encher o ar.

Sofia e Fábio conheceram-se na Faculdade, fizeram os seus mestrados – ela em Marketing e ele em Finanças – mas se o percurso profissional dele corria de feição, ao final de alguns anos Sofia teve uma espécie de “crise existencial”. Resultado: a trabalhar numa empresa internacional, soube que não era nada daquilo que desejava para a sua vida. Daí, a quatro mãos e duas cabeças, começou a tomar forma este projeto, que nem a pandemia travou – apenas adiou uns meses a desejada abertura. E é assim que, desde 31 de outubro, Sofia assume as rédeas deste “bebé” durante o dia, ajudada por Fábio, que concilia o trabalho num banco com o amor pelo Comvida.

A cozinha vegetariana era há muito um interesse de Sofia, a que se alia, a dois, o gosto pela Natureza e as preocupações ambientais. Porque não juntar tudo isso? “Queria um espaço que me permitisse cozinhar o que gosto e que fosse uma mais valia para a comunidade. Dai Oeiras, que é onde moramos e onde havia uma lacuna a este nível que quisemos preencher”, conta-nos.

O espaço, um antigo restaurante, foi remodelado por João e Carolina do Estúdio Jaca, também de Oeiras, que arriscaram nas madeiras, nas cores claras e no aproveitamento da luz que entra pelas desafogadas janelas e ilumina a fruta e os legumes de cores sonoras, que apetecem trincar, e os frascos de vidro com leguminosas, frutos secos, especiarias e infusões dispersos por prateleiras. Aqui, dá-se primado não só ao que é nacional, mas também ambientalmente comprometido. “Corremos Portugal de lés a lés, fomos conhecer os produtores, falar com eles, separar o trigo do joio até escolhermos com quem queríamos trabalhar” conta-nos Fábio sobre o processo que os fez chegar até ali numa ótica de sustentabilidade. Neste momento, “95% do que vendemos aqui provém da agricultura biológica e praticamente é tudo português.”

A sazonalidade está na base da ementa que sai da cozinha de Sofia, que se baseia em processos de fermentação natural, adoçantes naturais feitos no Comvida, com a ajuda da chef Virgínia e da doceira Inês. Todos os dias, dali saem panquecas, uma tosta doce e outra salgada, um prato de semana, um hambúrguer vegetariano e sopa, que estão disponíveis a qualquer ora, com opção de take away ou de entrega através do Scuver. Pode também pedir uma tábua de queijo de amêndoa, sobremesas, o sumo do dia, infusões variadas,  o “tal” café de filtro e cerveja artesanal. Uma coisa é certa: todos os pratos são vegan.

O pão é das poucas coisas que não é produzido na cozinha de Sofia, mas chega fresquinho várias vezes por semana, da carrinha do Paulo, da padaria Massa Mãe, em Benfica. De fermentação natural, é verdadeiramente “guloso”, como manda a tradição e já encontrou clientes fiéis, que o encomendam para levar para casa.

Falando com Sofia e Fábio, compreende-se que este é um processo em construção, que acompanha as descobertas de duas mentes curiosas por tudo o que se faz no país e no mundo para valorizar a produção biológica, assim como atentas às implicações que as nossas escolhas pessoais têm no ambiente e pelas ferramentas à nossa disposição de tornar a nossa pegada ecológica cada vez mais delével. Nenhum detalhe é deixado ao acaso. Por exemplo, na escolha dos parceiros com quem trabalham, a distância a que se encontram conta: é que quanto mais perto estiver o produtor, menor o tempo de transporte e menor a emissão de poluentes na atmosfera.  E já agora, um aviso: leve o seu saco quando for às compras ao Comvida porque isso é coisa que não há por lá. Porque aqui o ambiente é levado mesmo muito a sério (e ainda bem!).

Morada: Rua Ernesto Veiga de Oliveira, 10A, 2780-053 Oeiras
De terça a sexta-feira, das 11h00 às: 19h00
Sábado, das 11h00 às: 16h00
Instagram: @comvida

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