O Enigma do Quarto 622 é o primeiro livro que leio de Joël Dicker. E que bela surpresa se revelou! Obra publicada pela Alfaguara, leva-nos por um mistério que agarra desde a primeira página. O que parecia ser um thriller igual a tantos outros depressa se revela distinto e original. E isto muito se deve à perícia do autor para contar histórias.

A personagem principal desta obra é um homem com o mesmo nome que o autor do livro. Um gesto ousado que parece promover proximidade entre a mente por trás dessta história, mas também uma forma de Dicker conseguir homenagear um homem que lhe foi muito especial e que perdeu a vida em 2018: o editor que o lançou:  Bernard de Fallois. É que ao mesmo tempo que nos vemos envolvidos no mistério central, ficamos a conhecer o profissional que ajudou ao sucesso internacional do autor, numa homenagem que o imortaliza. Um gesto bonito e que em nada prejudica a trama central.

O assassinato em si e todo o que o envolve está muito bem conseguido. É que antes de querermos saber o que aconteceu no quarto, o autor leva-nos a conhecer um leque de personagens complexas e muito apelativas, fazendo-nos pensar nos motivos que cada uma poderia ter para matar ou ser morta. Sim, porque só mais à frente na trama é que percebemos a identidade da vítima e isso apenas impele para uma leitura mais interessada e rápida. 

As figuras desta história vão sendo descobertas aos poucos, como se a cada capítulo lhes fosse retirada mais uma camada até que estejam finalmente expostas. Todas se revelam bastante interessantes, apesar de acabarem por encaixar em certos esterótipos algo esperados. No conjunto, apresentam um drama que tem um crime como motor e que assenta em temas como a família, estatuto, profissão, amor, relações, desejo e, sobretudo, ambição. 

Esta é uma história bem construída, que está constantemente a levantar dúvidas no leitor muito graças ás reviravoltas mas também à forma como as personagens vão sendo desconstruídas. Ao mesmo tempo, é engraçado ver a brincadeira criada pelo autor de ter uma personagem com o seu próprio nome, levando o leitor a questionar sobre o que pode ou não ser verdade em alguns momentos da narrativa. Um livro singular e que faz perceber o motivo para Joël Dicker estar a ser um caso de sucesso.  

Sinopse:

Numa noite de Dezembro, um cadáver jaz no chão do quarto 622 do Palace de Verbier, um luxuoso hotel nos Alpes suíços. A morte misteriosa ocorre em plena festa anual de um prestigiado banco suíço, nas vésperas da nomeação do seu presidente. A investigação policial nada conclui e a passagem do tempo leva a que o caso seja praticamente esquecido.

Quinze anos mais tarde, o escritor Joël Dicker hospeda-se nesse mesmo hotel para recuperar de um desgosto amoroso e para fazer o luto do seu estimado editor. Ao dar entrada no hotel para o que esperava ser uns dias de tranquilidade e inspiração, não imaginava que acabaria a investigar esse crime do passado. Não o fará sozinho: Scarlett, uma bela mulher hospedada no quarto ao lado do seu, acompanhá-lo-á na resolução do mistério, ao mesmo tempo que vai decifrando a receita para escrever um bom livro.

O que aconteceu naquela noite de Inverno no Palace de Verbier? Que crime terrível teve lugar no quarto 622? E porquê? Estas são as perguntas-chave deste thriller veloz, construído com a habitual mestria de Joël Dicker, que pela primeira vez nos leva ao seu país para narrar uma história surpreendente. Um triângulo amoroso, jogos de poder, traição e inveja – nada falta a esta intriga magnética, em que a verdade é muito diferente do que imaginávamos.

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