Elogiada pela crítica, premiada e com um clube de fãs à escala mundial. The Expanse é já considerada uma série de culto. Com cinco temporadas, todas disponíveis na Amazon Prime Video, terá mais uma. A sexta será a final desta história que tanto lutou para continuar a ser contada. 

Afinal, não foi a Amazon a primeira produtora a apostar nesta aventura de ficção científica. As três primeiras temporadas estiveram ao cargo do Syfy, mas os elevados custos de produção fizeram com que fosse cancelada. Os fãs desesperaram (George R. R. Martin, autor de “A Guerra dos Tronos”, foi uma das vozes que se fez ouvir na luta pos esta continuação). Felizmente, a Amazon percebeu que esta era uma história que merecia uma conclusão e adquiriu os direitos. A produtora já fez mais dois temporadas e prepara-se para a última. 

Mas afinal, de que se trata The Expanse?  É uma série dramática de ficção científica inspirada numa saga literária de James S. A. Corey. A ação decorre 200 anos no futuro e todo o sistema solar está colonizado. Existrem três grandes fações: a Terra, Marte e a Cinturão (Cintura de Asteróides). Ao mesmo tempo que assistimos a uma paz tensa entre estes três grandes grupos, cada um com uma forma de liderança e de gestão bem diferente, assistimos ao desvendar de um mistério. O desaparecimento de uma jovem proveniente de uma família abastada é o motor desta história. É que se percebe que este caso está relacionado com uma conspiração que poderá colocar em risco toda a humanidade. 

Os motivos para esta série estar a ser tão elogiada

Sou fã de ficção científica. Desde muito nova que imagino as possibilidades que o futuro pode trazer, das muitas maravilhas que a humanidade ainda tem para realizar e conquistar e também os novos desafios que daí poderão surgir. The Expanse é uma história que aborda todas estas questões. E muitas outras.

Apesar de retratar uma realidade agora impossível, faz acreditar que tudo o que ali se passa um dia pode acontecer. A equipa de produção desta série não se ficou apenas pela imaginação, mas uniu-se a um grupo de cientistas para apresentar possibilidades que, na teoria, são válidas. Viagens espaciais, vida em comunidades fora da terra, os efeitos que nascer e viver no espaço poderão ter no corpo humano, a gestão da limitação de recursos e como pode ser feita a produção dos mesmos, o simples caminhar num ambiente sem gravidade. Estes são apenas alguns exemplos de pontos explorados na trama. A ciência alia-se à imaginação e faz-nos acreditar.

Outro ponto forte é o desenvolvimento das questões sociais. A forma como a humanidade se dividiu, as diferentes culturas formadas, as rivalidades, as estratégias de cooperação, os ressentimentos, as falhas e carências são bastante pertinentes. Temos uma Terra que se vê como soberana, Marte mais bélico e determinado a conseguir total sustentabilidade e um Cinturão que se sente desprezado e explorado. Um contraste que se torna muito importante para os desenvolvimentos da narrativa, que dá origem a um esquema político de grande interesse e que molda as personagens.

Até agora só falei da construção deste universo fictício. Quero agora focar-me nas personagens que nele habitam. São figuras complexas, humanas, resultado do ambiente em que estão inseridas. Claro que, como em tudo, será mais fácil criar empatia com umas do que com outras. Curioso como James Holden (Steven Strait) é o protagonista, mas acaba por ser a figura que menos interesse me despertou. Por outro lado, adoro a bondade e coragem de Naomi Nagata (Dominique Tipper), o determinado e impertinente detective Josephus Miller (Thomas Jane), o destemido e violento Amos Burton (Wes Chatham) ou a inteligente e direta Chrisjen Avasarala (Shohreh Aghdashloo). E acreditem, poderia mencionar muitos mais. 

Chrisjen Avasarala (interpretada por Shohreh Aghdashloo )

O desenrolar da trama agarra desde o primeiro momento. Ao longo das cinco temporaradas, não se sente em momento algum que se está a explorar a história além do que deveria ter sido feito. Tudo o que é exposto faz sentido. E poderia haver muito, muito mais. 

É um desenvolvimento natural, que surge de um ponto que gera desequilíbrio e se expande para algo muito maior. Mais complexo, complicado e hipnotizante. Tudo isto sem cansar ou ser massador, uma vez que alia ação, a mistério, intriga e drama. Curiosamente, sinto que esta história faz mesmo jus ao nome da série: existe uma expansão, não só no Espaço, mas também a nível de enredo. 

Uma história que fala de futuro, mas que não coloca de parte o presente. The Expanse aborda as consequências de escolhas e ações que a humanidade está hoje a ter. Desta forma, é como que uma chamada de atenção para a importância da preservação de recursos, para o facto de tomarmos por garantido o nosso planeta e não valorizarmos a beleza e condições únicas que tem. Difícil não refletir sobre isso. Difícil não imaginar o que é passar uma vida sem pisar solo, sem ver grandes concentrações de água, sem ter contacto com uma árvore. Faz-nos valorizar o que temos. 

Não é por acaso que The Expanse já seja vista como uma série de culto. Universo credível, personagens bem construídas, história aliciante, temas pertinentes, possiblidades científicas e utilização de efeitos especiais impressionantes. É uma grande produção. Só não entendo como é possível estar a passar tão despercebida no nosso país. 

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