Duna, de Frank Herbert, retoma a popularidade de outros tempos graças à adaptação cinematográfica que chegou recentemente aos cinemas pelo realizador Denis Villeneuve. Um clássico de ficção científica considerado, por muitos, como incontornável.

Num universo alternativo, assiste-se a uma grande evolução tecnológica e a uma cultura bastante completa e dissemelhante da nossa – apesar de ser possível adivinhar pontos de inspiração em algumas sociedades humanas. Governado pelo Imperador Padixá Shaddam IV, são apresentados alguns planetas distintos a todos os níveis, administrados pelas grandes Casas Nobres. Entre esses planetas, encontra-se Arrakis, ordinariamente conhecido como Duna. Este que parece ser o planeta mais insignificante e deplorável do Império esconde uma grande riqueza: a especiaria, uma droga imensamente valiosa para o império, que é consumida para diversos fins, entre os quais o alcance de uma profunda clarividência e de visão, servindo ainda como fonte de energia que permite as viagens supersónicas. A especiaria é, então, muito cobiçada, uma vez que permite uma contínua evolução o que origina riqueza a quem a explora.

Duna é uma obra impressionante. Apresenta culturas novas e bastante completas, onde se destacam os povos livres do planeta deserto em oposição aos nobres governantes. São contempladas reflexões profundas acerca diversos temas, tais como política, religião, ecologia, destino e até mesmo valores pessoais e crescimento.

Um dos assuntos mais curiosos prende-se com o valor que é dado às coisas, uma vez que se assiste a um conflito onde o Império pretende a exploração de Duna para obter a especiaria, enquanto o povo do planeta luta diariamente para manter a sua maior preciosidade: a água. Uma questão que é facilmente transposta para a actualidade é aqui descrita com um rigor espantoso e em volta do qual o esquema de valores pessoal é construído, o que modifica personalidades e estados de estar na vida.

Esta demanda por um ideal que teve como base inicial a vingança, apresenta personagens marcantes, onde se destaca Paul, o herói que não consegue fugir ao destino, que enfrente um forte crescimento motivado pelos acontecimentos que revelam a sua essência e missão que irá alterar o Império. Existem outros grupos de personagens com um forte peso, como as Bene Gesserit ou os mentat, que graças à sua originalidade e aos seus propósitos fortes e credíveis, facilmente conquistam o leitor.

A imaginação de Frank Herbert é de louvar. O autor consegue surpreender positivamente, tendo em conta que a data da primeira publicação ter sido na década de 1960. Herbert não só criou um universo intemporal onde o leitor se depara com as mais diferentes questões, como ainda se tornou o inventor de diferentes dispositivos fascinantes, tal como o fato que permite a reciclagem da água corporal. O leitor dificilmente abandonará Duna e o fim da leitura faz crescer a vontade de ler as restantes obras de Frank Herbert.

Sinopse:

Obra-prima de Frank Herbert, Duna decorre no planeta deserto de Arrakis. Narra a história de Paul Atreides, herdeiro de uma família nobre encarregada de governar um mundo inóspito, onde a única coisa de valor é uma especiaria, melange, que é na verdade uma droga capaz de prolongar a vida e expandir a consciência. Cobiçada em todo o universo conhecido, a melange revela-se um tesouro pelo qual as pessoas estão dispostas a matar.

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