O Grande Gastby, de F. Scott Fitzgerald, tem agora uma nova edição pelas mãos da Editorial Presença. Com tradução e prefácio de José Rodrigues Miguéis, escrito em 1960, esta republicação revela-se uma boa oportunidade para quem, como eu, desejava ler este clássico e estava apenas à espera de uma oportunidade. Como este livro nas mãos não resisti e comecei imediatamente a leitura.

O primeiro impacto vai para o prefácio, que esclarece o leitor mais desatento sobre a importância desta obra, o enquadramento em que surgiu, faz revelações sobre o seu autor e aponta para as características mais relevantes da trama a que devemos tomar especial atenção. 

Apesar de nunca ter lido o livro, conhecia já o fundamental da trama. o enredo não se revelou uma surpresa, mas apreciei o estilo, o ambiente histórico, o constraste social e a construção das personagens. Ver tudo isto do ponto de vista de Nick Carraway é enriquecedor, por trata-se de uma figura que parece ver além da ilusão que é fabricada pelo dinheiro, indo além das aparências e ajudando o leitor a ver a verdade. 

O véu de mistério que parece cobrir Jay Gatsby tem tanto de sedutor como de alerta. Sente-se atração por esta figura, desejo de a conhecer melhor, mas sempre com um pé atrás. É que apesar da excentricidade, percebe-se que este é um homem que não abandonou a inocência. E se isso poderá em, certas ocasiões, ser visto como algo belo e puro, aqui o que sobressai é o perigo que lhe pode trazer. É que Gatsby é um sonhador, um mestre em iludir e também em iludir-se. 

Ao longo da leitura, questionamo-nos sobre os riscos provocados por um amor idealizado, uma situação platónica que não permite ver o outro na sua verdade mas sim naquilo que se é desejado. Sobre como isso faz alguém mudar ao ponto de negar partes de si e da sua história, por vergonha de não se ser aceite. Também nos faz questionar sobre o materialismo obsessivo e como isso pode significar a falta de algo mais profundo.

Obra que tem uma nova imagem e que, apesar de ter sido escrita há quase 100 anos, continua a possuir uma mensagem atual e relevate. Afinal, esse é um dos motivos que a torna este livro num clássico. 

 

Sinopse:

Considerado a obra-prima de F. Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby é um clássico da literatura do século XX e o retrato mais expressivo da «idade do jazz», em todo o seu esplendor e decadência. Jay Gatsby é o herói que personifica o materialismo obsessivo e o desencanto do pós-Primeira Guerra Mundial. Imensamente rico e desprovido de escrúpulos, Gatsby procura preencher o vazio que o domina tentando impressionar, e assim conquistar, Daisy Buchanan, por quem se apaixonara na sua juventude, mas que, entretanto, casara com o milionário Tom Buchanan. Contudo, na sua busca da inocência e do amor perdidos, Gatsby encontra apenas o fim de um sonho.

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