As famílias viveram nos últimos meses aquilo que foi, provavelmente, a maior “tempestade” e revolução das suas vidas.  

De repente, pais e filhos, foram obrigados a estar em casa, durante 24h durante um período de tempo indeterminado, sob ameaça de um vírus que promete ser assustador e que é tão poderoso que parou o mundo inteiro.  

Impactante toda esta informação. Foi necessário reestruturar os dias, as noites, as formas de estar, de viver, as conversas, o método de trabalho, tudo.  

A resiliência da família foi fortemente colocada em causa e à prova.  

Agora a realidade voltou a mudar e apesar de ainda estarmos aconselhados a ficar em casa, há famílias que se encontram sem outras opções senão (fingir que vão) voltar à normalidade.  

Os “regressos” são sempre motivo para algum stress e ansiedade por parte dos pais, não fosse o ser humano ser tão resistente a mudanças e a alterações de rotina.  

“E agora? Como irá reagir às educadoras? E se apanha o vírus? Vamos sentir muitas saudades um do outro. Será que vai ficar assustado com as máscaras? Tenho muito medo. 

A minha missão é ajudar famílias a viver a parentalidade com menos ansiedades, medos e culpas, como tal, sinto que vos posso ajudar com um conjunto de seis dicas que, de certo, farão a diferença aí em casa. Espero que façam sentido para vocês.  

1 – Decidir com confiança 

É primordial que a nossa decisão de colocar ou não na creche, os timings, as nossas decisões sejam nossas e com base naquilo que sentimos e não naquilo que pessoas fora do nosso círculo familiar nos dizem que será a melhor decisão ou escolha 

Quando decidimos sob o ponto de vista de alguém que está do outro lado, nem sempre tomamos a decisão do coração e da consciência. O que muitas vezes nos leva a ter sentimentos de frustração e culpa.  

Procurem reunir as informações necessárias e tomem a decisão com base naquilo que será o bemestar da vossa família, segundo os vossos olhos e perspetiva 

Uma decisão tomada com confiança é importante para nos sentirmos mais seguros, mais firmes, tranquilos e menos ansiosos.  

2 – Manter a calma  

Esta dica é um mantra diário para todos os dias do ano, incluindo dias muito difíceis (estes principalmente). Isto porque é este estado de relaxamento que nos vai permitir: gerir melhor as nossas emoções, observar com mais clareza, logo tomar melhores decisões.  

Parece uma regra muito básica, mas o que é facto, é que as crianças ficam mais tranquilas se sentirem que os seus pais estão calmos. Isto é um pilar-base para que a família se sinta segura, coesa e firme.  

Como manter a calma em momentos de stress como ir levar o meu filho à escola? Prepare-se que o exercício é muitíssimo simples: respirar fundo, inspirar pelo nariz, expirar pela boca e repetir. Esta prática “cheira a flor, sopra a vela” tem poderes mágicos sobre a nossa mente e estado de espírito e é muito simples, até para fazer em família, com os mais novos.  

3 – Preparar as crianças 

Tão importante quanto respirar é falar com as crianças sobre as novas alterações às suas rotinas, adaptando o discurso a cada idade.  

Esta noção de que a mudança vai acontecer ao contrário do que podemos pensar (que causa ansiedade), pelo contrário, prepara-as.  

A preparação dos mais pequenos funciona como um “calmante natural” potenciando a sua paz interior e serenidade.  

4 – Ser verdadeiro 

Outra dica simples, mas que, por vezes, os adultos tendem a ter alguma dificuldade na comunicação é falar aberta e honestamente com a criança, sem fantasia ou histórias fictícias 

Quanto mais reais somos sobre os factos, mais elas adquirem também mais noção e responsabilidade nelas próprias para se defenderem daquilo que pode representar perigo.  

Uma das melhores formas de garantir a proteção da criança é ser-se honesto e claro sobre a situação, mudança, circunstância para que ela saiba exatamente o que fazer e se sinta segura ao fazê-lo.  

5 – Boas noites de sono 

A privação de sono é uma das causas maiores para a rotura das famílias: caótica, destrutiva e exaustiva para cada membro da família.   

Uma criança que não dorme bem, não permite que os pais durmam bem. Quando os pais não dormem bem, têm dificuldade em ser pacientes, em ser tolerantes, em se concentrarem, em tomarem decisões, em se auto acalmarem. Assim como com as crianças.  

Dormir bem é tão essencial como comer bem.  

Esta revela-se numa ferramenta contra quaisquer vírus e bactérias, uma vez que fortalece o nosso sistema imunitário, para além de todas as outras vantagens a nível cognitivo: aumenta a capacidade de concentração, de memorizar; ajuda-nos a regular a ansiedade, assim como o apetite e ainda promove a nossa estabilidade emocional e tranquilidade interior.  

6 – Antecipar irritações  

O regresso a casa depois dos dias passados na escola poderá também tornar-se motivo de ansiedade. Acredito que as crianças chegarão bem cansadas, irritadas, com muito sono e sem paciência, provavelmente sem apetite e precisarão de nós o mais serenos possível para os ajudarmos a lidar com as mudanças e com a gestão das suas emoções – dormir bem é mesmo vital.  

Sugiro que opte por banhos antes do jantar se possível mais demorados, em primeiro lugar como medida de combate ao vírus e depois para promover um relaxamento. Depois dê o jantar mais cedo do que o habitual, promova pequenos diálogos sobre o dia da escola, como correu o que fez. Ficará de imediato com uma ideia de como estará ele ou ela a lidar com estas novas adaptações 

A música é sempre boa aliada nestes momentos. Evite os ecrãs, uma vez que os estimula e satura ainda mais, contribuindo para a sua maior irritabilidade. Depois, e fundamental, prepare o ir para a cama. O dormir como lhe disse e o descansar bem é fundamental. Aproveite para contar uma história calma, a meia luz, procurando dar a tranquilidade daquele momento, antes de dormir.    

Que estas dicas sejam pedras preciosas aí em casa e que ajude a fazer de vocês uma família mais feliz e unida.  

Vai ficar tudo bem.  

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