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As crenças limitantes baseadas em estereótipos começam nos inevitáveis processos de comparação social que nos rodeiam, e que promovem a definição de nós mesmos e da nossa posição na sociedade. Somos melhores ou piores, fortes ou fracos, sempre em comparação com os outros.

O ato de nos compararmos parece ajudar-nos a identificar a nossa identidade mais profunda. Desta forma, fazemos comparações constantes entre nós e os outros no que toca ao estilo de vida, aparência, saúde, dinheiro, inteligência, posição social, trabalho, relacionamentos, género e convicções.

A sociedade incute-nos um modelo de comparação com os nossos pares, de modo a seguirmos um padrão linear de comportamento e modo de vida, em que, nalguns casos, quando algum dos nossos pares se desvia do padrão recebe uma reprovação, um olhar sancionário ou crítica. Assim, existe em cada um de nós um conjunto de valores sobre aquilo que acredita ser o bom e o mau, o belo e o feio, o justo e o injusto, sempre por comparação.

Embora caiba a cada um de nós mudar um pouco daquilo que está à nossa volta, ganhando flexibilidade relativamente a formas de vida diferentes, opiniões e comportamentos, quando eles não ferem direitos fundamentais, tentando desta forma contribuir positivamente para uma maior tolerância à diferença, a verdade é que muitas pessoas vivem limitadas pelos seus pensamentos e sistema de valores. Isto impede-as de serem o melhor que ordem ser, atingindo resultados diferenciadores, porque a sociedade de alguma forma as rotulou ou estigmatizou.

Dependendo da situação, o estigma social pode ser mais ou menos generalizado. As crenças limitantes baseadas no estigma não se ficam pelas questões raciais, de orientação sexual ou de género; elas estendem-se igualmente às situações de deficiência física, escolhas religiosas e políticas, aparência física ou estética, entre muitas outras.

Estas falsas crenças sobre aparência, raça ou personalidade facilmente se transformam numa voz mortífera dentro das nossas mentes, incutindo um conjunto de perceções negativas baseadas no medo da reação e crítica de um determinado grupo social. Na verdade, deveríamos lembrar-nos de que somos todos diferentes e, por isso, suscetíveis a sofrer ameaças à nossa identidade, integridade e intelectualidade. Acredito que, de uma forma ou de outra, em alguma altura da nossa vida, todos somos vítimas de um estereótipo.

Os estereótipos sociais constituem um ciclo vicioso, no qual os indivíduos estigmatizados sentem ansiedade e medo de tal forma que isso afeta o seu desempenho e liberdade individual. Muitas destas situações causam situações tão discriminatórias que as vítimas interiorizam crenças limitantes sobre si próprias, que as leva a acreditar não serem merecedoras ou capazes de alcançar metas positivas nas suas vidas, ou de realizar grandes feitos e conquistas.

É necessário ajudar as pessoas vítimas dos vários estigmas sociais a reforçar a sua autoestima e autoconfiança para conseguirem ultrapassar a situação negativa de terem experienciado viver com um estereótipo. Em primeiro lugar, é preciso identificar a origem do estereótipo, perceber como se tornou um pensamento limitante sobre si próprio, identificar as áreas da vida em que esta situação não o deixou progredir, e começar a desenhar um plano de ação para mudar este contexto.

Nestas situações é fundamental ter em mente que, apesar das diversas comparações sociais que vivemos, ninguém tem o direito de afirmar que as suas escolhas e modo de vida são melhores do que o do vizinho, apenas porque existe uma maioria que vive desta forma.

Se tem pautado e limitado a sua vida tendo em conta as opiniões de terceiros, e o medo dos olhares reprovadores, com certeza não está a caminhar para a sua melhor versão, e nunca sentirá força e motivação suficiente para conquistar as suas metas, porque os fatores externos irão sempre limitá-lo.

Quando traçar um objetivo e perceber que não está a conseguir chegar à sua meta, porque tem dentro de si um conjunto de crenças baseadas em padrões sociais desadequados à sua realidade, tenha, acima de tudo, a coragem de aceitar-se como é, sem se rotular como “mau, fraco, ou inferior”, por causa dessas diferenças.

Comece a criar estratégias para reforçar a sua autoestima e autoconhecimento, de forma a desmistificar estas crenças negativas que traz dentro de si e que foram criadas por estereótipos que não têm uma justificação verdadeira e real. Este é um passo fundamental para aprender a lidar com as suas próprias emoções e conseguir reagir da forma certa perante os obstáculos futuros.

Por fim, devemos ter em conta que não são as comparações sociais que devem ditar se somos ou não somos merecedores de sucesso e de felicidade. A única coisa que define o que somos e quem somos são as nossas ações. Então, aja a seu favor e pare de viver contra si!

Cada forma de viver é sempre singular!

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