O cancro do colo do útero é o sexto mais frequente nas mulheres europeias, apesar dos avanços significativos no rastreio, diagnóstico e tratamento das lesões pré malignas. Representa 6,6% de mortes femininas por cancro em todo o mundo.

Existem grandes disparidades, quer na Europa quer a nível mundial, na incidência, na atuação clínica e na mortalidade. Em Portugal, segundo o Globocan 2018, estima-se a ocorrência de cerca de 750 novos casos por ano, correspondendo a uma incidência de 7,2/100000 e a uma mortalidade de 3,3/100000 habitantes. Atualmente surge um caso por dia, o que perfaz 300 a 400 casos/ano.

O que é então o cancro do colo do útero?

O colo do útero é a parte inferior, ou pescoço, do útero. Este cancro ocorre quando as células normais do colo do útero se transformam em células anormais e crescem fora de controle. A maioria das mulheres a quem é detetado e tratado precocemente o cancro tem bom prognóstico.

Quais são os sintomas associados?

Numa fase inicial pode não causar sintomas. Quando causa sintomas, o mais comum é o sangramento vaginal que ocorre:

– Entre os ciclos menstruais

– Depois de actividade sexual

– Após a menopausa

Se você tiver sangramento vaginal nessas ocasiões, informe o seu médico ou enfermeiro.

Existem programas de rastreio?

Em Portugal, existe um programa consensual de rastreio oncológico para o cancro colo do útero, que tem demonstrado uma redução da mortalidade em cerca de 80%.

Em que consiste o rastreio?

O rastreio compreende o teste de citologia cervical (papanicolau) em mulheres entre os 20 e os 30 anos e até aos 60 anos de idade e a pesquisa do HPV (Papilomavírus Humano).

Nas mulheres entre os 21 e os 30 anos recomenda-se o papanicolau pelo menos de 3 em 3 anos. A partir dos 30 anos deve ser associado o teste de pesquisa do vírus HPV, que permite ter uma sensibilidade muito maior.

Mas são todos os tipos de cancro do colo do útero causados pelo HPV?

Cerca de 99,8% são. Entre uma infeção por HPV e o aparecimento de cancro, podem passar 20 anos. Existem estádios intermédios, que podem ser diagnosticados e vigiados para não evoluírem para cancro. Existe, portanto, uma janela temporal grande para prevenção.

Porquê manter os rastreios?

Durante três meses, de 16 de março a 16 de junho, não houve rastreios ao cancro do colo do útero em todo o País, devido à pandemia de Covid-19. Muitos cancros estão por diagnosticar. Sabendo que no caso desta doença temos muito a fazer desde o diagnóstico de uma lesão ou da infeção pelo vírus até ao desenvolvimento de cancro é fundamental manter o rastreio. Manter a vigilância pode salvar vidas. Não deixe que o medo e o impacto desta pandemia sejam ainda mais evidentes.

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