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A história dos fatos de banho está intimamente ligada à história da cultura dos povos, aos seus hábitos, costumes, religiões, crenças. A moralidade em torno da nudez teve uma preponderância decisiva no desenvolvimento da cultura de “beachwear“, dependendo a sua evolução do facto desse hábito ser permitido e aceite até aos nossos dias. 

Os fatos de banho na antiguidade

Na antiguidade clássica, temos imagens que mostram pessoas a nadar e a banhar-se nuas. No entanto, também temos registos de mulheres com tops cai-cai e cuecas para participarem em atividades desportivas, como reflete um mosaico encontrado na villa tardo-romana Villa Romana del Casale. 

A nudez na antiguidade clássica era um tema constante e fundamental na arte destes povos, porque os artistas queriam revelar o divino através da representação do nu. Culturalmente, nesta época, a nudez era vivenciada em ginásios e quando se praticava exercício, nomeadamente nos Jogos Olímpicos.

Os fatos de banho a partir do século XVIII

A história dos fatos de banho começa a ter relevância outra vez no século XVIII. Quando se banhavam, as mulheres usavam vestidos, sendo que estas peças não ficavam transparentes depois de se molharem. O traje dos homens tinha mangas compridas, cobrindo também uma parte das pernas.

Curiosamente, noutras culturas, usava-se uma tanga (incríveis estas discrepâncias!), como o “fundoshi”, por exemplo. O “fundoshi” é um traje originário do Japão e consiste numa espécie de tanga que deixa as coxas e as nádegas desnudas. É utilizado em lutas, nomeadamente nas de Sumo e na piscina. A nudez pública era bastante normal e comum no Japão até a Restauração Meiji, que tentou suprimir este hábito até então culturalmente aceite.

Durante o período do Iluminismo, os tabus contra a nudez começaram a crescer e, na era Vitoriana, a nudez pública foi considerada obscena. Além das praias serem separadas por género, com cabines para banho dotadas de rodas, estas últimas eram ainda usadas para permitir que as pessoas que tinham mudado para traje de banho, entrassem diretamente na água.

Apesar de no século XIX ter surgido o primeiro fato de banho – uma espécie de vestido que ia do ombro até ao joelho, com umas calças que desciam até ao tornozelo – foi durante este século que, por exemplo, a natação nua se tornou uma ofensa pública na Grã-Bretanha. Como se pode observar, a peça preferida dos nossos armários teve, ao longo dos séculos, consideráveis obstáculos culturais, sociais, religiosos e legais!

O “boom” do fato de banho no século XX

No início do século XX, a exposição do peito do homem não era aceite. Nesse período, os trajes de banho das mulheres tinham de cobrir pelo menos as coxas e a exposição de mais do que isso poderia levar à prisão por prostituição pública. A título de curiosidade, para os Jogos Olímpicos de 1912, em Estocolmo, criou-se um cartaz oficial que mostrava vários atletas masculinos nus e, por isso, foi considerado ousado demais para distribuição em certos países. 

Foi nesta altura que as roupas de banho começaram a ficar menores, primeiro descobrindo os braços e depois do tornozelo para a altura das coxas. Isto permitiu que fossem criadas novas variedades de trajes de banho mais confortáveis. 

Na década de 1930, os trajes de banho começaram por possuir duas peças, com a inferior cobrindo parte das pernas e o umbigo. Em Hollywood, o ator Johnny Weissmuller – o mais icónico Tarzan da história do cinema, tendo sido em simultâneo um dos maiores nadadores de todos os tempos, com cinco medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos – começou a ir à praia em shorts e, tendo ele o impacto social que tinha na altura, este hábito começou a generalizar-se. 

A invenção do biquíni 

Após a Segunda Guerra Mundial, o biquíni foi inventado em França e, apesar do escândalo inicial em torno dele, foi generalizado e considerado normal na década de 1960. 

No verão de 1946, dois designers, separadamente, tentaram criar trajes de banho diferentes dos que caracterizavam a época. Assim nasceram a “atome” de Jacques Heim e o “le bikini” de Louis Réard.  Este último foi exibido vários dias depois dos EUA detonarem pela primeira vez um dispositivo nuclear sobre o atol de Bikini. 

Na década de 1950, os biquínis passaram a diminuir de tamanho e o umbigo passou a aparecer, o que não era muito bem visto na época. 

O bikini continuou o seu processo de desenvolvimento e popularização, após a década de 60, sendo que várias versões surgiram até aos dias de hoje, desde o monoquíni, em que a parte inferior do bikini é sustentada por duas alças, deixando os seios à mostra, passando pelo tankini, em que a parte de cima é uma t-shirt (1990), ao burkini, inventado na década de 2000, muito popular no Médio Oriente, em que o corpo fica todo tapado, exceto as mãos, os pés e a cabeça. Mais uma vez, as diferentes crenças de diferentes culturas a condicionarem, permitirem os tamanhos e uso dos fatos de banho.

Os trajes de banho masculinos também se desenvolveram em paralelo aos femininos durante esta época, com os shorts diminuindo cada vez mais. As sungas tornaram-se muito populares, principalmente em regiões mais tropicais. Nos anos 1990, as bermudas, que chegam até ao joelho, também se normalizaram. 

Nós, na Maria Martinez Beachwear, somos a favor desta abertura histórica de consciência, que levou à construção das peças de beachwear que temos na nossa loja online, à construção da nossa marca. Peças customizadas, com cortes de excelência, cores únicas, pormenores exclusivos, modelos adaptáveis a uma variedade de corpos, matérias-primas da melhor qualidade, design de vanguarda, com a possibilidade e uso para além da praia.

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